Quinta, 19 de Outubro de 2017

Estupro de vulnerável

Professor de artes marciais é preso por abusar sexualmente de alunas crianças

Pelo menos três crianças, de 9 e 10 anos, foram vítimas do professor

4 OUT 2017Por GLAUCEA VACCARI17h:28

Professor, fisioterapeuta e lutador de kickboxing, de 43 anos, preso por suspeita de estuprar uma aluna, de 10 anos, em Brasilândia. Ele foi preso na última sexta-feira (29) em cumprimento de mandado de prisão temporária e, após a prisão, outras duas vitimas foram identificadas nesta semana e Polícia Civil investiga se há mais vítimas que foram abusadas pelo suspeito.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Thiago Passos, o suspeito é lutador de artes marciais com vários títulos internacionais, na categoria peso pesado, e ministrava aulas para crianças e adultos em Brasilândia e Três Lagoas.

Há uma semana, a mãe da vítima de 10 anos, que era aluna do investigado, desconfiou do fato da menina não querer mais frequentar as lutas e apresentar comportamento arredio e agressivo e questionou a filha. A criança então relatou que sofreu abusos por parte do professor.

Mulher procurou a polícia e o delegado iniciou a investigação, ouvindo os relatos da vítima e testemunhas e solicitou a prisão temporária do professor, que foi expedida pela justiça.

O lutador não resistiu a prisão e, na casa dele, fora apreendidos computadores, máquinas fotográficas, pen drives, cartões de memória e outras mídias que foram encaminhadas para exames periciais, pois, segundo a Polícia Civil, há informações de que o suspeito mantinha vídeos íntimos das vítimas.

Ainda segundo o delegado, foi apontado, na investigação, que o professor coagia a vítima para que ela não o denunciasse à polícia.

Além do caso denunciado, ele já responde na justiça por crime semelhante, ocorrido também em Três Lagoas em 2016.

Após a divulgação da prisão, outras vítimas foram identificadas, sendo uma criança de 9 anos, que mora em Brasilândia, e outra que foi abusada quando tinha 10 anos e também fazia aulas em Três Lagoas, mas não reside mais no município.

A Polícia Civil está apurando a existência de outras vítimas que teriam sido abusadas durante sessões de fisioterapia e o delegado pede que as vítimas denunciem o agressor a polícia. Tanto a investigação quanto o processo tramitam em absoluto sigilo.  

Leia Também