Segunda, 21 de Agosto de 2017

Febre Maculosa

Campinas abate capivaras após polêmica com ambientalistas

14 MAR 2011Por Folha Online 16h:30

Mesmo com o protesto de ambientalistas, 16 capivaras foram mortas no sábado (12) por agentes da Prefeitura de Campinas (93 km de SP). Os animais estavam confinados no Lago do Café havia três anos.

As capivaras foram mortas por meio de eutanásia (aplicação de uma injeção letal). A prefeitura alegou que os animais tiveram de ser abatidos por causa do risco de transmissão da febre maculosa.

A prefeitura alega que os roedores representam risco à saúde, pois há suspeita de que fossem hospedeiros do carrapato-estrela --transmissor da febre maculosa (uma infecção aguda que pode levar à morte).

Entre 2008 e 2010, três funcionários da prefeitura morreram de febre maculosa após trabalharem no local, segundo o secretário da Saúde de Campinas, José Francisco Keer Saraiva.

Os animais foram sedados antes da aplicação da injeção. Todo o trabalho de abate durou cerca de quatro horas. Ao menos 20 técnicos participaram da ação.

Um grupo de ambientalistas protestou em frente ao Lago do Café. Eles realizaram um enterro simbólico com cruzes, flores e velas.

Depois do abate, os corpos dos animais receberam carrapaticida e foram enterrados em uma vala no aterro sanitário da cidade.

Na sexta-feira (11), a 2ª Vara Pública de Campinas negou o pedido de liminar feito pela Proesp (Associação Protetora da Diversidade das Espécies) e manteve o abate das capivaras.

A polêmica teve início no mês passado, depois que a prefeitura anunciou o abate dos animais.

A decisão de sexta-feira da Justiça de Campinas ratificou autorização dada pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), que autorizou em janeiro deste ano o abate dos animais.

As capivaras estavam separadas por sexo para evitar a procriação. O Lago do Café, uma área pública da cidade, está fechado à visitação desde 2008.

Os ambientalistas pediam que fossem realizados exames nos roedores para comprovar a infestação de carrapatos e a contaminação pela bactéria causadora da febre maculosa. Eles defendiam a adoção de outras medidas, como a remoção dos animais e a aplicação de carrapaticida no local.

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