Cidades

Morte a esclarecer

Sargento músico do Exército é encontrado morto com sangramento na cabeça

Corpo estava caído na Rua Pedro Manvailler, no Centro de Amambai

RENAN NUCCI

30/07/2017 - 07h55
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Segundo sargento músico do Exército Brasileiro foi encontrado morto na madrugada deste domingo, no Centro de Amambai, a 350 quilômetros de Campo Grande. O corpo Adriano Itamar da Costa de Lima, 41 anos, estava com sangramento na cabeça, na Rua Pedro Manvailler. O caso foi registrado como "morte a esclarecer" e a Polícia Civil não descarta possibilidade de homicídio.


Segundo boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar que fazia patrulhamento pela rua encontrou a vítima caída e acionou o Corpo de Bombeiros. Porém, os socorristas puderam apenas constatar o óbito. No local, a perícia relatou que havia um cigarro sobre o corpo e um maço de cigarros do lado direito, além do celular e a carteira com documentos pessoais, razão pela qual houve a rápida identificação.


Ainda não há detalhes sobre qual o tipo de ferimento teria provocado o sangramento e a consequente morte. O corpo foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã, para exames que possam constatar as causas do óbito.

 

ENTREVISTA

"Nós temos dificuldade de contratação de especialistas"

À frente da Saúde de Campo Grande há cerca de 100 dias, Marcelo Vilela conversou com o Correio do Estado sobre problemas que o setor tem enfrentado nos últimos meses

21/03/2026 08h00

Marcelo Luiz Brandão Vilela - Secretário Municipal de Saúde

Marcelo Luiz Brandão Vilela - Secretário Municipal de Saúde Rafael Bemjamin/Sesau

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Nomeado pela prefeita Adriane Lopes (PP) no penúltimo dia do ano passado para assumir a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o médico urologista Marcelo Luiz Brandão Vilela conversou com o Correio do Estado e destacou a dificuldade do Município em contratar profissionais especialistas, o que até gerou ofensiva do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) durante esta semana.

Não é novidade que a Capital vem enfrentando problemas na Saúde nos últimos meses, como falta de medicamentos, quantidade de leitos insuficiente, demora no atendimento especializado e escassez de médicos com especialização.

Depois de mais de três meses à frente da Sesau, Marcelo Vilela disse como tem tentado resolver estes impasses.

O novo secretário também trouxe sua experiência como professor e ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para dar sua opinião sobre as notas baixas de duas faculdades sul-mato-grossenses no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), o que gerou debate público e sanções por parte do Ministério da Educação (MEC). Confira a entrevista.

O senhor assumiu a Sesau após a atuação de um comitê gestor, como estava a Pasta e quais suas primeiras ações?

Eu assumi essa secretaria com uma intencionalidade pedida pela prefeita, de liderança. O comitê ficou de quatro a cinco meses e era liderado pela doutora Ivone [Kanaan Nabhan Pelegrinelli], que hoje é minha secretária-adjunta, e pessoas das secretarias, justamente para tentar organizar melhor a secretaria e achar os gargalos para agir, para assumir.

Fui convidado pela prefeita, não foi fácil, porque eu fiz uma decisão, eu estava ocupando um cargo de diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul fazia seis anos, é um cargo importante.

Inclusive, participei de comissão nacional de ensino do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], representando a universidade, participei daqueles comitês de Covid-19, todos na área da saúde, então eu nunca saí da saúde.

Até o dia 18 de dezembro, eu não sabia que ia ser secretário. Eu gosto de desafio e a gente sabe o que tem que fazer. Eu já fui secretário durante dois anos e três meses, então, a gente conhece.

Não mudaram muito os problemas, mudou o volume dos problemas.

Antigamente era um volume menor. Lógico, faz seis, sete anos que eu fui secretário. Então, mudou.

E o meu objetivo aqui é fazer gestão transparente, eficiente e com economicidade, que são os primórdios e pilares da administração pública.

A saúde pública tem enfrentando um grande problema em relação à falta de medicamentos. Há previsão de quando todos os medicamentos devem estar à disposição da população?

Ontem [quarta-feira] eu fui à reunião do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde, em Brasília. Uma das pautas que foi discutida lá, não oficialmente, mas entre os secretários, é o problema da licitação pública para a Saúde, desde a época que eu era secretário até hoje.

