Bebê que precisa de doação de medula sensibiliza outros estados

TARYNE ZOTTINO27 de Maro de 2014 | 00h00
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A história do pequeno Timóteo Rodrigues Aydos, de apenas um mês, não sensibilizou somente os sul-mato-grossenses. A reportagem sobre o bebê, que sofre de uma doença rara e precisa do transplante de medula óssea para sobreviver, teve mais de 2 mil compartilhamentos na página do Correio do Estado no Facebook. Nos comentários da publicação, moradores de outros estados brasileiros perguntavam como poderiam ajudar.

De acordo com a assessora de comunicação do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso do Sul (Hemosul), Mayra Franceschi, basta procurar a unidade hemoterápica mais próxima na cidade onde mora e efetuar o cadastro. É preenchido um formulário com dados pessoais e coletada amostra de sangue para testes que vão determinar a compatibilidade.

“Mas é importante essas pessoas terem em mente que, a partir do momento que fizerem o cadastro, podem ser chamadas a doar para qualquer ser humano com quem sejam compatíveis, não apenas o bebê”, explicou. Segundo Mayra, o nome dos doadores fica no Cadastro Nacional até eles completarem 60 anos. Quem já é cadastrado, deve manter o endereço e telefone sempre atualizados, entrando em contato com uma unidade hemoterápica em caso de mudança. Assim, poderá ser encontrado com facilidade.

Campanha 

Timóteo foi diagnosticado com a Linfo-histiocitose hemofagocítica, uma grave doença auto-imune. Ele passa por sessões de quimioterapia a cada três dias, o que garante a sobrevida somente por alguns meses. A única possibilidade de cura é o transplante. Por isso, parentes e amigos da família promovem uma campanha, com o objetivo de atrair pessoas que se cadastrem no banco de doadores. No próximo sábado (29), na Igreja Batista Coronel Antonino, equipes do Hemosul farão cadastros do meio-dia às 17h. O endereço é Rua Santo Ângelo, 169, Bairro Coronel Antonino. O cadastro também pode ser feito no Hospital Regional, no Hospital Universitário e na Santa Casa. Duas mil pessoas confirmaram presença no evento do Facebook, que pode ser acessado clicando aqui. A fanpage Amigos do Timóteo também foi criada para ajudar na divulgação do caso.

Para doar

É preciso ter entre 18 e 54 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Será retirada uma pequena quantidade de sangue (5 a 10ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais. O sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar as características genéticas que podem influenciar no transplante. O tipo de HLA será incluído no cadastro.

Os resultados são confidenciais. Depois, os dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante. Se for compatível com algum deles, outros exames de sangue serão necessários. Com a confirmação dessa compatibilidade, a pessoa será consultada para confirmar se deseja doar e seu atual estado de saúde será avaliado.

A compatibilidade não tem relação com o tipo sanguíneo, como no caso da doação de sangue, mas sim com a genética.
 

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