Esportes

Chiaki Ishii

Mestre pioneiro do judô brasileiro ministra palestra na Capital

Mestre pioneiro do judô brasileiro ministra palestra na Capital

RAFAEL BUENO

30/09/2016 - 08h00
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Primeiro judoca medalhista olímpico brasileiro com o bronze em Munique 1972, Chiaki Ishii voltará a competir após quarenta anos. O faixa vermelha (9º dan) tem como desafio o Campeonato Mundial Master, em novembro, nos EUA. Para realizar o sonho de ajudar o Brasil com mais um pódio, ele ministrará um seminário na Capital, no fim de semana - o valor das inscrições será para custear a viagem.

“Para lutar é preciso ter garra e isso o brasileiro tem. Quero ajudar meu país pela última vez (no Mundial)”, afirma o judoca, que completará 75 anos amanhã. Esta será a primeira vez que ele vem à Capital compartilhar suas técnicas com os competidores da casa - MS é hoje celeiro de atletas no judô nacional.

A iniciativa do seminário partiu do faixa-preta, Marco Aurélio Moura. “Será muito importante o Chiaki passar para nosso atletas o seu conhecimento não só na modalidade, mas também pela sua história. Ele é um vencedor”, ressalta o professor.

No seminário, Chiaki contará sua trajetória de vida, além de mostrar sua técnica japonesa, em aulas práticas com os alunos no curso. Para Moura, este contato dos judocas locais com o experiente lutador é fundamental. “Chiaki é um divisor de águas. Antes da sua medalha, o país não tinha pódio olímpico no judô. Ele foi o grande incentivador das outras gerações como Aurélio Miguel (ouro Seul  1988 e bronze em Atlanta 1996)”.

O 8ª Campeonato Mundial Master de Judô, será realizado entre os dias 18 e 21 de novembro, em Fort Lauderdale Beach, na Flórida. No ano passado, o torneio foi realizado na Alemanha. A França venceu com 31 medalhas (oito ouro); o Brasil ficou no sexto lugar com 4 pódios (dois ouro).

HISTÓRIA

Shihan Chiaki Ishii, pratica judô desde os três anos de idade com o pai e o avô. Veio para São Paulo, aos 23, onde se naturalizou brasileiro. Além do pódio olímpico conquistou medalhas para o Brasil em torneios sul-americanos e pan-americanos.

Andou esquecido na última década. Quase fechou a última de três academias da Associação de Judô e Karatê Ishii, que mantém em São Paulo. Mas, recentemente, com o Rio 2016, foi muito lembrado e serviu de exemplo para a nova geração brasileira.

Mudança

FFMS faz alteração nas rodadas finais da Série B do estadual

A mudança foi realizada para que os jogos aconteçam de forma simultânea na última rodada

18/06/2026 10h00

Comercial e Aquidauanense abrem a disputa do Estadual

Comercial e Aquidauanense abrem a disputa do Estadual Foto: Assessoria/AAB

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Em reunião arbitral realizada na sede da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) na tarde da última quarta-feira (17), foi definida a alteração das duas últimas rodadas do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série B. 

A decisão foi tomada a fim de realizar os jogos da rodada final de forma simultânea, visto que anteriormente não estava previsto para acontecer dessa maneira. 

A troca foi feita entre a sexta e a sétima rodada, ou seja, a antiga sexta rodada agora se tornou a sétima e vice e versa. 

Confira como ficou as rodadas após a mudança: 

6ª rodada: 

  • 25 de julho 
  • 15h – EC Comercial x Misto EC – Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande; 
  • 17h – CE União ABC x CD 7 de Setembro – Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande. 

 

  • 26 de julho 
  •  15h – EC Campo Grande x Aquidauanense FC – Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande; 
  • 17h – EC Taveirópolis x São Gabriel EC – Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande. 

7ª rodada: 

Todas as partidas serão disputadas no dia 2 de agosto, às 15h, de forma simultânea:

  • Aquidauanense FC x CE União ABC – Estádio Noroeste, em Aquidauana; 
  • Misto EC x EC Campo Grande – Estádio Madrugadão, em Três Lagoas; 
  • CD 7 de Setembro x São Gabriel EC – Estádio Douradão, em Dourados; 
  • EC Comercial x EC Taveirópolis – Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande.

Com a alteração será possível realizar todos os jogos ao mesmo tempo, dessa forma deixa o campeonato mais dinâmico e disputado, visto que nos moldes anteriores havia três partidas marcadas para acontecer em Campo Grande, o que impossibilitaria a realização de partidas simultâneas. 

COMPETIÇÃO

Para o ano de 2026 o formato de disputa mudou e passou a funcionar como um campeonato sub 23, permitindo que cada equipe possa contar com até cinco atletas que ultrapassem a idade permitida. 

O novo formato foi pensado a fim de incentivar a utilização de jovens durante o torneio. 

Este ano a competição contará retornos de times tradicionais do estado que estavam fora do certame a algum tempo. O 7 de Setembro, time de Dourados, volta à disputa após sete anos fora. 

Times como EC Campo Grande, União ABC e Misto de Três Lagoas, também retornam após um período fora. 

