Cidades

MEIO AMBIENTE

A cada dois dias, três animais são atropelados em MS

A cada dois dias, três animais são atropelados em MS

LUCIA MOREL

04/05/2013 - 13h30
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Capivaras, antas, jacarés, lobinhos e outros animais silvestres são vítimas frequentes de atropelamentos nas rodovias de Mato Grosso do Sul, principalmente na BR-262, na região oeste e corredor do Pantanal. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que de janeiro até agora, 57 animais foram atropelados nas estradas federais do Estado e durante todo o ano passado, foram 245, o que corresponde a uma média de 20 todos os meses.
O inspetor Tércio Baggio afirma que a grande maioria ocorreu na 262 e que a quantidade de animais mortos e de ocorrências desse tipo podem ser muito maiores. Isso porque nem todos os casos são informados à corporação. “Geralmente são as ocorrências com carros pequenos que chegam até nós. É porque o veículo teve um dano e não pode seguir viagem, ou porque o dono quer acionar o seguro. Mas um caminhoneiro não vai informar nada, porque não causa dano ao veículo”.

E a quantidade de ocorrências é, de fato, maior. Pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostra que entre junho de 2011 e maio de 2012, o total de animais silvestres atropelados na rodovia do Pantanal foi de 610, o que salta a média mensal para 50 atropelamentos em um mês.  Essa pesquisa embasou um estudo do Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (DNIT) de Mato Grosso do Sul para instalação de radares na 262. Os equipamentos, num total de seis, começaram a operar no começo de abril no trecho entre Anastácio e Corumbá que tem 292 Km. A velocidade máxima permitida nos seis locais é de 80 Km/h. Segundo o departamento, a tentativa é de reduzir as mortes de animais silvestres e garantir a segurança dos motoristas.

De acordo com a PRF, além do problema ambiental, os atropelamentos também colocam a vida humana em risco. O inspetor Baggio sustentou que, apesar de serem poucos, já houve casos de mortes em acidentes de carro que envolvem animais. “Por vezes ocorrem acidentes com vítima fatal, até por falta de habilidade do motorista, que desvia do animal bruscamente, ou perde o controle e capota ou cai em área alagada”. Para o inspetor, o ideal é que haja mais controle das rodovias com uso de equipamentos eletrônicos para que a velocidade nas rodovias seja respeitada e assim, menos animais sejam atropelados e também queda na ocorrência de acidentes fatais. “O trânsito do Brasil é o mais violento do mundo e apenas a conscientização não vai ser suficiente para barrar isso. É preciso mais investimento no controle de velocidade de forma eletrônica”, defende.

coxim

Foragido por descumprir medidas protetivas é encontrado morto no Rio Taquari

Homem fugiu de policiais que cumpriam mandado na terça-feira e corpo foi encontrado boiando nesta quinta

18/06/2026 18h29

Corpo foi encontrado em rio na zona rural de Coxim

Corpo foi encontrado em rio na zona rural de Coxim Foto: Divulgação / Polícia Civil

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Maycon Douglas Gama de Freitas, de 32 anos de idade, foi encontrado morto no rio, na zona rural de Coxim, nesta quinta-feira (18). Ele era considerado foragido desde o dia 3 de junho, por descumprimento de medidas protetivas de urgência no contexto de violência doméstica.

De acordo com a Polícia Civil, contra Freitas havia dois mandados de prisão preventiva, em razão da reiteração criminosa e do descumprimento das medidas protetivas.

Na última segunda-feira (15) os policiais receberam informações de que ele estaria escondido em uma chácara localizada nas proximidades da região conhecida como "Tapete Verde", a cerca de 40 quilômetros da área urbana de Coxim.

Equipes realizaram diligências no local, porém o suspeito não foi localizado.

Nova tentativa de captura foi realizada na terça-feira (16), quando policiais voltaram ao local após novas informações indicarem que o foragido permanecia na propriedade.

Por volta das 6h30, o homem foi visualizado, mas fugiu em direção à mata, às margens do rio, ao avistar os policiais. Após alguns minutos de perseguição, ele conseguiu escapar.

