Quarta, 18 de Outubro de 2017

ECONOMIA

Petrobras reajusta preço nas refinarias
e gasolina pode ficar mais cara

Aumento no valor da gasolina pode ser de até R$ 0,04 e de R$ 0,09 para o diesel

21 ABR 2017Por RENATA PRANDINI10h:55

A gasolina e o diesel podem ficar mais caros para o consumidor. A partir de hoje, entram em vigor os novos valores dos combustíveis nas refinarias, anunciados na noite de quinta-feira pela Petrobras. O reajuste foi de 4,3% no valor do diesel e 2,2% no da gasolina em média. 

De acordo com a estatal, se o aumento for repassado integralmente, e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode ficar até 2,9% mais caro, o que corresponde a R$ 0,09. Já o impacto no preço da gasolina deve ser de 1,2%, ou R$ 0,04 por litro em média, nas bombas.

Com o reajuste, o campo-grandense pode pagar até R$ 3,53 no litro do gasolina. A estimativa é baseada nos dados da  Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Conforme último levantamento de preços, o valor médio da gasolina na Capital é de R$ 3,46 o litro, sendo R$ 3,43 o mais em conta e R$ 3,49, o mais alto.

Já em Mato Grosso do Sul, o preço médio é de R$ 3,58 o litro, podendo chegar a R$ 3,62, caso o reajuste seja repassado de forma integral. Três Lagoas permanece com o combustível mais caro do Estado, R$ 3,82 o litro, segundo última pesquisa da ANP, realizada na semana entre os dias 9 e 15 de abril.

DIESEL

O impacto maior, porém, deverá ser no preço do diesel, que pode chegar próximo dos R$ 3,70 em Mato Grosso do Sul. Ainda conforme a pesquisa da ANP, hoje, o consumidor paga R$ 3,37 no litro do combustível, que pode chegar R$ 3,59, dependendo da localidade ou empreendimento. 
Em Campo Grande, o preço médio do diesel é R$ 3,36 o litro.

O aumento, segundo a Petrobras, se deve à elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais desde a última decisão de preço, que mais que compensou a valorização do real frente ao dólar, e por ajustes na competitividade da estatal no mercado interno.

“É preciso destacar ainda que o comportamento dos preços de derivados foi marcado por volatilidade nos mercados internacionais em resposta a evento geopolítico, como o ocorrido na Síria”, destacou a companhia em nota.

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