Quarta, 22 de Novembro de 2017

CONSEQUÊNCIA

Ações da JBS e BRF voltam a desabar
com escândalo sobre carne

20 MAR 2017Por G111h:00

A Bovespa oscila nesta segunda-feira (20), com o mercado repercutindo o anúncio da suspensão das importações de carne do Brasil das empresas envolvidas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, pela União Europeia. O índice era pressionado também pela forte queda das ações da BRF e JBS.

Às 10h57, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de São Paulo, subia 0,08%, a 64.258 pontos. Veja a cotação.

Por volta do mesmo horário, as ações da JBS caíam mais de 5%, e da BRF, mais de 7%. As ações das duas empresas chegaram a cair ao redor de 10% na abertura do pregão.

Na sexta-feira, as ações da JBS caíram 10,59%, a maior baixa desde 26 de outubro (-11,45%), para R$ 10,72, menor cotação desde o início de dezembro, segundo a Reuters. Já a BRF perdeu 7,25%, marcando a maior baixa desde 26 de fevereiro (-7,7%), para R$ 37,10, menor valor desde dezembro de 2012. As duas empresas lideraram as quedas do Ibovespa no último pregão, com volumes acima da média recente para os papéis, após a operação da Polícia Federal.

O Ibovespa fechou em queda de 2,39%, a 64.209 pontos, contabilizando na semana baixa de 0,72%.

Operação Carne Fraca

Deflagrada na sexta-feira (17) pela Polícia Federal, a operação investiga o envolvimento de fiscais do ministério em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Foi descoberto que funcionários de superintêndencias regionais recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.

O presidente Michel Temer anunciou no domingo (19), durante reunião com embaixadores de países que importam a carne brasileira, que haverá uma "força-tarefa" para fiscalizar os frigoríficos alvos da Operação Carne Fraca.

A assessoria do Planalto divulgou uma nota na qual informou que, além da força-tarefa, o governo decidiu reiterar às missões estrangeiras que "todas as plantas exportadoras permanecem abertas às inspeções dos países importadores" e que o sistema de controle nacional é um dos "mais respeitados do mundo".

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