Esportes

Esperança de medalha

Isaquias voa, vence fácil e vai
à final no C1 1000m na canoagem

Isaquias voa, vence fácil e vai
à final no C1 1000m na canoagem

G1

15/08/2016 - 10h13
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Aos 22 anos, Isaquias Queiroz é anunciado como "lenda da canoagem" pelo locutor do evento do Estádio da Lagoa. Bicampeão mundial, ele ainda quer colocar no currículo a medalha olímpica para efetivamente entrar nesse rol. Mas, já na eliminatória do C1 1000m masculino, na manhã desta segunda-feira, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o competidor fez jus ao título dado pelo animado apresentador e ganhou com tranquilidade a segunda bateria da prova mais longa da modalidade nos Jogos. Com o tempo de 3m59s615, ele ficou à frente de Martin Fuksa, da República Tcheca e, por conta de uma mudança de última hora no regulamento antes do início das disputas, já está classificado para a final, que será realizada nesta terça-feira.

- Logo que entrei na água para o aquecimento vi a minha mãe chegando aqui. Já me deu um incentivo a mais, ela e meu irmão foram os primeiros a chegar. Com os brasileiros gritando na arquibancada é sensacional, é muita energia. A estreia foi muito boa, poder começar com uma vitória, mas nada está garantido ainda. O tcheco que veio na minha eliminatória é muito forte, mas acredito que na final dá para ir mais forte na disputa com o campeão olímpico, o (Sebastian) Brendel, que é o cara a ser batido nessa Olimpíada. Foi muito boa a prova, mas espero ser melhor na final - disse Isaquias logo após a prova e a classificação.

O alemão Sebastian Brendel, principal rival de Isaquias e atual campeão olímpico, ficou em primeiro lugar na primeira bateria do dia, com o tempo de 3m58s044, e também está garantido direto na final. Ao lado dele e de Isaquias também passou direto à final Sherghei Tarnovschi, da Moldávia, com o tempo de 4m05s193, que competiu na bateria 3.

De acordo com informações obtidas pelo GloboEsporte.com, dois atletas se retiraram das provas do C1 1000m na manhã desta segunda-feira. Assim, a organização da canoagem velocidade decidiu por classificar os vencedores de cada uma das três baterias, enquanto os demais disputam as semifinais às 10h30 (de Brasília) desta segunda-feira, na briga pelas outras cinco vagas na decisão de terça. 

Ainda segundo fontes do GloboEsporte.com, Isaquias entraria com outra estratégia caso ainda tivesse de passar por uma outra fase para chegar à decisão. Ele não teria entrado com ritmo tão forte, pois se cansaria para a semi. Quando a comissão técnica liderada pelo espanhol Jesús Morlán soube da mudança no regulamento, colocou o baiano para dar seu máximo e tentar a classificação em primeiro, o que, no fim das contas, deu certo.

ANA PAULA VERGUTZ VAI À SEMIFINAL

Também na manhã desta segunda-feira, o Brasil garantiu vaga na semifinal do K1 200m feminino. Ana Paula Vergutz, do Paraná, ficou em sexto lugar em sua bateria após marcar o tempo de 44s239. A vitória na prova foi da francesa Sarah Guoyt, com 40s317. Agora, ela volta para a água às 11h, e compete logo na primeira das três semifinais.

Trata-se da única representante feminina do Brasil na canoagem velocidade. A loira ficou conhecida nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015, no Canadá, quando se tornou a primeira mulher do país a subir ao pódio da competição ao garantir o bronze na disputa do K1 500m. Nos Jogos Olímpicos, ela vai participar de duas provas, o K1 500m e o K1 200m.

ENTENDA A CANOAGEM VELOCIDADE

"K1, K2, C1, C2, K4... Mas o que significa isso?" Parece confuso, mas a explicação é bastante simples. Nas nomenclaturas, C e K se referem aos tipos de barcos, canoas ou caiaques. Esse último, em inglês, se escreve "kayak", portanto, utiliza-se a letra K. Quando a disputa é em uma canoa, começa com C. 

O número ao lado se refere à quantidade de competidores no mesmo barco. Por exemplo, se um atleta compete no C1 1000m, ele rema a bordo de uma canoa em um percurso de 1000m, sozinho. Ele participa também do C1 200m, ou seja, compete individualmente em um percurso de 200m, usando uma canoa. No caso do C2 1000m, é a mesma coisa, mas esse esportista terá um  outro atleta ao seu lado na canoa, por isso, C2.

Hino Nacional

NY Times elege o hino do Brasil o mais bonito entre os países da Copa

Publicação exalta a introdução orquestral de 28 segundos da canção

19/06/2026 23h00

brasil

brasil Foto: Agência Brasil

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O jornal The New York Timeselegeu o Hino Nacional Brasileiro o mais bonito entre os 48 países participantes da Copa do Mundo de 2026. A matéria, publicada nesta sexta-feira (19) e assinada pelo jornalista Tim Spiers, traz tons de crítica musical com pitadas de humor.brasil

A publicação exalta, principalmente, a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” do nosso hino nacional.

“Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido em sua maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”, escreveu o jornal.

Em meio a elogios, o texto ainda lembra a execução do Hino Nacional na Copa de 2014, quando torcida e jogadores cantaram a plenos pulmões cada verso.

Porém, após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, o momento perdeu o brilho e ganhou tons de desespero na imprensa esportiva brasileira.

“Para a partida contra Marrocos, não houve o choro e o melodrama que vimos antes da semifinal, em casa, em 2014, mas provavelmente foi melhor assim”, brincou.

Curiosamente, o último colocado no ranking do NY Times é justamente o hino da Inglaterra, Deus Salve o Rei. A Inglaterra é o país onde a editoria de esportes do jornal, The Athletic, está baseada.

“É terrível. A música se arrasta imperdoavelmente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”.

Hino do Brasil

O Hino Nacional Brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, inicialmente sem letra.

“Uma vez proclamada a República, convocou-se concurso para substituir esse Hino por outro, próprio para a nova organização política. No entanto, o apego popular à melodia do velho hino não deixou alternativa à sua manutenção”, relata o Ministério das Relações Exteriores, em sua página oficial.

Os versos, compostos por Osório Duque Estrada, foram incluídos de forma oficial em 6 de setembro de 1922.

Ranking do NY Times

  1. Brasil
  2. França
  3. Portugal
  4. Colômbia
  5. Escócia
  6. Equador
  7. Argentina
  8. Egito
  9. Uruguai
  10. Bósnia e Herzegovina
  11. Estados Unidos
  12. RD Congo
  13. Curaçao
  14. Coreia do Sul
  15. Costa do Marfim
  16. Panamá
  17. Canadá
  18. México
  19. Haiti
  20. Irã
  21. África do Sul
  22. Japão
  23. Marrocos
  24. Iraque
  25. Turquia
  26. Austrália
  27. Tchéquia
  28. Tunísia
  29. Senegal
  30. Suécia
  31. Argélia
  32. Paraguai
  33. Suíça
  34. Cabo Verde
  35. Noruega
  36. Uzbequistão
  37. Arábia Saudita
  38. Bélgica
  39. Gana
  40. Croácia
  41. Holanda
  42. Catar
  43. Áustria
  44. Nova Zelândia
  45. Alemanha
  46. Espanha
  47. Jordânia
  48. Inglaterra

futebol

Brasil finaliza preparação para enfrentar Haiti na Copa do Mundo

Treino sem pistas de equipe teve festa para aniversariante Martinelli

18/06/2026 23h00

Na primeira partida da Copa, Brasil empatou com Marrocos

Na primeira partida da Copa, Brasil empatou com Marrocos Foto: Divulgação / Fifa

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O técnico Carlo Ancelotti concluiu, nesta quinta-feira (18), os preparativos da seleção brasileira para o segundo jogo pelo Grupo C da Copa do Mundo. Nesta sexta-feira (19), o Brasil enfrenta o Haiti na Filadélfia, a partir das 21h30 (horário de Brasília).

Como de praxe, a imprensa pôde acompanhar apenas os 15 minutos iniciais da atividade desta quinta no Centro de Treinamento Columbia Park, do New York Red Bulls, em Nova Jersey. Diferentemente de quarta-feira (17), quando foi possível observar um trabalho tático durante o período liberado aos jornalistas, desta vez, os jogadores – entre eles, o atacante Neymar – fizeram somente um trabalho de aquecimento seguido de uma roda de "bobinho".

Houve, ainda, uma brincadeira com Gabriel Martinelli. Aniversariante do dia, o atacante de agora 25 anos teve de passar pelo meio de duas filas de atletas para receber tapinhas descontraídos de parabéns na cabeça. O trote, festivo, é comum no futebol. O próprio Ancelotti vivenciou o chamado "corredor polonês" quando fez 67 anos no último dia 10.

A escalação para o duelo contra o Haiti segue um mistério. Na quarta, o trabalho tático durante o tempo em que o treino esteve aberto à imprensa tinha Danilo (depois o volante Ederson) na lateral direita, Léo Pereira e Marquinhos na zaga, Douglas Santos fechando o sistema defensivo no lado esquerdo, Fabinho e Bruno Guimarães pelo meio e o quarteto ofensivo com Gabriel Martinelli, Vinícius Júnior, Igor Thiago e Luiz Henrique.

Não significa, porém, que esta será a escalação para sexta, já que Gabriel Magalhães e Raphinha foram poupados, substituídos por Léo Pereira e Gabriel Martinelli, respectivamente. O zagueiro tem sido preservado por conta do desgaste físico da temporada, e o atacante apresentou bolhas no pé na reapresentação após o empate do último sábado (13) com Marrocos, por 1 a 1, em Nova Jersey.

Na estreia da Copa, o Brasil atuou com Alisson; Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vinícius Júnior, Raphinha e Igor Thiago. Na entrevista coletiva de quarta, o zagueiro Danilo (que jogou por muitos anos como lateral-direito) admitiu que Ancelotti tem "três ou quatro" dúvidas para sexta.

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