Quinta, 23 de Novembro de 2017

TRANSPLANTE

Cirurgia de captação de órgãos é feita pela primeira vez no Hospital Cassems

Procedimento ocorreu na hoje e coletou rins, fígado e córneas da doadora

9 NOV 2017Por MARESSA MENDONÇA10h:40

Uma cirurgia de captação de órgãos foi feita pela primeira vez no Hospital Cassems de Campo Grande. O procedimento, com duração de quatro horas, foi realizado na madrugada de hoje por equipe médica do local e outra que veio de Brasília.

Conforme as informações divulgadas pela assessoria de imprensa do hospital, foram captados os rins, fígado e córneas da doadora. Até então esse tipo de procedimento era feito apenas na Santa Casa de Campo Grande.

Quem intermediou o processo entre o hospital e a Central de Transplante Estadual foi a Organização de Procura de Órgãos de Mato Grosso do Sul (OPO).

De acordo com a coordenadora da OPO, Ana Paula Silva das Neves, é fundamental que os hospitais notifiquem a organização sempre que surgir uma possibilidade de doação de órgãos.

"Quando recebemos a notificação de um possível doador, nos mobilizamos, conversamos com os familiares e viabilizamos todo o processo", explica a coordenadora.

O cirurgião geral e integrante da equipe de transplante de fígado que veio de Brasília, Luiz Gustavo Guedes Diaz, completou que ainda é preciso trabalhar muito para instituir uma cultura de doação de órgãos no país.

"A espera na fila de transplante é sempre uma angústia e mortalidade ainda é muito alta. Em média 20% dos pacientes morrem antes de terem a oportunidade de receber uma doação. Quando temos mais hospitais engajados nessa luta, significa que também teremos mais oportunidades de vida para nossos pacientes".

Segundo o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, três hospitais da rede têm capacidade para realizar o procedimento de captação de órgãos.

DOADORA

Os órgãos foram captados da técnica de enfermagem, Marilene da Silva, que morreu aos 39 anos. Ela deixou marido e uma filha, Carolina da Silva Arce, de 17 anos.

"Minha mãe sempre ajudou muita gente. Era ela quem cuidava de todo mundo da família. Nós sempre conversávamos sobre doação de órgãos e ela queria ser doadora. Essa é uma forma de mantê-la viva e de ajudar quem precisa", declarou a adolescente.

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