BR Foods e Marfrig cogitadas para ativar unidades do Independência

CARLOS HENRIQUE BRAGA26 de Outubro de 2010 | 02h10
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As três unidades paralisadas do Frigorífico Independência, em recuperação judicial há quase um ano, podem voltar à ativa sob novas mãos em breve. As plantas de Campo Grande e Anastácio, arrendadas, e a de Nova Andradina, a última a parar, são consideradas muito boas para ficarem de escanteio. Segundo o chefe da Superintendência Federal da Agricultura (SFA), órgão de fiscalização da indústria de carnes, Orlando Baez, o interesse não é oficial, mas existe. “Elas são modernas e têm permissão para exportar, isso desperta interesse”, explicou.
 
O mercado enxerga duas possibilidades para as unidades se a companhia tiver a falência decretada: o arrendamento pelo Marfrig, que já embolsou o Margen, de uma das plantas, ou a incorporação à gigante de alimentos brasileira, que pode incluir o abate de animais entre suas atividades. 
 
Em Nova Andradina, onde 800 foram demitidos no último dia 14 pelo frigorífico à beira da falência, o nome cogitado para a segunda aternativa é BR Foods, resultado da incorporação da Sadia pela Perdigão. 
 
O secretário de Desenvolvimento Integrado do município, Fábio Maurício Selhorst, disse ao Correio do Estado, após o fechamento da unidade, que a BR Foods já anunciou a necessidade de trabalhadores no Paraná, e quer levar parte dos que foram demitidos para uma de suas unidades. 
 
A assessoria do Marfrig disse que a empresa não comenta “especulações de mercado”. A da BR Foods desconhece negociações do tipo.
 
Decadência
O arrendamento das plantas de Campo Grande e Anastácio da massa falida do Kaiowa foi a alternativa escolhida pelo Independência para expandir a operação no Estado, após a chegada em 1991, na unidade de Nova Andradina. O grupo chegou a abater 4,5 mil bovinos, mas não se sustentou. 

Em novembro de 2009, pediu recuperação judicial para renegociar dívidas, sem fechar as portas. A operação não teve o sucesso esperado. A companhia suspendeu pagamento do restante da dívida que tinha com pecuaristas de MS (R$ 17 milhões) e anunciou paralisação total da produção, além do afastamento da diretoria.
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