Agora, portugueses procuram trabalho no Brasil

7 de Agosto de 2011 | 09h54

 Da redação

O engenheiro Hugo Veríssimo, de 34 anos, adiantou-se. Durante um passeio ao Brasil em fevereiro, deixou currículos. Recebeu duas propostas: uma para ficar imediatamente, que rejeitou, e outra, para trabalhar em São Paulo. Está em Lisboa, só às espera do visto, já que no mês passado a empresa em que trabalhava reduziu o pessoal, por falta de serviço, e extinguiu sua vaga. “Estou indo por decisão pessoal; mas, se fosse agora, estaria indo por necessidade", diz.

A equação crise portuguesa e baixo desemprego brasileiro tem despertado o interesse de emigrar entre  alguns portugueses.  Segundo Carlos Matias Ramos,  da Ordem dos Engenheiros de Portugal, essa classe profissional tem mostrado motivação especial.  Isso porque o número de obras licenciadas no país caiu 9% em 2010, depois de queda de 20% em 2009. As restrições ao crédito – os bancos portugueses têm aumentado taxas e diminuído carências -- devem manter o mercado da construção civil em dificuldade.

Do outro lado do Atlântico, o boom imobiliário e a perspectiva de novos empreendimentos por conta da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 são chamarizes. “Sentimos esse fluxo desde 2009 e ele acentou-se recentemente”, diz Ramos, referindo-se às consultas de profissionais sobre os processos para exercer a profissão no Brasil. “Tem havido um esforço para agilizar os procedimentos burocrátcios administrativos.”

O mesmo fenômeno é observado pela Ordem dos Egenheiros Técnicos, segundo o seu presidente, Augusto Ferreira Guedes. “Têm sido emitidas muitas declarações para nossos associados irem trabalhar no Brasil. Não tem a ver com a crise em Portugal, e sim com os desafios da engenharia no Brasil”, pondera.

A empresa que me contratou me pediu para indicar amigos. Tem muitas empresas boas aqui que estão fechando e tenho colegas que estão ficando desempregados", diz Veríssimo.

Tem brasileiros voltando, e tem portugueses vindo para o Brasil”, diz a ministra Luísa Lopes, chefe da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty. Movimento que começou a ser notado nos últimos seis meses, segundo ela. De acordo com Luísa, em geral, os imigrantes são mão-de-obra qualificada.

O cozinheiro português Idalecio Gonçalves, de 45 anos está com o salário congelado desde 2007. E, na sua profissão, o futuro próximo é inquietante em Portugal: o governo deve subir em 10 pontos percentuais o imposto sobre a comida servida em restaurantes. Por isso, não vê a hora de seu visto para morar no Brasil sair.

As condições de vida aqui estão piorando. Já recebi convite para ir trabalhar em Canoa Quebrada (CE), mas vou para Maravilhas (MG) e esperar. Há uma demanda muito forte no setor”, diz, à porta do Consulado do Brasil em Lisboa. “Está todo mundo indo para o Brasil", avalia. (Do G1)

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