Quinta, 08 de Dezembro de 2016

TRAGÉDIA NO ESPORTE

Ex-jogador campo-grandense lamenta
a morte do técnico Caio Júnior

29 NOV 2016Por EDUARDO MIRANDA20h:49

“Ele sempre foi uma pessoa do bem. Estudioso, atencioso, e que esteve ao meu lado em momentos importantes de minha carreira”.

Foi assim que o ex-jogador campo-grandense, Edmilson Dubinha, 39 anos, comentou a morte do treinador Caio Júnior, uma das 71 vítimas do avião que levava o time da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional de Medellín, que caiu na madrugada desta terça-feira, 29, na Colômbia. 

Caio Júnior foi o treinador de Dubinha em 2006, no Paraná Clube, e em 2007, no Palmeiras. Foi o técnico que levou o campo-grandense para o Verdão, depois de, no anterior, ter classificado o clube paranaense para a Copa Libertadores da América.

“Aprendi muito com ele, e levei este aprendizado para o resto de minha vida. Quando fiquei sabendo da tragédia com os colegas da Chapecoense, não teve como não lembrar deste período que trabalhamos juntos”, afirmou o jogador.

AUGE

Marcador aguerrido, o volante sul-mato-grossense logo ganhou posição de destaque na equipe paranista montada por Caio Júnior para o Campeonato Brasileiro de 2006.

Naquele ano, o tricolor paranaense terminou o Série A na quinta posição, e classificou-se para a Copa Libertadores da América do ano seguinte. A torcida curitibana apelidou o atleta sul-mato-grossense de “Canhão do Pantanal”, por causa de chute forte e preciso, sobretudo nas cobranças de falta.

Dubinha não chegou a jogar a Libertadores de 2007. 

Na temporada 2007 do futebol brasileiro, Caio Júnior, impulsionado por sua vitoriosa campanha no Paraná, foi contratado pelo Palmeiras. Entre os atletas paranistas que o treinador levou para integrar seu projeto estavam, além de Dubinha, o volante Pierre e o atacante Cristiano. 

“Depois que saí do Palmeiras a gente perdeu aquele contato mais direto. Ele saiu do Palmeiras e foi para o exterior, e eu, voltei para Campo Grande”, lembra o ex-jogador. “Sempre lembrarei dele com muito carinho”, acrescenta. 

Dubinha encerrou sua carreira em 2014, quando comandou em campo o Cene, em sua última conquista do título de campeão sul-mato-grossense. 

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