Cidades

SEM RESTRIÇÃO

Público alvo não aparece e sobra
de vacina será aplicada em todos

No Estado, vieram 750 mil doses de proteção contra a gripe

NATALIA YAHN

02/06/2017 - 18h35
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A vacina contra a gripe será liberada para toda a população, a partir de segunda-feira (5). O anúncio da mudança na forma de aplicação das doses, até então feita apenas em pessoa pertencentes ao grupo de risco, acontece na última semana da Campanha Nacional de Vacinação que não atingiu a meta na maioria dos estados.

Mato Grosso do Sul recebeu 750 mil doses e tinha meta de vacinar 90% do público alvo - no ano passado a meta era atingir 80% -, mas até hoje eram apenas 409.364 doses aplicadas, o que representa cobertura de 68,74%.

A “sobra” agora poderá ser aplicada em qualquer pessoa, além dos idosos, crianças (menores de cinco anos), gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), indígenas, professores, trabalhadores da saúde e do sistema prisional, e presos. 

O anúncio da liberação foi feito pelo ministro da Saúde Ricardo Barros, que confirmou restar ainda 10 milhões de doses de vacina contra a gripe em todo o País.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe, programada para acabar em 26 de maio, foi prorrogada e segue até a próxima sexta-feira (9).

A imunização protege contra os três sorotipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para este ano: H1N1, H3N2 e Influenza B.

NA CAPITAL

Em Campo Grande, mais de 60 mil pessoas ainda precisam tomar a dose. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau)  imunizou, até o momento, 137.034 pessoas do grupo de risco, ou seja 69,30% do público alvo, que é 197.737.

O grupo de risco que teve menor adesão é o das gestantes, com apenas 47,64% das 5.075 imunizadas.

A mudança na vacinação em todo o País pegou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de surpresa e até o fim da tarde de hoje o órgão ainda aguardava posição oficial do Ministério da Saúde para confirmar a liberação das doses à qualquer pessoa e montar estratégia para atender nova demanda.

CASOS 

Na semana passada, a suspeita de duas crianças terem contraído gripe H1N1 levou ao fechamento - no dia 29 de maio - da Escola Municipal Major Aviador Y-Juca Pirama de Almeida, na Vila Base Aérea, região oeste de Campo Grande.

As aulas foram suspensas para higienização da unidade escolar. Mas no dia seguinte uma das crianças diagnosticada com o vírus já frequentava as aulas, enquanto a outra era tratada em casa. 

O exame de subtipagem do vírus não foi realizado pelo fato que os hospitais particulares, responsáveis pelo atendimento, demoraram para notificar a rede municipal de saúde em tempo hábil para a realização da coleta do material.

Neste ano, a SES, por meio do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), não confirmou casos de Influenza A H1N1.

Já de Influenza A H3N2 foram 91 casos confirmados e de B, quatro. Além de um caso não subtipado. Dois óbitos foram confirmados, um por H3N2 na Capital, e outro não subtipado na cidade de Rio Verde.

coxim

Foragido por descumprir medidas protetivas é encontrado morto no Rio Taquari

Homem fugiu de policiais que cumpriam mandado na terça-feira e corpo foi encontrado boiando nesta quinta

18/06/2026 18h29

Corpo foi encontrado em rio na zona rural de Coxim

Corpo foi encontrado em rio na zona rural de Coxim Foto: Divulgação / Polícia Civil

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Maycon Douglas Gama de Freitas, de 32 anos de idade, foi encontrado morto no rio, na zona rural de Coxim, nesta quinta-feira (18). Ele era considerado foragido desde o dia 3 de junho, por descumprimento de medidas protetivas de urgência no contexto de violência doméstica.

De acordo com a Polícia Civil, contra Freitas havia dois mandados de prisão preventiva, em razão da reiteração criminosa e do descumprimento das medidas protetivas.

Na última segunda-feira (15) os policiais receberam informações de que ele estaria escondido em uma chácara localizada nas proximidades da região conhecida como "Tapete Verde", a cerca de 40 quilômetros da área urbana de Coxim.

Equipes realizaram diligências no local, porém o suspeito não foi localizado.

Nova tentativa de captura foi realizada na terça-feira (16), quando policiais voltaram ao local após novas informações indicarem que o foragido permanecia na propriedade.

