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Rio 2016

Ministro do Esporte diz que Jogos Olímpicos deixará legado

Ministro do Esporte diz que Jogos Olímpicos deixará legado

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24/04/2015 - 04h00
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O ministro do Esporte, George Hilton, afirmou que o país está no caminho certo na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e está confiante que o evento vai deixar um legado, ao contrário do que aconteceu com a Copa do Mundo.

Após o Mundial do ano passado, muitos dos 12 estádios construídos ou reformados para o torneio estão sem uso, o que levanta dúvidas sobre a utilização dos locais da Olimpíada.

"Diferentemente da Copa do Mundo, estamos deixando um legado", disse Hilton em entrevista nesta quarta-feira.

"Nós estamos construindo áreas de treinamento em todo o país, de modo que não estamos só construindo locais de competição para os atletas, mas também para qualquer iniciante que queira ser um atleta", completou.

"Estamos criando o que chamamos de centros esportivos de iniciação, que são ginásios onde crianças podem aprender até 20 esportes diferentes, então, crianças de áreas mais pobres podem ir e aprender esportes", contou.

O ministro, que assumiu a pasta neste ano ao substituir Aldo Rebelo, responsável pela coordenação dos preparativos para o Mundial, disse que todos os locais estão agora no cronograma e que confia que os Jogos serão produzidos dentro do orçamento de 13 bilhões de dólares (R$ 39 bilhões).

Um dos obstáculos enfrentados pela organização da Olimpíada é a limpeza da Baía de Guanabara, onde será realizada a competição de vela. Recentemente, a Lagoa Rodrigo de Freitas também apresentou um problema ambiental, com cerca de 50 toneladas de peixes mortos no local onde ocorrerão as provas de remo e canoagem.

"O governo está trabalhando muito duro para limpar a poluição das águas e acabamos de saber que eles construíram 14 barreiras ecológicas adicionais para evitar a poluição, por isso temos a certeza de que o governo do Rio de Janeiro vai fazer o seu trabalho", afirmou.

O governo do Rio, no entanto, já admitiu que não cumprirá a meta inicialmente planejada de tratar 80% dos resíduos descartados na Baía de Guanabara.

Top 10

Depois de navegar em questões sobre preocupações com os preparativos, os olhos do ministro brilham ao falar do objetivo do Brasil em terminar a Olimpíada entre os 10 primeiros no quadro de medalhas.

"Esperamos estar no top 10 no quadro de medalhas para a Olimpíada e no top cinco para os Jogos Paralímpicos", declarou.

O Brasil nunca terminou nas 10 primeiras colocações, ficando em 22º em Londres 2012, com três medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Em Pequim 2008, o país ficou em 23º.

Hilton se disse otimista com as chances brasileiras no judô, vôlei, basquete, atletismo e handebol, e prevê que o país vai surpreender no tiro com arco e canoagem. Segundo ele, um objetivo especial para o Brasil é conquistar o primeiro ouro olímpico no futebol.

Ao pintar um quadro otimista sobre os preparativos e expectativas, o ministro disse ainda que os brasileiros estão muito animados com os Jogos Olímpicos.

"A população brasileira está muito entusiasmada", disse. "Esperamos vender mais de sete milhões de ingressos para os Jogos, então o povo brasileiro está realmente ansioso por isso, o intercâmbio, a partilha de experiências, ter outras nacionalidades e outras culturas em nosso país", acrescentou.

Revés

Endrick 'vira' defensor com expulsão cedo e vê Lyon cair nas oitavas da Liga Europa para Celta

Com somente 18 minutos, o Lyon ficou com um a menos após entrada dura de Niakhaté, seu principal defensor

19/03/2026 23h00

Foto: Divulgação

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Endrick amargou sua primeira grande decepção no Lyon nesta quinta-feira. Sacrificado com a expulsão de um companheiro com somente 18 minutos, o brasileiro precisou ser recuado em campo e, longe da área, nada pôde fazer na eliminação nas oitavas de final da Liga Europa diante do Celta de Vigo, com derrota por 2 a 0, no Groupama Stadium, na França.

Buscar o empate por 1 a 1 com gol de Endrick nos minutos finais em Vigo, deixou o Lyon bastante empolgado para o duelo de volta das oitavas, nesta quinta-feira. Com o Groupama Stadium lotado, os franceses não confirmaram a previsão e iniciaram a partida sofrendo para agredir o bom sistema defensivo do Celta.

Com somente 18 minutos, o Lyon ficou com um a menos após entrada dura de Niakhaté, seu principal defensor. O zagueiro ainda tentou argumentar, mas o árbitro, bem posicionado, puxou o cartão vermelho de imediato, dificultando aina mais a missão dos locais.