Outras equipes foram mobilizadas para reforçar as buscas, com a utilização também de um drone, mas o foragido não foi encontrado.

Nesta quinta-feira , a Polícia Civil foi novamente acionada, desta vez por pessoas que avistaram um corpo boiando no rio, em região que fica a aproximadamente 10 quilômetros do último local onde o foragido havia sido visto.

Policiais, acompanhados por equipe da Perícia Criminal, estiveram no local e realizaram os primeiros levantamentos.

Familiares compareceram ao local e reconheceram o corpo como sendo do homem que era procurado pela Justiça.

O corpo foi encaminhado para exame necroscópico, que irá determinar a causa da morte.

CONE SUL

Tensão entre fazendeiros e indígenas reforça efetivo da Força Nacional em MS

MPI solicitou a ampliação do efetivo da FN e o MJSP autorizou a medida

18/06/2026 18h10

Força Nacional em MS

Força Nacional em MS Arquivo - Correio do Estado

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Há anos em conflito agrário, Mato Grosso do Sul vive mais um episódio de tensão no campo entre fazendeiros x indígenas.

Em cinco dias, duas fazendas foram invadidas por indígenas no Estado:

  • São Sebastião, no dia 13 de junho, em Sidrolândia
  • Limão Verde, na data de 17 de junho em Amambai

Com isso, a Força Nacional reforçou seu efetivo no Cone Sul de MS, abrangido pelos municípios de Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo e Naviraí.

O agravamento da situação no campo levou o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) a realizar uma reunião de emergência, nesta quinta-feira (18), em Brasília, com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para acalmar a situação na área rural.

Após a reunião, o MPI solicitou a ampliação do efetivo e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou a medida.

O comando da Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) confirmou o deslocamento de uma equipe adicional. Equipes da Funai também foram designadas para acompanhar o caso in loco, prestando assistência direta aos indígenas detidos.

FAZENDA SÃO SEBASTIÃO

Fazenda São Sebastião/Terra Indígena Buriti (17,2 mil hectares) foi invadida por indígenas da Aldeia Buriti, em 13 de junho de 2026, na área rural de Sidrolândia, a 90 quilômetros de Campo Grande.

O grupo ateou fogo, derrubou árvores, instalou barricadas – para atrapalhar a chegada da polícia –, roubou maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado, fez ameaças de morte, rendeu com arma de fogo e manteve em cárcere os proprietários/funcionários da fazenda.

A sede foi destruída e a atividade rural foi comprometida. Com isso, o proprietário arca com prejuízos incalculáveis e a propriedade terá que ser reconstruída do zero, afirmou o presidente da FAMASUL, Marcelo Bertoni, sem falar os valores do prejuízo.

FAZENDA LIMOEIRO

Fazenda Limoeiro foi invadida por indígenas Guarani-Kaiowá, nesta quarta-feira (17), em Amambai, município localizado a 354 quilômetros de Campo Grande.

O território foi incendiado e teve objetos depredados. Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram mobilizados para a ocorrência.

A área é reivindicada pelos indígenas como parte do território tradicional Tekoha Kaa’Jari.

De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, nesta quinta-feira (18), a 2ª Vara Federal de Ponta Porã determinou a expedição de Mandato Probatório em favor dos ocupantes da Fazendo Limoeiro, mas esclareceu que a "decisão possui natureza exclusivamente preventiva, destinada à preservação da posse atualmente exercida pelo autor e à prevenção de novos atos de turbação ou esbulho, não constituindo autorização para remoção compulsória de pessoas eventualmente presentes na área, providência que dependerá de específica apreciação judicial".

O órgão também frisou que “nenhuma ação policial deverá ser adotada na propriedade sem decisão judicial prévia que a fundamente e sem que a operação seja acompanhada da Funai, Ministério Público Federal e da Polícia Federal, sob pena de responsabilização funcional dos agentes envolvidos”.

O MPI mantém o monitoramento contínuo da área por meio de seus órgãos competentes e está realizando articulações para consolidar Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para a atuação das forças de segurança em territórios e com povos indígenas.

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