Cidades

SITUAÇÃO PRECÁRIA

Sem carteiras e materiais, escola municipal funciona em sala de posto de saúde

Alunos do 1º ao 8º ano estudam juntos e alguns não sabem ler e escrever

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Com a proximidade do início do ano letivo, Escola Municipal Indígena Ejiwajegi Polo Extensão, localizada na Aldeia Campina, na Reserva Indígena Kadiwéw, em Porto Murtinho, não tem estrutura para abrigar os 22 alunos do 1º ao 8º ano do ensino fundamental e funciona em uma sala pequena do Posto de Saúde da aldeia.

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS), responsável constitucionalmente pela defesa dos direitos e interesses da comunidade indígena, denunciou o caso no fim do ano passado e informou que estudava melhor medida para resolver o caso.

Ontem, assessoria de imprensa do órgão informou que situação permanece a mesma e, como o MPF já acionou a Prefeitura por várias vezes para resolver o caso, mas como não foram tomadas medidas, ação será ajuizada para assegurar os direitos da comunidade

Portal Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura de Porto Murtinho para saber se a nova administração adotar medidas sobre o caso, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

Conforme o MPF, Secretária de Educação do Município nunca enviou material para a escola. Professor que leciona no local improvisado pagou do próprio bolso o frete para enviar carteiras e livros que conseguiu juntar em outras escolas indígenas mais aparelhadas. Cadernos e outros materiais foram comprados pelos pais.

Além da falta de materiais, a falta de um escola de fato prejudica o ensino. Sala do posto de saúde onde alunos têm aula não tem ar condicionado e só há um banheiro, compartilhado com pacientes do posto.

Às quintas-feiras, quando médico presta atendimento na unidade de saude, não há aulas. Nos dias em que todos os 22 estudantes comparecem, turma é dividida por conta da falta de espaço, e uma parte vai para o lado de fora, onde aula é ao ar livre, debaixo de sol.

Barraco foi improvisado para comportar todos, mas lona rasgou e não há recursos para compra de outra.

Funcionando na base do improviso e sem auxílio da prefeitura, aprendizado é comprometido, com alunos que chegam ao 8º ano sem saber ler ou escrever.

Mãe de dois meninos, de 10 e 13 anos, Rosimeire Simeão Ferraz disse que o de 13 anos “lê um pouco”, mas não o suficiente para passar em teste de bolsa de estudos de uma fundação privada. Segundo ela, garoto foi aprovado em todas as séries, com notas altas, mas isso não se traduz em conhecimento.

Seley Ferraz tem um filho de 11 anos, que estuda no 4º ano, mas que também não sabe ler ou escrever.

“Pensei em ir para Bodoquena, a cidade mais próxima, para ele estudar mas o aluguel e outros custos não permitem”, disse.

Professor da escola, Pedro Nunes Romeu Filho, disse que além da situação precária do local, a sala única atrapalha o aprendizado. Segundo ele, são 22 alunos de séries diferentes que estudam juntos.

“Atrapalha muito, deveria ter uma pessoa própria para trabalhar na educação infantil, porque misturar é complicado”

Professor disse ainda que já pediu ajuda a prefeitura várias vezes, mas foi informado que não havia recursos e que outras unidades já haviam sido fechadas. 

UPA Universitário

Polícia investiga possível ligação entre morte de menina de 9 anos e "desafio do desodorante"

Criança foi encontrada pelo pai já desacordada ao lado de um frasco de aerossol

05/03/2026 18h45

Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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A Polícia Civil investiga a morte de uma menina de 9 anos, em Campo Grande, que pode ter relação com o chamado “desafio do desodorante”, prática que circula nas redes sociais e incentiva a inalação do produto aerossol.

De acordo com o registro policial, a criança foi encontrada desacordada dentro de casa na tarde de terça-feira (3), no bairro Universitário. Os pais haviam saído para levar o filho recém-nascido a uma consulta médica e deixaram a menina sob os cuidados de uma tia.

Ao retornarem por volta das 14h20, perguntaram pela filha e foram informados de que ela estaria dormindo. A mãe foi até o quarto para chamá-la, mas não obteve resposta. A menina estava deitada de bruços na cama e havia um tubo de desodorante próximo ao corpo.

Ao virá-la, a mãe percebeu que a criança estava com os lábios arroxeados e não reagia. O pai tentou reanimá-la com respiração boca a boca e massagem cardíaca. Durante as tentativas de socorro, a menina chegou a vomitar comida, mas não voltou a respirar.

