Quarta, 20 de Setembro de 2017

ECONOMIA

Inflação registra queda e termina 2016 em 6,82% em Campo Grande

Tendência é que índice seja alto em janeiro e baixo nos próximos meses

10 JAN 2017Por GLAUCEA VACCARI18h:14

Campo Grande terminou o ano de 2016 com inflação de 6,82%, índice bem abaixo do registrado em 2015, que foi de 11,41%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado hoje Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp.

Taxa ficou acima do teto de 6,5% e do centro de 4,5% das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMS). 

Principal grupo que motivou o índice foi educação (10,17%), impulsionado pelo aumento dos preços dos itens de papelaria, que teve alta de 2,03% no ano passado.

Também tiveram alta na inflação os grupos de despesas pessoais (8,89%), alimentação (7,69%) e saúde (7,10%). Habitação e transportes, com índices de 5,39% e 4,47%, respectivamente, ficaram abaixo do acumulado.

De acordo com o coordenador do Núcleo, Celso Correia de Souza, tendência é que inflação de janeiro seja alta, mas tenha índice baixo nos próximos meses.

“A tendência é que, excluído janeiro, que terá uma alta inflação devido aos aumentos das mensalidades escolares, IPTU e alta das passagens de ônibus urbano, nos próximos meses de 2017, a inflação na cidade deverá ser baixa, acompanhando a tendência do último ano”, disse.

DEZEMBRO

Em dezembro, inflação fechou o mês em 0,39%, quase o dobro do registrado em novembro, que foi de 0,20%. Apesar da alta, indicador é o menor registrado no mês desde 2009, quando inflação foi de 0,15%.

Segundo Souza, alta na inflação em dezembro já era esperada, pois é um período de alto consumo devido às festas de fim de ano e ao aumento dos combustíveis. Volta da bandeira tarifária de energia elétrica para a classificação verde foi o que segurou o índice.

Grupos que motivaram a inflação em dezembro foram vestuário (2,07%), habitação (0,21%) e despesas pessoais (0,66%). Também tiveram alta transportes (0,26%), educação (0,21%), transportes (0,26%) e alimentação (0,12%). Saúde teve queda de 0,01%.

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