ESCOLAS PARTICULARES

Mensalidades escolares devem ter reajuste de 5% a 10% em 2018

Porcentual de aumento nas escolas é duas vezes maior que inflação

31 OUT 2017 • POR DA REDAÇÃO • 06h30
Mensalidades para 2018 deverão se manter acima da inflação e pais devem pesquisar para conseguir melhores preços - Gerson Oliveira / Correio do Estado

Mensalidades das escolas particulares em Mato Grosso do Sul devem ficar entre 5% e 10% mais caras em 2018, de acordo com índices apurados pelo Correio do Estado entre pais de alunos e estabelecimentos de ensino da rede privada do Estado.

O porcentual de reajuste é duas vezes maior que a meta de inflação do governo federal para este ano (4,5%), mas, de acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de MS (Sinepe-MS), outros critérios são utilizados no cálculo, entre eles, folha de pagamento dos funcionários, investimentos pedagógicos e variação de despesas, como, por exemplo, mudanças na escola.

Para o ano que vem, reflexo da economia do Estado também pesou na análise e elaboração da planilha dos estabelecimentos.

“Há escolas que vão ficar nesse índice, como há outras que não vão aumentar praticamente nada. Cada escola é uma empresa”, afirmou a dirigente do sindicato, Maria da Glória Paim Barcellos, esclarecendo que a instituição sindical não apresenta índice de reajuste.

A presidente do Sinepe explicou que houve uma recomendação às escolas para que fizessem uma análise geral da situação econômica, com ênfase sobre o reflexo na economia do Estado e a situação econômica da família.

“O pai faz um sacrifício para colocar o filho na escola particular, planeja a vida econômica dele, mas também tem que fazer uma análise do orçamento dele. Então, o valor de reajuste de cada ano não tem que ser igual ao do outro. Temos que comparar inflação, IGP-M [Índice Geral de Preços do Mercado, indicador que registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais], todos os índices possíveis e imagináveis”, detalhou. 

*Leia reportagem, de Daniella Arruda, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.