Domingo, 19 de Novembro de 2017

Bloqueio de bens

Protesto de funcionários da JBS é levado para discussão na CPMI em Brasília

Deputado Carlos Marun sugeriu que dívida da empresa seja parcelada

17 OUT 2017Por YARIMA MECCHI19h:22

O protesto de dois mil funcionários da JBS na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, na manhã desta terça-feira (17), foi assunto da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional, que também investiga irregularidades cometidas pela empresa. O tema fez parte da agenda da comissão nesta tarde.

Segundo o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), relator-geral da CPMI, durante encontro com os demais membros da comissão ele informou os colegas do Distrito Federal sobre a situação do Estado.

“Eu conversei aqui no Congresso e informei sobre o medo dos trabalhadores de Mato Grosso do Sul. O bloqueio, por enquanto, é de R$ 6 milhões no banco, um caminho longo ainda porque CPMI em Brasília também está apurando os fatos. Acho difícil ter demissão”, destacou o parlamentar.

Temendo demissões em massa por causa do bloqueio judicial das contas da empresa, os funcionários dos frigoríficos querem que os deputados estaduais intercedam em favor da categoria.

Marun disse que ainda nesta terça-feira deve conversar com o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Irregularidades Fiscais e Tributárias da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Paulo Corrêa (PR), para saber o que ficou acordado com os funcionários da empresa após a manifestação.

A Justiça Estadual autorizou bloqueio de R$ 730 milhões da JBS, sendo que R$ 6 milhões foram encontrados em contas bancárias. O restante do valor sequestrado foi em bens. O bloqueio foi autorizado em duas ações propostas pelos parlamentares de Mato Grosso do Sul que integram a CPI.

“Uma solução viável é o parcelamento da dívida dos impostos. Temos uma preocupação com a empresa e com os funcionários. Acredito que o parcelamento seja uma solução aceitável”, apontou Marun.

Ainda de acordo com o representante do Estado na Câmara Federal, outros problemas políticos estão em pauta no Congresso. “A CPMI aqui está no início. Temos denúncia com relação ao presidente [por corrupção passiva]. Estamos abordando esse assunto, mas existem outros em pauta”, afirmaou o deputado.

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