Sábado, 01 de Outubro de 2016

CDL

Rotatividade no comércio varejista da Capital chega a 3,85%, aponta pesquisa

Isso significa que 1.732 profissionais mudaram de emprego em julho

18 SET 2016Por Da Redação07h:29

Pesquisa inédita divulgada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG) aponta que índice de rotatividade no comércio varejista da Capital chega a 3,85%. Considerando o estoque de trabalhadores no setor (45,2 mil, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho), significa que 1.732 profissionais mudaram de emprego no mês de julho, período de realização da pesquisa. Os segmentos que mais substituíram empregados na Capital, aponta o estudo, foram respectivamente bebidas (com pico de 5,60%), produtos farmacêuticos (5,34%) e gás liquefeito de petróleo (5,29%). Já dentre as profissões com maior rotatividade, destacam-se recepcionista de consultório médico ou dentário e piloto de aeronaves, vidraceiro e atendente de lojas e mercados. 

O resultado é considerado alto pela entidade, que atribui os números a três fatores: o cenário de retração econômica, impactando fortemente sobre o mercado de trabalho do varejo; as próprias características do setor, considerado “ponto de passagem” do trabalhador para outros empregos; e a falta de incentivo das empresas para reter seus funcionários. “Rotatividade no comércio varejista sempre existiu, mas não sabíamos o que era em números. Num primeiro momento, a pesquisa aponta que houve uma piora na rotatividade do varejo. Ela está acentuada porque as pessoas estão num momento econômico de buscar emprego e há essa mudança”, avalia Hermas Rodrigues, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande. 

No mercado de varejo, observa o dirigente da CDL, é muito mais difícil fixar o colaborador, porque as pessoas que ingressam geralmente estão no seu primeiro emprego, estão em busca de oportunidades melhores e então o comércio varejista se torna uma passagem para outros empregos. No entanto, ele avalia que parte do resultado da pesquisa também é contribuição do empresário, que não está conseguindo reter sua mão de obra.

Reportagem de Daniella Arruda está na edição de hoje do Correio do Estado.

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