Três Lagoas

Trabalhadores e indústria não fecham acordo de reajuste salarial

Semana passada, colaboradores da Fíbria fizeram assembleia

7 NOV 2017 • POR ALINE OLIVEIRA • 12h48
Sindicato afirma que reajuste está bem abaixo da realidade do mercado - Ascom Sititrel

Trabalhadores das Indústrias de Papel e Celulose em Três Lagoas participam pela segunda semana consecutiva de assembleias que definirão acordos coletivos de trabalho propostos pelas principais indústrias em funcionamento na região.

Semana passada a assembleia foi realizada entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel e Celulose de Três Lagoas (Sititrel) e a Fíbria. Já no próximo dia 10 de novembro, os colaboradores da Eldorado Brasil decidem sobre as ofertas feitas pelos empregadores.

Na opinião do presidente do sindicato, Almir Morgão, os valores esperados pela categoria estão muito abaixo da realidade de mercado e detalha que o reajuste oferecido chegou a 2,08%, auxílio creche de R$ 470, portadores de necessidades especiais (PNE) R$ 1.380, prêmio de produtividade de R$ 210 e vale alimentação de R$ 275.

“Infelizmente os valores que apresentamos aos funcionários são bem diferentes do que queríamos. Foram reuniões desgastantes, estressantes e no final eles nos deram essa proposta ridícula. Esperamos que os trabalhadores votem conscientes e não aceitem isso”, finalizou o representante do Sititrel.

RESULTADO FIBRIA

A apuração dos votos efetivados na assembleia entre trabalhadores e a empresa Fibria comprovou a previsão do sindicalista, visto que a maioria dos funcionários optaram por não aceitar a proposta: 247 votos contrários a proposta do empregador, 169 favoráveis, dois em branco e um nulo.

Durante os últimos dias o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel e Celulose realizou na Fibria a assembleia sobre o acordo coletivo 2017/2018. A apuração dos votos foi feita na tarde de ontem (06). “A proposta apresentada é absurda. Os valores foram bem abaixo do que pedimos, o próximo passo agora é voltar para a negociação”, esclareceu Morgão.

A proposta apresentada pela empresa de celulose é de reajuste de 2,37%, abono salarial de R$ 1.400,00 e vale alimentação de R$ 269,00.