A vítima foi levada pelos próprios pais ao posto de saúde do bairro Universitário. No local, enfermeiros tentaram reanimá-la, porém sem sucesso. A morte foi constatada às 15h02. Natural de Ponta Porã, a criança foi velada e sepultada ao fim desta quinta-feira (5), em Campo Grande. 

"Desafio do desodorante"

Neste momento, a Polícia Civil,  apura se houve relação com o chamado “desafio do desodorante”, conteúdo que circula principalmente entre crianças e adolescentes em plataformas digitais e redes sociais.

Em 2022, um menino de 10 anos morreu após inalar desodorante, caso registrado em Aracaju, Sergipe. 

Em abril do ano passado, uma nova onda viral do 'desafio' foi impulsionada na internet. Na ocasião, uma menina de 8 anos morreu no Distrito Federal. 

Saiba*

As autoridades alertam pais e responsáveis para o acompanhamento do conteúdo consumido por crianças e adolescentes na internet, especialmente desafios perigosos que podem colocar a vida em risco.

COBRANÇA

Inquilina acusa proprietário de agressão após cobrar o aluguel em Campo Grande

A vítima também relatou ter ouvido disparos, efetuados por um comparsa do homem, porém os policiais não encontraram nenhum vestígio de arma ou munições durante as buscas

05/03/2026 18h30

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Na madrugada desta quinta-feira (5), a equipe da Polícia Militar atendeu uma ocorrência de lesão corporal. Ao chegar ao local, na rua Etalivio Pererira Martins, no Bairro Centro Oeste, Bianca Hurtado, de 22 anos, informou aos policiais que Ismael da Rocha, de 53, proprietário da residência a qual aluga, teria ido até o imóvel e solicitado que ela desocupasse a casa.

A jovem contou aos policiais que pediu a devolução do valor do aluguel que havia pago, e nesse momento o proprietário passou a agredi-la fisicamente. Posteriormente, alega que o mesmo também agrediu sua colega Brenda Pinto, que divide a residência com ela.

Após as agressões, Ismael fugiu do local, retornando em seguida acompanhado de Arlindo Gonçalves, de 24 anos, o qual, segundo relato de Brenda, portava uma arma de fogo e efetuou três disparos na porta da residência, sendo dois para cima e um em direção à casa.

A equipe policial constatou hematomas nas duas vítimas, localizados no rosto e no braço de uma delas.

Diante dos fatos, os policiais se deslocaram até a residência de Ismael, onde ele se encontrava sentado na calçada juntamente com Arlindo. Foi realizada a abordagem dos suspeitos, porém, durante a busca pessoal, nada de ilícito foi encontrado.

Nada encontrado

As buscas também foram realizadas no veículo de Arlindo, que estava estacionado em frente à residência, não sendo localizado qualquer objeto ilícito, segundo os policiais. Em seguida, Valdiane, esposa de Ismael, saiu da residência e questionou a equipe sobre o ocorrido.

Após ser informada sobre as denúncias envolvendo seu esposo, ela negou que ele possuísse arma de fogo e, de imediato, permitiu a entrada das autoridades em sua residência para averiguação. Durante a vistoria, novamente não foram encontrados vestígios de armas, munições ou qualquer outro objeto ilícito.

As buscas também foram realizadas na via pública onde, segundo a vítima, teriam ocorrido os disparos, porém não foram localizadas cápsulas, projéteis ou quaisquer marcas de disparos.

Na delegacia

Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-CEPOL). Bianca, que solicitou os serviços policiais, também foi conduzida à CEPOL para prestar esclarecimentos.

A equipe perguntou se ela desejava atendimento médico, porém ela recusou. Já Brenda solicitou atendimento médico, pois apresentava uma lesão grave no braço, decorrente de um ferimento anterior causado ao socar uma janela de vidro dias antes, sendo necessária a realização de sutura. Ela foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário.

Ismael foi previamente entrevistado e disse que é proprietário do imóvel onde as vítimas residem, alegando que não houve celebração de contrato de aluguel e que foi dado prazo para as vítimas desocuparem os imóvel. 

Brenda, compareceu no plantão policial e foi entrevistada também, alegando que sofreu agressões por parte de Ismael e que tais lesões são superficiais, negando que tenha visualizado ou notado a testemunha Arlindo portando arma de fogo ou efetuando disparos.

Como nada de ilícito foi encontrado com Arlindo, o mesmo foi desqualificado da condição de autor do registro de ocorrência da PM, visto que a única vítima presente negou que tenha visualizado o mesmo armado.

Para Ismael foi emitido o termo de compromisso de comparecimento. O caso foi registrado na Depac-Cepol como lesão corporal dolosa.

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