Acidente de trânsito

Estudante diz que estava a 60 km/h mas perícia vai analisar imagens

Vídeos serão analisados para saber se acadêmico estava em alta velocidade

9 NOV 2017 • POR BRUNA AQUINO E RENAN NUCCI • 11h20
De acordo com o delegado, algumas provas serão colhidas ainda - Valdenir Rezende/Correio do Estado

O estudante de Medicina João Pedro da Silva Miranda Jorge, 23, envolvido em acidente no último dia (2), que matou a bacharel em Direito Carolina Albuquerque Machado, 24, disse em depoimento que percorria a Avenida Afonso Pena a 60 km/h, parou no sinal vermelho e não estava embriagado. Porém, câmeras de segurança de hotel próximo ao local do acidente serão analisadas para comprovar se a vítima estava em alta velocidade. 

De acordo com o delegado Geraldo Marim Barbosa, da Terceira Delegacia de Polícia, as testemunhas confirmam que o autor havia parado no sinal vermelho. No entanto, os vídeos das câmeras de segurança encaminhados à perícia serão analisados. Será feito um trabalho de degravação – processo de analise do vídeo - para comprovar se o condutor estava em alta velocidade ou não.

TESTEMUNHAS

Conforme o delegado, já foram ouvidas quatro testemunhas que confirmaram que o autor estava em alta velocidade e que bateu no meio fio na avenida. Além disso, segundo as testemunhas, o condutor realizava zigue-zague, desviando dos veículos que estavam a frente.

Outra testemunha disse que o autor parou no sinal fechado, mas quando abriu, ele arrancou em alta velocidade. No entanto, ainda serão ouvidos, o irmão do autor que estava no veículo no momento da colisão, o pai que poderia ter instruido o filho a fugir, e mais duas pessoas que estavam no local do acidente.

Para o delegado, outras provas ainda estão sendo colhidas. “Foram solicitadas sete multas em nome do autor e, ao analisar, algumas delas eram por excesso de velocidade. Agora vamos esperar o detalhe das outras multas, o resultado do laudo necroscópio da vítima, o laudo da lesão corporal do filho da vítima, além do resultado da degravação. Se tudo estiver pronto em um mês, o inquerito será concluído”, afirma.

João Pedro pode responder por homicidio simples em face do dolo eventual ao assumir o risco de matar ao transitar em uma via pública em alta velocidade, embriagado e fazendo manobras arriscadas.