Fim de conflito está nas mãos do STF, dizem especialistas

AGÊNCIA BRASIL15 de Maio de 2012 | 00h01

Promotores, índios e fazendeiros da região oeste de Mato Grosso do Sul acreditam que apenas o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da ação cível ajuizada por pecuaristas em 1987 pode colocar fim à disputa que levou os índios kadiwéu a ocuparem ao menos 12 fazendas na região de Corumbá, a 430 quilômetros de Campo Grande.

“O conflito [na região] vai ser resolvido com o julgamento da ação que tramita no STF e cujo resultado os pecuaristas aguardam há 25 anos”, disse ontem (14) à Agência Brasil, o advogado Carlos Fernando de Souza, autor de pedidos de reintegração de posse de sete das fazendas ocupadas pelos índios.

Mas, para os procuradores Emerson Kalif Siqueira e Wilson Rocha Assis, que visitaram a área no último dia 10, os kadiwéu “reocuparam” as fazendas para chamar a atenção da Justiça a fim de uma solução definitiva para o prblema.

Segundo a assessoria do STF, o julgamento da Ação Cível Ordinária 368-7 é iminente, embora ainda não haja data para o julgamento. O processo está nas mãos do ministro Celso de Mello.

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