Sábado, 23 de Setembro de 2017

ECONOMIA

Viabilização do Corredor Bioceânico vai
gerar impacto econômico na Capital

Prefeito e secretários mencionaram projetos ligados à rota

6 SET 2017Por MARIANE CHIANEZI e BÁRBARA CAVALCANTI16h:30

Após percorrem a rota conhecida como Corredor Bioceânico, grupo formado por empresários retornou para Campo Grande e hoje apresentou propostas ao prefeito Marcos Trad (PSD). O evento para marcar o encontro aconteceu no estacionamento do paço municipal, hoje pela manhã.

Os projetos envolvendo a rota podem influenciar positivamente no turismo na Capital e também o setor de hortifruti, avalia equipe da Capital. Números desse reflexo ainda não foram apresentados.

Para Marcos Trad, a atuação da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) em parceria com empresários que promoveram a expedição renderá resultados para a cidade.

“Quando o projeto chegou até o gabinete, percebi o sucesso que seria a expedição formada por empresários, que no momento de crise conseguiram a superação das dificuldades e estão nos ajudando a trabalhar por Campo Grande. Este é um projeto do futuro e muitos lembrarão este dia como um dos mais importantes para o desenvolvimento de nossa cidade”, assegurou o prefeito.

Dois secretários acompanharam a rota, Luiz Fernando Buainain, da Secretaria de Municipal de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia (Sedesc), e Antonio Lacerda, da Secretaria de Governo.

Apesar de não ter acompanhado a expedição, a titular da Sectur, Nilde Brun, destacou que a proposta deve resultar em avanços na área do turismo.

“Sem dúvida nenhuma esta é uma rota fundamental, desde que estruturada. A gente tem visto isto, que a grande dificuldade de organizar a rota são algumas estradas carreteiras que ainda não estão prontas no Paraguai. Com esta obra, que inclui a ponte no Paraguai, as pessoas poderão passar por esta rota com segurança”, avaliou Brun.

Luiz Fernando Buainain disse que conversas já estão sendo adiantadas com empresários de Campo Grande para implantar o corredor. Além disso, apontou que a agricultura na cidade vai receber impulsionamento.

"Esta viagem aumenta nosso entusiasmo de viabilizar este terminal de cargas. Com relação a agricultura, cresce uma oportunidade muito grande, de importar e exportar mercadorias do hortifruti”, salientou o secretário da Sedesc.
 

EXPEDIÇÃO

Comitiva composta por empresários e autoridades percorreram 2.220 quilômetros na II Expedição da Rota de Integração Latino-Americana (Rila), com destino aos portos do Pacífico, no Chile. Objetivo foi averiguar in loco o trajeto do Corredor Bioceânico e as estruturas dos portos para as exportações de grãos e celulose.

O Corredor Rodoviário Bioceânico compreende as cidades brasileiras de Campo Grande e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul; Carmelo Peralta, Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, no Paraguai; Misión La Paz, Tartagal, Jujuy e Salta, na Argentina; e Mejillones, em Iquique, no Chile.

O Corredor ligará os portos do Oceano Pacífico aos portos do Atlântico e é uma rota alternativa para escoar a produção agropecuária e industrial do Estados, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog/MS), Cláudio Cavol, que está a frente da expedição.

Com a utilização da via, a comercialização internacional de grãos poderá atingir 135 milhões de toneladas e a saída pelo Oceano Pacífico reduzirá em cerca de 11 mil quilômetros de rota marítima o percurso feito atualmente pelo Oceano Atlântico rumo ao mercado asiático.

Trecho da rota biocêanica, que foi percorrida por expedição de grupo formado em Campo Grande. Foto: Silvio Andrade/Governo MS

 

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