Mato Grosso do Sul dá as boas-vindas ao mês de março com alerta de tempestades e chuvas intensas em mais da metade do território.
Fazendo jus às "águas de março fechando o verão", a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) indica tempo com sol e céu nebuloso durante o dia, mas com chuvas entre a tarde e a noite. De forma pontual, são esperadas tempestades, especialmente nas regiões centro-sul do Estado.
Os volumes de chuva podem variar entre 40 e 60 milímetros até o final da manhã desta segunda-feira (2), com a possibilidade de rajadas de ventos superiores a 60 km/h em trechos isolados, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na região Pantaneira e Sudoeste, o calor vem forte, com máximas chegando a 38ºC neste início de semana.
Nas regiões do Bolsão, Norte e Leste do Estado, as mínimas podem chegar a 17ºC, mas as máximas atingem 36ºC.
No Sul e Grande Dourados, também faz calor, com máximas variando entre 32ºC e 38ºC na região da Fronteira com o Paraguai.
Em Campo Grande, faz sol durante o dia com nuvens e chance de chuva durante a noite. As mínimas esperadas ficam entre 21ºC e 23ºC e as máximas podem chegar a 34ºC.
Trimestre quente e seco
Mato Grosso do Sul deve passar pelo próximo trimestre com chuvas irregulares e temperaturas acima da média histórica. Essa condição, além de trazer riscos à saúde devido a variação de temperatura, acende alerta para o setor agropecuário, podendo impactar a produção agrícola.
A tendência climática para os meses de março, abril e maio de 2026 aponta para volumes de chuva abaixo do normal em grande parte do Estado e altas temperaturas, segundo a previsão meteorológica divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e Clima (Cemtec).
Historicamente, o trimestre registra entre 200 e 400 milímetros de chuva na maior parte do território sul-mato-grossense, podendo chegar a até 500 milímetros nas regiões sul e sudoeste. Neste ano, porém, a tendência predominante é de volumes inferiores à média e com distribuição irregular, aumentando o risco de períodos secos prolongados.
A redução das chuvas deve vir acompanhada de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que, normalmente, varia entre 22ºC e 26ºC.
A combinação de calor e déficit hídrico pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e reduzir os níveis de rios e reservatórios.
O trimestre mais quente e seco tende a elevar a demanda por energia elétrica e aumentar o risco de queimadas, especialmente em períodos de baixa umidade do ar.
Além disso, há a possibilidade de efeitos sobre a saúde pública, com o aumento de chance de doenças respiratórias associadas ao tempo seco.
Alguns cuidados indicados para os efeitos da baixa umidade do ar separados pelo Correio do Estado são:
- Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
- Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
- Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo, mas evite horários mais pesados, como as 10h às 16h;
- Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
- Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.
- Mantenha um pano ou toalha molhada em ambientes fechados para aliviar a sensação de seca;
- Se possível, abuse do uso de umidificadores do ar, com ou sem essências auxiliadoras do tratamento nasal.