O técnico Paulo Fonseca, inicialmente, não acenou em reforçar a marcação. Optou por redistribuir seus atletas em campo. Endrick recebeu orientações ao pé do ouvido. Depois de garantir o empate na ida, o brasileiro agora tinha uma função a mais: ajudar da defesa.

Querendo findar com jejum de três jogos sem triunfos na Liga Europa, o Celta cresceu com um jogador a mais e teve tudo para abrir frente com Duran. Cara a cara, o atacante bateu em cima de Greif. O goleiro voltou a salvar os franceses logo depois, em batida forte de Swedberg dentro da área.

Endrick estava distante da área adversária, obrigado a buscar a bola na defesa na nova configuração do Lyon. Sacrificava-se pela equipe e, em contrapartida, sofria para criar algo na frente, onde vem fazendo temporada artilheira que lhe rendeu convocação de Carlo Ancelotti.

Com seu principal atacante no sacrifício, o Lyon perdeu todo o ímpeto ofensivo e lutava, apenas, para não sair em desvantagem. Fer Lopez exigiu nova defesaça de Greif antes do intervalo. Pulo Fonseca tinha 45 minutos para ajustar sua equipe depois de muito sufoco e nenhum susto na frente.

O Lyon teve boa oportunidade aos oito minutos da etapa final com falta próxima da área. Endrick assumiu a cobrança e mandou pelo alto. O destaque francês, entretanto, era o goleiro Greif, que empilhava defesas importantes e salvadoras.

Após outra chance desperdiçada, o técnico Claudio Giraldez resolveu aumentar ainda mais seu poderio ofensivo e colocou o ídolo Iago Aspas, autor de sete gols na temporada, em campo, além de Jutglá, para tentar superar o inspirado Greif. E a resposta veio após três minutos, com gol do lateral Rueda - já havia anotado em Vigo e apareceu livre na pequena área.

Bastante cansado pela dupla função, Endrick deixou o gramado aos 22 minutos, extenuado. Mesmo precisando de reação, O Lyon fez a segunda metade da fase final totalmente modificado. E mais da base do coração do que na tática.

Querendo repetir a ida, quando buscaram a igualdade no fim, os franceses foram todos para a área. AS jogadas limitavam-se a chuveirinhos sem produtividade e o castigo veio nos acréscimos. Rueda deu lindo passe entre as linhas de marcação e Jutglá saiu livre, escolheu o canto e garantiu a festa espanhola.

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Avançou

João Fonseca elimina húngaro e vai enfrentar Alcaraz no Miami Open

Será a segunda vez em duas semanas que o carioca enfrenta um dos melhores do mundo

19/03/2026 22h00

Foto: Divulgação

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Agressividade e ótimos saques, como comprovam os 12 aces que somou nesta quinta-feira, ajudaram João Fonseca a superar o húngaro Fabian Maroszan, na primeira rodada do Miami Open. Ao vencer por 2 sets a 1, parciais de 6/4, 3/6 e 6/2, o carioca de 19 anos se credenciou para a difícil missão de enfrentar Carlos Alcaraz, tenista número 1 do mundo, na segunda fase.

Dessa forma, será a segunda vez em duas semanas que o carioca enfrenta um dos melhores do mundo. No dia 10 de março, encarou o italiano Jannik Sinner, vice-líder do ranking, e perdeu por 2 a 0, com ambos os sets decididos no tie-break.

Os dois jogadores mostraram algumas semelhanças dentro de quadra, já que ambos passaram por momentos de nervosismo e reagiram ao sentimento apostando na força. O início da partida parecia mais favorável ao húngaro, que ficou perto de quebrar o saque do adversário depois de confirmar o primeiro serviço, mas encontrou um Fonseca forte mentalmente para não ceder.

Foram cinco minutos de segundo game, com muita pressão sobre o brasileiro. Foi necessário, inclusive, salvar um break point. Em seguida, acertou dois aces para se livrar de vez da quebra, jogadas que deram muita confiança para a construção do resultado final do set, que, apesar de games mais duros, como o quinto, continuou com superioridade do carioca e terminou com vantagem de 6/4 para ele.

No segundo set, Fonseca teve ótimo início e chegou a abrir 40 a 0 no serviço do adversário, mas permitiu a reação e perdeu a oportunidade de começar quebrando. A partir daí, passou a pecar no primeiro saque e sofreu com as devoluções de Maroszan. Sofreu a quebra no quarto game e viu o húngaro abrir 3/1.

O carioca melhorou o saque em seu serviço seguinte, pontuando com aces para fechar rapidamente o sexto game. Maroszan, contudo, continuou agressivo e dominante para fechar o set em 6/3. O cenário mudou no terceiro set, no qual o domínio voltou para as mãos de Fonseca, que quebrou o húngaro logo no segundo game, manteve a vantagem e quebrou de novo no oitavo game para sair de quadra vencedor.

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