Sábado, 18 de Novembro de 2017

EDUCAÇÃO

Professores da rede estadual iniciam negociações sobre reajuste com governo

Reunião com Reinaldo Azambuja está marcada para semana que vem

16 FEV 2017Por OSVALDO JÚNIOR16h:22

Os professores da rede estadual de educação iniciam as negociações com o governo para efetivação do reajuste de 7,64%, relativos ao piso nacional e que deveriam ser aplicados em janeiro, e de 4,37%, a serem concedidos em outubro. Representantes dos profissionais vão se encontrar com o governador Reinaldo Azambuja na próxima semana para tratar do assunto. Embora a expectativa da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) seja de aplicação das majorações salariais, o governo tem afirmado que não seria possível, neste ano, concessão de reajustes a nenhuma categoria. 

Os aumentos salariais resultaram de acordo para encerramento da greve, realizada em 2015. No dia 30 de junho daquele ano, depois de audiência de conciliação, Reinaldo Azambuja concordou em escalonar o reajuste salarial dos professores até 2021, quando seria integralizado o piso nacional do magistério para a carga horária de 20 horas. Assim, todo o ano, o governo deve aplicar o aumento do piso nacional (neste ano, de 7,64%), além de outro porcentual em outubro (neste ano, de 4,37%) para chegar ao valor acordado em 2021. Antes, na negociação com o então governador André Puccinelli, a equiparação salarial deveria ocorrer até 2018. 

“Não vejo essa possibilidade [de negativa do governo]”, afirmou o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli. “É uma decisão judicial e deve ser cumprida”, acrescentou. Ele argumenta que o Estado está enxugando a folha salarial do magistério, com o desligamento de aproximadamente 4,8 mil professores convocados. “Com isso, o governo terá fôlego financeiro para aplicar o reajuste”, afirmou. O aumento, de 7,64%, seria concedido no próximo pagamento (referente a fevereiro) e retroativo a janeiro. 

Apesar da expectativa de Botareli, o governo tem afirmado não ser possível reajustar salários neste ano. Na semana passada, o titular da Secretaria de Administração e Desburocratização (SAD), Carlos Alberto Assis, disse que não há previsão de aumento salarial em 2017 e que, até março, cerca de 200 comissionados serão demitidos. 

“Se o aumento fosse hoje, seria reajuste zero”, enfatizou o secretário na ocasião. De acordo com ele, o governo do Estado vem cumprindo “rigorosamente” os acordos firmados com as várias categorias de servidores no ano passado e quer continuar cumprindo. “É melhor ter salário depositado na conta todo dia 1º do mês do que a gente querer fazer alguma gracinha, conceder um reajuste e depois não conseguir honrar”, comentou Assis. 

 

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