Então, você quer comprar uma xícara? É a mesma coisa que você comprar uma amoxicilina, que é usada para o tratamento de infecções respiratórias e urinárias de crianças e adultos. Não tem importância.

E o processo licitatório, o que acontece? Empresas entram, participam, ganham o processo licitatório. E agora, por causa da guerra do Irã, eles perdem realmente o preço, por causa do combustível.

Então, quando acontece a solicitação, ganha a empresa, faz a ata, o empenho, aí a pessoa questiona o preço, que o preço está baixo e sempre tem um motivo. Só com esse conflito administrativo, você vai ter 96 meses de problema na licitação.

O que levou a Capital a sofrer dessa forma com essa falta de medicamentos?

Eu acho que é o jogo das licitações. Isso não é só aqui, não é só nosso, é do Brasil inteiro. O processo licitatório para a administração pública na Saúde. Nós compramos só de medicamento mais de 250 itens, fora materiais médicos e de insumo. Então, assim, é muito complicado isso, não é fácil, você tem que ter uma engenharia.

Nós temos 11 técnicos na Selc [Secretaria Especial de Licitações e Contratos]. O processo licitatório é feito em outra secretaria. Aqui, eu faço a demanda, o que precisa. Esse trabalho é feito, é contínuo, e isso vai para a secretaria de licitação.

Nós temos 11 técnicos nossos para tentar acelerar, e isso foi melhorado agora, depois que o comitê entrou também, para ver se a gente fica abastecido e nunca vai ficar 100% [abastecido] por causa do processo licitatório. Geralmente a média é de 85%, para não dar problema de abastecimento na ponta.

Recentemente, a Justiça determinou que o Município faça um plano para ampliar leitos pediátricos. Como está esse plano? Já houve ampliações em algum hospital? Se sim, em quais? Quando deve conseguir cumprir essa determinação?

Esse plano já foi apresentado para o Ministério Público [de Mato Grosso do Sul], tem ampliação de leitos relacionada com o Hospital Universitário [HU], tem ampliação de leitos relacionada com a Santa Casa, todos esses hospitais públicos.

O Hospital Regional já não é mais da nossa alçada em relação à contratualização.

Foram discutidos os contratos e a gente está vindo com uma nova forma de contrato. Então, a Santa Casa está nesse imbróglio judicial dos contratos, a gente já fez e já entregou. O HU nós terminamos agora e está vindo por aí essa ampliação de leitos.

Aí é aquilo que eu te falo, na administração pública, eu gostaria que fosse amanhã, mas a gente não tem esse prazo. Eu acredito que em breve já vai acontecer isso.

Porque, por exemplo, lá no HU, o que acontece lá? Lá a gestão é da Ebserh [Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares]. Então, a contratualização vem, faz aqui, e eles têm que mandar para Brasília.

Então, está nesse passo agora. Aqui já fez as tratativas e foi para Brasília. Aí Brasília tem que dar o sim e voltar. A gente chamou a média complexidade aqui, ela é realizada em todos os hospitais contratualizados.

Temos o Hospital São Julião e o Hospital de Câncer, que tem alguns leitos para ser negociados, a gente está vendo isso.

Nós chamamos o Hospital Nosso Lar para ver como que dá para fazer, porque é uma necessidade também a saúde mental. Todos os hospitais nós chamamos, conversamos da contratualização, porque a gente não tem um equipamento público da cidade ainda. Então, a gente tem que contabilizar e a gente tem que discutir.

Eu fui ontem [quarta-feira] ao Ministério da Saúde, fui conversar sobre o aumento do recurso da média e alta complexidade justamente para contemplar a ampliação de leitos em Campo Grande. Está parado desde 2023 o nosso processo. Eu fui reafirmar agora, saiu de um nível de gestão e foi para um nível mais alto de gestão.

E agora eu vou precisar muito do apoio da bancada federal para a gente conseguir esse implemento do Novo PAC [Novo Programa de Aceleração do Crescimento] da região de Campo Grande, que vai ser muito importante. O Estado está com a gente, está alinhado.

O doutor Maurício [Simões Corrêa, secretário de Estado de Saúde] foi o primeiro que eu fui, justamente para tentar esse implemento, para a gente tentar contratualizar enquanto não tem outros leitos.

Está acontecendo a ampliação do Hospital Regional, são 300 leitos e vai para 600 leitos. A prospecção a longo prazo é o que todo gestor tem que pensar nisso.

