Coleta seletiva de lixo vai começar nesta sexta-feira

BRUNA LUCIANER 1 de Julho de 2011 | 00h02
PAULO RIBAS/CORREIO DO ESTADO PAULO RIBAS/CORREIO DO ESTADO

A partir de hoje, 120 bairros de Campo Grande passarão a ter o serviço de coleta seletiva porta-a-porta de material reciclável. Nesta primeira etapa, a ação alcançará 32 mil domicílios, beneficiando aproximadamente 96 mil moradores nas regiões do Tiradentes, São Lourenço, Vilas Boas, Chácara Cachoeira, Bela Vista, Itanhangá, São Bento, TV Morena, Carlota, Cruzeiro, Autonomista, Santa Fé, Carandá e Veraneio.

Esta parcela da população produz cerca de 86 toneladas de lixo diariamente, 40% delas, 35 toneladas, são materiais recicláveis. "Hoje, o transporte desses materiais custa aos cofres do município R$ 63 mil por mês. Assim que a coleta seletiva estiver funcionando a pleno vapor, esse montante será economizado", declara Marcos Cristaldo, titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur).

A implantação da coleta seletiva é um dos principais pontos da Política Municipal de Resíduos Sólidos, sancionada na última quarta-feira pelo prefeito Nelsinho Trad. Apesar de começar tímida, alcançando apenas 11% dos 280 mil domicílios da Capital, é um passo importante na busca do gerenciamento de resíduos.

De acordo com Cristaldo, a coleta seletiva será implantada gradativamente em três setores da região central do município. "Quando coletarmos cerca de 80% de todo o material reciclável produzido neste primeiro setor, passaremos para o segundo. E assim sucessivamente. Assim que atingirmos 100% desses três setores, economizaremos cerca de R$ 445 mil por mês". Ainda não é possível especificar quanto tempo levará para que a coleta aconteça nos três setores. "Depende da adesão da população, só avançaremos quando os resultados forem satisfatórios".

Por enquanto, funcionará assim: de segunda a sábado, um caminhão gaiola percorrerá os 32 mil domicílios contemplados nesta primeira etapa recolhendo os materiais juntados pelos moradores. Há 15 dias, os moradores das 14 regiões citadas acima recebem a visita de orientadores, ganham sacolas para dispor os materiais e recebem panfletos explicativos, onde estão especificados os tipos de materiais que serão coletados e o dia da semana que o caminhão passará na residência.

"Os materiais não devem ser colocados para fora de casa. Os orientadores baterão de porta em porta, coletarão os materiais arrecadados e darão mais sacolas ao morador", explica Cristóvão Vasconcelos, técnico da Financial Ambiental responsável pela coleta seletiva. Ainda segundo Cristóvão, se o morador sabe que não estará em casa no dia que o caminhão for passar, ele deve levar os materiais até um Local de Entrega Voluntária (LEV) (mais informações nesta página).

Caso o morador já tenha o hábito de separar os materiais e entregá-los a algum catador, e quiser continuar com a prática, a residência é descadastrada do itinerário do caminhão. "Verificamos muitos casos em que o morador já estabeleceu uma rotina de doação com algum carrinheiro. Neste caso, o orientador cadastrou a casa como ‘não-participante’ e ela não será visitada", esclarece Cristóvão".

Hoje, o caminhão da coleta seletiva passará nas regiões do Tiradentes, São Lourenço, Vilas Boas, Chácara Cachoeira, Bela Vista, Itanhangá e São Bento. Por lá, os moradores parecem estar informados e contentes com a iniciativa. "Vai ser um alívio. Você tenta, sozinho, ter uma rua limpa mas não consegue. Com a coleta batendo na sua porta, fica mais fácil de manter o bairro limpo", comemora a alfabetizadora Benedita Luiza de Oliveira, moradora do Bairro Tiradentes.

Outras 21 regiões da área central, com aproximadamente 68 mil domicílios, estão divididas em dois setores e também constam no planejamento do programa de coleta seletiva. A segunda etapa abrangerá as regiões do São Francisco, Cruzeiro, Cabreúva, Planalto, Jardim dos Estados, Amambai, Glória, Itanhangá, Jardim Paulista, Jardim dos Estados e Centro. Depois, numa terceira fase, será a vez das regiões Guanandi, Jacy, Leblon, Caiçara, Jóquei Club, América, Carvalho, Bandeirantes, Taquarussu, Sobrinho e Taveirópolis.

 Regiões não-contempladas

As regiões que receberão o programa foram definidas após dois anos e meio de estudo e mapeamento da produção de resíduos na cidade. Através da análise gravimétrica do lixo, que é feita levando em consideração fatores como densidade populacional, foi possível estabelecer as regiões prioritárias para a implantação da coleta seletiva.

Os moradores dos bairros que não terão coleta porta-a-porta poderão separar e levar os materiais recicláveis até um dos 164 Locais de Entrega Voluntária (LEVs) espalhadas por toda a cidade. Atente para os supermercados, farmácias, postos de combustíveis e agências dos Correios perto de você; um deles, com certeza, será um LEV.

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