Criado plano para acidentes com produtos químicos

ANA MARIA BARBOSA/TRÊS LAGOAS 5 de Abril de 2011 | 00h01
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Depois de Campo Grande, Três Lagoas passa a ser a segunda cidade do país a contar com o Plano de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (CM-P2R2). O decreto criando a comissão municipal que desenvolverá o plano foi assinado ontem (4), pela prefeita Márcia Moura (PMDB).

O objetivo do plano é conter riscos de acidentes com produtos químicos, envolvendo principalmente indústrias, e teve a participação da fábrica de celulose Fibria, empresa que protagonizou o último incidente deste tipo no município, em 28 de setembro de 2009, quando ocorreu derramamento de compostos químicos e orgânicos, incluindo enxofre, espalhando forte odor por toda a cidade. Na ocasião, a população ficou alarmada e muitas pessoas procuraram atendimento médico por mal-estar causado pelos produtos.

Além do incidente da Fibria, a industrialização já representou outros riscos à população. Em 31 de agosto de 2005, três trabalhadores morreram no Curtume de Três Lagoas, ao inalarem o gás H2S (gás sulfídrico) e caírem em tanques de decantação. Em 17 de abril de 2007, outro momento de tensão para a população foi com a explosão de uma caldeira da indústria MK Química, seguida de incêndio. O barulho da explosão e a coluna de fumaça provocaram insegurança, por não existir informações e um plano de controle e resposta aos incidentes.

Ontem, ainda foram entregues, ao Corpo de Bombeiros, roupas especiais para uso em situações de risco, um investimento de R$ 20 mil feito pela Fibria. Segundo o comandante da corporação, major Luiz Antônio de Mello, outras medidas, como mapeamento do transporte de cargas perigosas pela BR-262 e BR-163, estão sendo realizadas.

Após o vazamento na Fibria, a empresa criou, junto com a comunidade, a Rede de Percepção de Odores e unificou 33 empresas que manipulam produtos químicos no município para realizarem o levantamento de riscos. “Ninguém quer a guerra, mas todos devemos estar preparados para ela”, afirmou o gerente local da Fibria, Renato Ottoni.

Para a gerente do Imasul, em Três Lagoas, Delia Villamayor Javorka, o decreto é um avanço, pois melhora as condições de segurança. “O desenvolvimento é importante, mas a nossa responsabilidade é também muito grande”, ressaltou.

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