Em contrapartida a equipe do Maracajú que fez boa campanha em 2025 optou por não disputar o campeonato este ano. Já Comercial e Taveirópolis, que estavam no ano passado, brigam novamente pelo acesso em 2026, além do Aquidauanense que foi rebaixado da Série A em 2025 e busca retornar à elite. 

A Série B se inicia neste próximo sábado dia 20, com o EC Comercial enfrentando o Aquidauanense FC, no Estádio Noroeste em Aquidauana. Duelo interessante visto que as equipes contam com nomes conhecidos do futebol brasileiro. 

O Comercial contratou o centroavante Jobson, que ficou conhecido por sua passagem pelo Botafogo do Rio de Janeiro. 

Já a equipe do Aquidauanense trouxe outro personagem conhecido e que já atuou no estado, o centroavante Walter, volta ao futebol sul-mato-grossense após defender o Clube de Regatas Aquidauana, na Série B de 2025. 

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Copa do Mundo

Gigantes contra velozes: o contraste entre Tchéquia e África do Sul

Entre jogo aéreo e contra-ataques velozes, Tchéquia e África do Sul tentam aproveitar suas diferenças físicas na busca pela primeira vitória na Copa do Mundo 2026

17/06/2026 20h32

Foto: Divulgação FIFA

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Todo jogo da Copa do Mundo 2026 é um duelo de gigantes, mas alguns times são fisicamente mais gigantescos do que outros no sentido literal.

O confronto entre Tchéquia e África do Sul o primeiro da segunda rodada do torneio, pelo Grupo A colocará frente a frente dois elencos de estaturas e propostas físicas muito diferentes nesta quinta-feira, 18 de junho.

A Tchéquia tem 1,85m de média de altura e o sexto elenco mais alto dentre os 48 da competição. Embora tenham perdido por 2 a 1 para a República da Coreia na primeira rodada, os tchecos usaram um "latereio' (um lateral longo como um escanteio) para marcar de cabeça com Ladislav Krejci.

"Não somos monstros em termos de altura física [risos], mas temos jogadores suficientemente altos, sim", analisou o treinador Miroslav Koubek. O capitão Krejci, autor do gol no primeiro jogo, concordou: "O time todo tem qualidades muito fortes, e estamos conscientes de que enfrentaremos outros jogadores de elite."

A África do Sul, por outro lado, tem média de 1,78m de altura e o segundo elenco mais baixo do torneio (mais alto apenas que o da Arábia Saudita).

Porém, com a expulsão do meio-campista Sphephelo Sithole (1,97m) na primeira rodada, o elenco sul-africano se transforma no plantel mais baixo de toda a Copa do Mundo 2026.

Por isso, o treinador Hugo Broos está ciente do risco aéreo que precisará evitar contra a Tchéquia.

"O mais importante é analisar o que fizemos de errado contra o México. Perdemos na estreia [por 2 a 0] e agora já vamos enfrentar um adversário totalmente diferente. A Tchéquia tem um time muito duro e físico, então preciso montar um time com uma proposta diferente para enfrentá-los", explicou na véspera da partida.

"Sabemos o que aconteceu de errado no jogo contra o México. Se conseguirmos melhorar nossa estratégia com a bola no pé, teremos uma chance de vencer o jogo", completou.

O goleiro sul-africano Ronwen Williams também demonstrou preocupação com a estatura tcheca.

"O jogo de abertura já passou. Nós fizemos nossa lição de casa para as próximas partidas. É difícil porque o time deles é muito alto, então precisaremos ter cuidado com jogadas ensaiadas e aéreas dentro da área. Não temos o time mais alto, mas, se tivermos talento, vontade e coragem, as coisas vão ficar bem", analisou.

"Não queremos perder essa fé. Será difícil porque as duas seleções estão na mesma situação agora [após as derrotas na primeira rodada], então será uma luta. Talvez a derrota para o México tenha sido necessária para nós melhorarmos no torneio", disse Williams.

Naturalmente, a tendência é de que a África do Sul priorize o jogo por baixo, algo que sabe fazer bem nos contra-ataques velozes. Ou seja, mesmo se a Tchéquia tiver vantagem na estatura, pode correr riscos de formas diferentes se não tiver atenção com a bola no pé.

"Vamos ajustar a estratégia a esse novo oponente, que tem contra-ataques muito rápidos. Sabemos que a África do Sul é excelente na pressão para recuperação de bola, e são um time muito diferente do que enfrentamos na primeira rodada", alertou o tcheco Koubek.

Foto: Divulgação FIFA

Apesar do tom de cautela, o treinador disse que não há nervosismo de sua parte para o jogo.

"Nervoso? Não estou. Vamos dizer que estou sentindo uma tensão saudável. Apesar da derrota no primeiro jogo, ainda podemos mudar nossa sorte", afirmou o tcheco.

O treinador da África do Sul parece pensar parecido.

"Isso é parte do nosso trabalho. Quando perde, você é criticado; quando vence, é um rei.Quando nos classificamos para a Copa do Mundo, alguém disse que deveriam fazer uma estátua minha na África do Sul. Eu disse: ‘então façam de madeira, porque assim vai queimar mais fácil se eventualmente perdermos um jogo’. Será uma partida muito importante para nós", concluiu Broos.

Foto: Divulgação Fifa

 


 

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