Geada e tempo seco: campo vira 'barril de pólvora'

DA REDAÇÃO 6 de Agosto de 2013 | 00h00
Álvaro Rezende/Correio do Estado Álvaro Rezende/Correio do Estado

Chuva, frio atípico com temperatura abaixo de zero, agora a estiagem que dura 16 dias em Mato Grosso do Sul criou uma espécie de combustível de risco, favorável às queimadas neste mês de agosto e em setembro, segundo reportagem na edição de hoje no jornal Correio do Estado.

A situação climática adversa pôs em alerta as brigadas de prevenção e combate aos incêndios florestais do Prev-Fogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama).

“O frio intenso queimou a vegetação, agora o tempo seco, quente, ventos fortes e a baixa umidade relativa do ar provocaram uma situação ideal para as queimadas”, disse o ecólogo Alexandre Matos, coordenador estadual do Prev-Fogo.

Segundo a reportagem de Celso Bejarano, Matos informou que hoje o trabalho preventivo é concentrado em Corumbá, município onde o fogo mais atacou no País, no ano passado, com 6.178 focos de calor.

Até ontem, Corumbá permanecia entre as três principais regiões afetadas pelas queimadas, com 37 focos de calor nos cinco primeiros dias de agosto. Se somados todos os meses, de janeiro para cá, a cidade fica no topo do ranking das cidades com mais queimadas.

Em Corumbá, são 30 brigadistas treinados em ação. “Todos eles atuam intensamente na prevenção, realizando visitas às propriedades rurais, informando sobre os malefícios do uso inadequado do fogo e também com rondas preventivas”, disse Matos. 

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