Por volta das 6h30, o homem foi visualizado, mas fugiu em direção à mata, às margens do rio, ao avistar os policiais. Após alguns minutos de perseguição, ele conseguiu escapar.

Outras equipes foram mobilizadas para reforçar as buscas, com a utilização também de um drone, mas o foragido não foi encontrado.

Nesta quinta-feira , a Polícia Civil foi novamente acionada, desta vez por pessoas que avistaram um corpo boiando no rio, em região que fica a aproximadamente 10 quilômetros do último local onde o foragido havia sido visto.

Policiais, acompanhados por equipe da Perícia Criminal, estiveram no local e realizaram os primeiros levantamentos.

Familiares compareceram ao local e reconheceram o corpo como sendo do homem que era procurado pela Justiça.

O corpo foi encaminhado para exame necroscópico, que irá determinar a causa da morte.

CONE SUL

Tensão entre fazendeiros e indígenas reforça efetivo da Força Nacional em MS

MPI solicitou a ampliação do efetivo da FN e o MJSP autorizou a medida

18/06/2026 18h10

Força Nacional em MS

Força Nacional em MS Arquivo - Correio do Estado

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Há anos em conflito agrário, Mato Grosso do Sul vive mais um episódio de tensão no campo entre fazendeiros x indígenas.

Em cinco dias, duas fazendas foram invadidas por indígenas no Estado:

  • São Sebastião, no dia 13 de junho, em Sidrolândia
  • Limão Verde, na data de 17 de junho em Amambai

Com isso, a Força Nacional reforçou seu efetivo no Cone Sul de MS, abrangido pelos municípios de Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo e Naviraí.

O agravamento da situação no campo levou o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) a realizar uma reunião de emergência, nesta quinta-feira (18), em Brasília, com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para acalmar a situação na área rural.

Após a reunião, o MPI solicitou a ampliação do efetivo e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou a medida.

O comando da Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) confirmou o deslocamento de uma equipe adicional. Equipes da Funai também foram designadas para acompanhar o caso in loco, prestando assistência direta aos indígenas detidos.

FAZENDA SÃO SEBASTIÃO

Fazenda São Sebastião/Terra Indígena Buriti (17,2 mil hectares) foi invadida por indígenas da Aldeia Buriti, em 13 de junho de 2026, na área rural de Sidrolândia, a 90 quilômetros de Campo Grande.

O grupo ateou fogo, derrubou árvores, instalou barricadas – para atrapalhar a chegada da polícia –, roubou maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado, fez ameaças de morte, rendeu com arma de fogo e manteve em cárcere os proprietários/funcionários da fazenda.

A sede foi destruída e a atividade rural foi comprometida. Com isso, o proprietário arca com prejuízos incalculáveis e a propriedade terá que ser reconstruída do zero, afirmou o presidente da FAMASUL, Marcelo Bertoni, sem falar os valores do prejuízo.

FAZENDA LIMOEIRO

Fazenda Limoeiro foi invadida por indígenas Guarani-Kaiowá, nesta quarta-feira (17), em Amambai, município localizado a 354 quilômetros de Campo Grande.

O território foi incendiado e teve objetos depredados. Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram mobilizados para a ocorrência.

A área é reivindicada pelos indígenas como parte do território tradicional Tekoha Kaa’Jari.

De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, nesta quinta-feira (18), a 2ª Vara Federal de Ponta Porã determinou a expedição de Mandato Probatório em favor dos ocupantes da Fazendo Limoeiro, mas esclareceu que a "decisão possui natureza exclusivamente preventiva, destinada à preservação da posse atualmente exercida pelo autor e à prevenção de novos atos de turbação ou esbulho, não constituindo autorização para remoção compulsória de pessoas eventualmente presentes na área, providência que dependerá de específica apreciação judicial".

O órgão também frisou que “nenhuma ação policial deverá ser adotada na propriedade sem decisão judicial prévia que a fundamente e sem que a operação seja acompanhada da Funai, Ministério Público Federal e da Polícia Federal, sob pena de responsabilização funcional dos agentes envolvidos”.

O MPI mantém o monitoramento contínuo da área por meio de seus órgãos competentes e está realizando articulações para consolidar Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para a atuação das forças de segurança em territórios e com povos indígenas.

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