E a gente tem problema de, voltando atrás e olhando hoje, não ter essa preocupação do planejamento e do custeio, da economicidade que ia ter, enfim, da eficiência do recurso.

A questão da demora dos atendimentos com especialistas é um dos principais problemas da Saúde na Capital. Como a secretaria tem trabalhado para resolver esse problema?

Eu fui ao Ministério Público [de Mato Grosso do Sul] e já respondi sobre isso. Os especialistas, em relação ao mercado de trabalho, estão abrindo mão de trabalhar no sistema público. Eu estive esta semana na Cassems [Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul] e essa pauta foi uma delas.

Nós temos dificuldade de contratação de especialistas. Nós estamos numa região brasileira que tem menos especialistas. São Paulo, por exemplo, é onde forma mais, onde tem mais residências. Aqui tem menos residências.

E tem um dado alarmante, aumentou muito, dos últimos 10 anos para cá, o número de vagas nas faculdades de Medicina, mas não aumentou o número de residências para especialização.

Então, nesse atual momento, está acontecendo esse choque, está precisando de mais especialistas, aumentou a população, mas não aumentou o número de residências.

A gente vai ver o mercado e eles acabam escolhendo o que é melhor para eles em relação a pagamento, porque o sistema suplementar de saúde paga melhor. A gente não tem carreira de médico, a gente não tem nada, é complicado isso. A gente tem soluções para isso, mas a gente devagarzinho vai tentar melhorar essa demanda.

O resultado do Enamed divulgado este ano trouxe duas faculdades de Mato Grosso do Sul com notas baixas. Como um profissional de saúde, como o senhor vê essa situação e como está a qualidade dos cursos de Medicina no Estado? Isso pode prejudicar a saúde pública de alguma forma, visto que muitos dos estudantes atuam na rede pública de saúde durante os estudos?

Participei desse debate. Fui diretor de faculdade por seis anos e uma turma inteira fez o Enamed na minha gestão. As faculdades públicas são melhor supridas de profissionais qualificados.

Então, se você pegar a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, de Campo Grande, principalmente, o número de doutores que existe é grande.

Os mais qualificados estão nas [universidades] públicas. Então, o melhor resultado seria das públicas, a gente já sabia disso, eles queriam colocar isso no papel. Já tinha um exame nacional entre as faculdades para ver o nível delas, já tinha isso.

Agora virou isso, que foi uma proposta porque o Conselho Federal de Medicina quer fazer o concurso de titulação de médico, ou seja, ele quer fazer tipo uma OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] de médicos.

Eles estão avançando nisso, justamente para evitar que abram mais faculdades de Medicina, porque, nos últimos 10 anos, foi uma expansão grande, muito importante, principalmente nas privadas, não nas públicas.

Essas universidades privadas da nossa região ficaram com média 2. As universidades públicas ficaram com média 5 e 4, que é o esperado.

Você vê as faculdades privadas de São Paulo que são mais antigas, as privadas, por exemplo, de Presidente Prudente ficou nota 4. As faculdades privadas antigas do Rio de Janeiro ficaram com nota 3 e 4. Nota 2 que é o problema, agora eles vão seguir o padrão para melhorar.

Parece que vem uma punição agora para elas, e tem que ter. Mas eu acredito que, para ser médico, daqui para a frente, é uma luta do Conselho Federal de Medicina, a gente acompanha isso, vai ter esse teste, essa prova de validação para ser médico ou não. Vai ter isso aí. Assim como tem o Revalida do estrangeiro que entra no País para agir como médico aqui.

Por exemplo, a gente tem um problema aqui das universidades do Paraguai e da Bolívia. Sabe quantos estudantes tem lá? Doze mil estudantes brasileiros estudando nessas universidades.

Eu sou da Comissão Nacional do Revalida. A gente faz essa avaliação. Em média, por ano, se inscrevem 13 mil, 14 mil, 15 mil estudantes de fora no Revalida, todos brasileiros que foram formados fora.

A média de aprovação no Revalida, que são duas fases e agora são quatro provas por ano, está em torno de 3,5%. Então tudo isso aí é formação médica.

A gente tem dificuldade aqui na universidade federal de contratar por causa do salário do professor especialista. Os que estão lá, a maioria deles está porque gostam, porque está no sangue, eu sou um exemplo.
Agora, você tem as faculdades privadas captando os médicos recém-formados, que começam já a ser professor.

