AFONSO PENA

Em depoimento, estudante nega que pai o induziu a fugir de acidente

Celular de João Pedro foi apreendido pela polícia e passará por perícia

9 NOV 2017 • POR LUANA RODRIGUES E YARIMA MECCHI • 18h32
Estudante e pai saindo da delegacia com advogado. - Luana Rodrigues / Portal Correio do Estado

O estudante de medicina, João Pedro da Silva Miranda Jorge, de 23 anos, negou em depoimento na tarde desta quinta-feira (9) que o pai, João Carlos da Silva Jorge, tenha o induzido a deixar o local do acidente que matou a bacharel em Direito, Carolina Albuquerque Machado, 24 anos, no dia 2 de novembro.

De acordo com o delegado que investiga o caso, Geraldo Marim, João Pedro alega ter perdido o celular no momento do acidente e não teria falado com o pai. “Ele disse que um primo passou no local e o tirou de lá, mas não informou o nome desse primo”, diz o delegado.

O celular de João Pedro foi apreendido pela polícia e passará por perícia. Outro aparelho, um Motorola, que estava no interior da caminhonete usada pelo estudante foi apreendido pelos investigadores, mas o dono ainda não foi localizado. O aparelho também deve passar por perícia.

No depoimento que durou 1h30 e terminou por volta das 17h50, João Pedro negou que ingeriu bebida alcoólica e afirmou que passou o dia em casa.

O estudante de medicina, relata que saiu ‘para dar um volta’ com irmão e acabou se envolvendo no acidente. O mesmo assumiu para a polícia que estava em uma velocidade superior a permitida para a via, mas nega que transitava a 150km/h.

“Ele ressalta que passou com o semáforo verde”, destaca o delegado.

O pai de João Pedro também foi ouvido pelo delegado e confirmou a versão do filho. Segundo João Carlos da Silva Jorge, apenas o filho mais novo, João Victor Miranda Jorge, ligou para ele e contou sobre o acidente. “Ele afirma que quando chegou no local o filho não estava mais lá”, conta Marim.

Além do estudante, outras duas testemunhas devem ser ouvidas pela polícia. O irmão de João Pedro não será ouvido porque voltou para o estado de São Paulo, onde faz faculdade. “Eu queria ouvi-lo, mas ele já foi embora”, lamentou o delegado.

João Pedro e o pai, João Carlos, estavam acompanhados do advogado Benedito Figueiredo. Ninguém quis falar com a imprensa.

VÍDEO DO ACIDENTE