Cidades

CHOQUE DE INSTITUIÇÕES

Polícia Federal garante que é imparcial
na atuação de conflitos indígenas

MPF acusa agente de matar índio em operação realizada em 2013

RODOLFO CÉSAR

20/10/2016 - 20h12
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A Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) no Estado divulgou nota hoje afirmando que a instituição atua de forma imparcial nos conflitos agrários envolvendo índios. No mesmo documento, foi informado que o Ministério Público Federal (MPF) não levou em consideração provas materiais e se embasou em suposições para dar posicionamento sobre a morte de Oziel Gabriel, 35 anos, que morreu em confronto ocorrido em 2013.

Oziel era indígena e participava de invasão da Fazenda Buriti, que pertence ao político Ricardo Bacha e fica no município de Sidrolândia. Ele foi morto durante cumprimento de reintegração de posse, depois de ser atingido por tiro.

Ontem (19), o MPF divulgou que o tiro que matou Oziel foi disparado da arma de um policial federal. Por isso, pediu a condenação por improbidade administrativa da delegada da PF Juliana Resende Silva de Lima, que conduziu sindicância interna para apurar a ocorrência. Quem comandou a operação de reintegração foi o delegado Eduardo Jaworski Silva, que era marido de Juliana e morreu cerca de um ano depois.

Apesar do posicionamento, o inquérito acabou arquivado pelo MPF porque não foi possível identificar o autor do tiro. O Ministério Público indicou que descobriu apenas a origem da munição: uma pistola 9 mm da marca CBC, de uso exclusivo da Polícia Federal.

A Superintendência da PF sustentou que os laudos de exame necroscópico, realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) e no Instituto Nacional de Criminalística, não confirmaram o projétil como sendo da pistola 9 mm da CBC.

"Em ambos os exames, peritos demonstraram não ter sido encontrado qualquer objeto metálico no cadáver da vítima e, ainda, que o ferimento de entrada no corpo poderia ser de um revólver ou pistola de qualquer calibre. Deve ser ressaltado que o primeiro exame pericial, que não localizou qualquer munição, foi realizado pelo Instituto de Perícias do Estado do MS, um órgão independente que não participou do cumprimento da ordem judicial e, portanto, com uma visão isenta dos fatos", informou nota.

SEM SOLUÇÃO

A Polícia Federal do Estado alegou que não conseguiu identificar suspeito de matar Oziel depois de realizar investigação criminal e administrativa.

O boletim ainda informou que no confronto os índios estariam com armas de fogo e não apenas paus e pedras.

"Importante frisar ter existido, inclusive, uma promessa das lideranças indígenas de desocupar espontaneamente a Fazenda Buriti, sendo que, após isto, terceiros insuflaram os ocupantes a resistir às forças policiais", apontou a nota da PF.

Por fim, segundo a superintendência, no dia do conflito ainda houve a apreensão de computador portátil que continha táticas de guerrilha e explicações sobre confecção de explosivos e artefatos bélicos de forma artesanal. Esse equipamento pertenceria a uma pessoa vinculada a uma ong. Não foram divulgados nomes.

Tráfico

Apreensão de 48 toneladas de maconha no Rio é a maior da história

Apreensão supera recorde, que era de carreta de soja que levava 36 toneladas em MS

08/04/2026 18h18

Droga estava escondida no complexo da Maré

Droga estava escondida no complexo da Maré Divulgação

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A Polícia Militar do Rio de Janeiro apreendeu 48 toneladas de maconha, avaliadas em torno de R$ 50 milhões, em operação na comunidade da Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 7.

De acordo com a corporação, é a maior apreensão de drogas do Brasil. O recorde anterior ocorreu em 2021, quando a Polícia Militar Rodoviária (PMR) localizou 36,5 toneladas de maconha escondidas em uma carreta de soja no estado de Mato Grosso do Sul.

A maconha foi localizada com o auxílio de cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC). Também foram apreendidos cinco fuzis, quatro pistolas, 26 veículos roubados, e um suspeito acabou preso.

Segundo a polícia, os militares localizaram um contêiner utilizado por traficantes para o armazenamento de drogas. No local, foram apreendidos frascos e cerca de 200 litros de lança-perfume, além de materiais usados na produção da substância.

Após horas de varredura nas comunidades, as equipes do Batalhão de Ações com Cães observaram a mudança de comportamento do pastor belga em uma construção, e encontraram um bunker do tráfico com mais de 24 mil tabletes de maconha, cada um com aproximadamente dois quilos. A contabilidade das drogas ocorreu durante toda a madrugada desta quarta-feira, 8.

A ação teve como “principal objetivo reprimir roubos de veículos de passeio e de cargas na região”, disse a PM sobre a operação que contou com o apoio de viaturas e aeronaves blindadas.

O órgão afirmou que a ação ocorreu nas comunidades da Nova Holanda e do Parque União e mobilizou cerca de 250 policiais militares de batalhões ligados ao Comando de Operações Especiais (COE), como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), o Batalhão de Ações com Cães (BAC), o Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), o Grupamento Aeromóvel (GAM) e o 22º BPM (Maré).

Novo conceito

Campo Grande quer integrar saúde, CRAS, Procon e esporte em um único local

Local, que recebeu o nome de "Convive" da prefeitura de Campo Grande atenderá 650 pessoas por dia e deve ter investimento de R$ 13,7 milhões e ficará no Jardim Morenão

08/04/2026 17h52

Centro comunitário será feito no Jardim Morenão, em Campo Grande

Centro comunitário será feito no Jardim Morenão, em Campo Grande Divulgação

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Um novo centro comunitário, voltado ao atendimento da população com serviços de saúde e lazer foi projeto pela prefeitura de Campo Grande. O municipio informou que o Centro Comunitário pela Vida (Convive) é um projeto que “busca ampliar o acesso da população a serviços essenciais e fortalecer a convivência na comunidade”. 

A estrutura foi planejada para atender até 650 pessoas por dia, reunindo diferentes tipos de atendimento em um único local.

A proposta é facilitar o acesso dos moradores a serviços públicos sem a necessidade de deslocamento para outras regiões da cidade.

A prefeitura pretende investir R$ 13,7 milhões para tirar o novo centro comunitário do papel, mas ao ser perguntada sobre prazos, pelo Correio do Estado, não informou. O local será instalado no Jardim Morenão, em Campo Grande. 

O objetivo é integrar em um mesmo ambiente atendimentos do setor de assitência social e defesa do consumidor, com unidades dos CRAS (Centro de Referência em Assitência Social) e Procon (defesa do consumidor). 

O local também terá um espaço exclusivo para atender mulheres, e receberá o nome de “Convive”, que ainda terá biblioteca, área de informática e auditório.

Para além disso, o “Convive” terá áreas de lazer e esporte, com quadra poliesportiva, campo para futebol society, piscina e parquinho. “A proposta é oferecer opções para diferentes faixas etárias, promovendo convivência e qualidade de vida”, informou.

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