{Perfil}

Marcelo Luiz Brandão Vilela

Médico urologista, graduado em Medicina pelas Faculdades Integradas Severino Sombra, em 1995, e doutor em Medicina (Urologia) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Tem pós-doutorado em Urologia Pediátrica pela University of California, San Francisco (UCSF), nos Estados Unidos.

Foi diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) nos últimos seis anos e professor associado da instituição, atuando nas áreas de Perícias Médicas e Urologia. Entre janeiro de 2017 e março de 2019, durante o governo de Marquinhos Trad, foi secretário municipal de Saúde de Campo Grande.

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Visibilidade

Campo Grande entra no mapa global dos eventos com a COP15

Evento da ONU reúne delegações de mais de 130 países, impulsiona economia local e projeta a capital de MS para o mundo

21/03/2026 04h00

COP15 começa na segunda-feira, mas eventos paralelos já começam no domingo

COP15 começa na segunda-feira, mas eventos paralelos já começam no domingo Gerson Oliveira

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Campo Grande sedia a partir deste domingo o maior e mais abrangente evento de sua história recente, a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), evento organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com delegações de mais de 133 países e de blocos continentais, como a União Europeia, por exemplo.

Para o setor econômico, tanta gente do mundo inteiro reunida significa mais faturamento não apenas na semana do evento, mas também a possibilidade de tornar a capital de Mato Grosso do Sul mais conhecida internacionalmente. Na sexta-feira, a expectativa de comerciantes e autoridades já era alta.

Mais de 3 mil pessoas foram confirmadas e mais de 78% dos leitos de hospedagem disponíveis reservados.

A Capital tem, ao todo, 10.508 leitos de hotéis e o índice de hospedagem indica que o público que passará pela cidade durante a COP15 deve ser ainda maior que o esperado.

No Aeroporto Internacional de Campo Grande, embora não haja a confirmação de voos extras, as companhias aéreas registraram um aumento da capacidade, disponibilizando mais assentos: serão 42,3 mil ao todo.

A presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Mato Grosso do Sul (Abih-MS), Alexandra Corrêa Martins, lembra que a COP15 é uma oportunidade para Campo Grande se apresentar ao mundo. “Eventos dessa magnitude geram impacto direto e positivo na economia local. A hotelaria é um dos setores mais beneficiados, com aumento na taxa de ocupação, maior permanência dos hóspedes e incremento na receita”, destaca.

Outros segmentos, como gastronomia, transporte e comércio, também acompanham o movimento.
Os setores ligados a área de turismo e eventos do Estado e de Campo Grande acompanham o cenário com expectativa positiva.

Mesmo o município não sendo um participante direto da organização do evento, papel exercido pela ONU e pelo governo federal, o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Júnior, vê a COP15 de maneira otimista. “A expectativa é positiva, de um bom público externo movimentando o comércio local durante o período da COP15”, disse o secretário ao Correio do Estado.

Ele também destaca a projeção internacional.

“O evento fortalece a cidade como destino internacional, amplia sua visibilidade e pode influenciar na atração de investimentos”, afirmou.

Projetando apenas os gastos individuais dos participantes, a expectativa é de que a movimentação financeira se aproxime dos R$ 17 milhões durante o período da COP15. A estimativa é de que os gastos individuais, incluindo todos os serviços, atinjam uma média de R$ 684 por participante.
O valor, claro, não leva em consideração gastos corporativos, como os de organizações não governamentais mundialmente conhecidas, como a World Wide Fund for Nature e a Greenpeace, por exemplo, que estarão presentes no evento.

Para além disso, o evento também deve trazer parte de sua estrutura organizacional de Brasília e de outras unidades da federação. Servidores do Ministério do Meio Ambiente, além de policiais federais e rodoviários federais, foram destacados para trabalhar no evento e ficarão temporariamente em Campo Grande.

O evento, que começa neste domingo e se estende até o dia 29, será majoritariamente realizado em três sedes: a Blue Zone (montada no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês), o Bioparque do Pantanal, e também o Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo. 

Para a abertura, neste domingo, estarão presentes o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e cinco ministros de Estado, entre eles a organizadora do Meio Ambiente, Marina Silva e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, além do anfitrião, o governador do Estado, Eduardo Riedel. 

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