Comércio Aquecido

Setor varejista de construção reage e crescimento chega a 6%

A cadeia da construção é o 4º maior gerador de empregos do país

4 NOV 2017 • POR ALINE OLIVEIRA • 15h02
Tintas e telhas foram os produtos com maior procura nos últimos meses - Divulgação

O setor varejista em todas regiões do Brasil registra pelo segundo mês seguido, aumento nas vendas de material de construção. Em outubro o crescimento foi de 6%, se comparado ao mesmo período do ano passado. 

Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e entrevistou 530 lojistas entre os dias 27 e 31 de outubro. De acordo com o presidente da instituição, Cláudio Conz, as regiões com melhor desempenho foram: Nordeste e Sudeste. 

"Com esses resultados apresentados, o volume de vendas no ano apresenta alta de 6%, se comparado ao mesmo período do ano passado. Já nos últimos 12 meses, conseguimos atingir o crescimento de 2,5%", explica.

Segundo o relatório, telhas de fibrocimento e tintas são as categorias que impulsionaram o setor nos últimos meses, o que segundo a associação acontece em razão das reformas das residências para as festividades do final de ano. Além disso, o alto volume de chuva contribuiu para o aumento de reparos, impactando no crescimento do varejo, complementa o documento.

CENÁRIO ECONÔMICO

Com cerca de 148 mil lojas em todo o país (incluindo 136.868 lojas varejistas e mais de 12 mil lojas atacadistas), o setor de material de construção é parte integrante do complexo denominado de ConstruBusiness, que representa 9,1% do PIB brasileiro. Cada R$1 produzido na construção gera R$ 1,88 na produção do país. 

As atividades da cadeia ocuparam 11,3 milhões de pessoas em todo o país em 2014, sendo que comércio e serviços correspondem a 16,2% desse total. A cadeia da construção é o 4º maior gerador de empregos do país e remunera seus trabalhadores 11,7% mais do que os outros setores da economia. 

Em termos reais, o valor adicionado pelo comércio de material de construção cresceu a uma taxa de 8,5% ao ano entre 2007 e 2014, e o emprego expandiu-se a um ritmo de 6,5% ao ano.