Sábado, 23 de Setembro de 2017

procon

Telefone, luz, bancos e água
lideram lista de reclamações

Crescimento nos registros foi de 30% nos primeiros 8 meses

14 SET 2017Por DA REDAÇÃO05h:00

Número de reclamações atendidas pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor no Estado, o Procon-MS, teve crescimento de 30% nos primeiros oito meses deste ano em relação ao mesmo período de 2016, saindo de 20 mil para 26 mil atendimentos.

Serviços prestados pelas operadoras de telefonia, companhias de energia elétrica, bancos e empresas de água e saneamento estão no topo do ranking de queixas, informou ontem o superintendente da autarquia, Marcelo Salomão, durante abertura do 12º Encontro do Sistema Estadual de Defesa do Consumidor do Estado de MS.

Por segmento, a telefonia é a campeã em demanda do consumidor nos postos de atendimento no Estado. “Quando falamos em combo móvel, fixo e TV por assinatura, mais de 37% de reclamação do Procon é desse segmento”, informou.

No caso do sistema bancário, os campeões de reclamações individuais são os bancos privados – Bradesco e Itaú –, principalmente por cobrança abusiva, porém as denúncias por problema de fila de espera concentram-se principalmente no Banco do Brasil, seguido pela Caixa Econômica. 

Nesta semana, informou o superintendente, um dos bancos, o Bradesco, teve suspensa a Carta de Informação Preliminar Eletrônica (CIP Eletrônica), recurso oferecido pelo Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) para o fornecedor atender de forma rápida seu consumidor, reclamante no Procon, por falta de resolutividade.

“Eu mandava CIP para o banco, o banco não respondia, ficava pendente, e quando respondia, respondia em branco. Como punição, por não ter cumprimento, suspendi a CIP do Bradesco e todas as reclamações vão ter audiências de conciliação, o que é muito ruim para o banco. A CIP facilita para o consumidor, mas facilita muito mais para o fornecedor, porque ele não precisa contratar preposto, não precisa vir à audiência [de conciliação] e resolve tudo virtualmente. Suspendemos a CIP dele até o banco nos apresentar uma proposta de melhora na resolutividade da CIP”, explicou. 

*Leia reportagem, de Daniella Arruda, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

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