Cidades

Saúde

Prefeitura retém verba do programa de combate ao HIV em Campo Grande

Comissão revela que Capital deixou de aplicar R$ 1.377.612,81

NATALIA YAHN

27/11/2016 - 07h00
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Mesmo com verba de pelo menos R$ 1,3 milhão em caixa para desenvolver e executar ações de educação e prevenção a “Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)”, o trabalho na área de diagnóstico, tratamento e assistência à pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV, sigla em inglês) ou Aids - como é chamado o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico - é precário em Campo Grande.

A prestação de contas financeiras e ações executadas do programa “Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) foi reprovada pelo Conselho Municipal de Saúde. Entre os problemas apontados no relatório do ano de 2015, a Comissão Intersetorial de IST/HIV/AIDS/ Hepatites Virais e outras doenças infecciosas aponta que a Prefeitura de Campo Grande deixou de aplicar R$ 1.377.612,81. 

O presidente do Conselho de Sáude, Sebastião Arinos Júnior, explica que a situação influencia diretamente em todas as ações educativas e de atendimento na área das IST. “Quando não é investido o recurso, os números aumentam. Se as ações de educação e prevensão deixam de ser realizadas há aumento no número de casos. Acredito que vamos observar isso a partir de agora e nos próximos anos”.

Além disso, o programa usou aproximadamente apenas 19,15% dos recursos disponibilizados para a área no ano passado. Para promoção e prevenção ainda há R$ 597,9 mil disponíveis. Na área de diagnóstico, tratamento e assistência a Sesau usou apenas R$ 72,1 mil, deixando de investir R$ 166,9 mil.
Relatório do Conselho concluiu que a Sesau “realizou ações isoladas e insatisfatórias para viabilizar o pleno funcionamento do program” e determinou que o saldo remanescente seja realocado dentro do mesmo, ou seja, o valor deverá ser  usado para as ações que não foram concretizadas ao longo do ano passado.

A Sesau, em nota, informou que “em relação à reprovação de contas, as divergências contábeis não são incomuns e os relatórios devem ser reapresentados. Detalhes sobre as contas ainda em aguardo de aprovação não são informados”. Já sobre as ações educativas a Secretaria disse que “haverá uma programação de DST/AIDS a ser realizada no dia 1º de dezembro”, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

*A reportagem completa está na edição de hoje do Correio do Estado.

 

Balanço

Número de turistas em Bonito cai 11% no primeiro semestre de 2026

Por coincidência, a queda ocorre no semestre em que a Taxa de Conservação Ambiental (TCA) começou a valer de fato

29/07/2026 12h10

Gruta do Lago Azul, cartão postal de Bonito (MS)

Gruta do Lago Azul, cartão postal de Bonito (MS) Foto: Daiany Albuquerque

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Dados divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB) apontam que o município recebeu 127.078 turistas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026.

O número é 11,04% menor em relação ao mesmo período de 2025, quando 142.854 turistas visitaram o município. Até então, o primeiro semestre do ano passado foi considerado o melhor em 10 anos.

Confira os números detalhados, por semestre, ano a ano:

ANO/SEMESTRE

NÚMERO DE TURISTAS

2015/janeiro a junho

90.649

2016/janeiro a junho

102.762

2017 janeiro a junho

93.454

2018/janeiro a junho

92.456

2019/janeiro a junho

101.450

2020/janeiro a junho

51.129

2021/janeiro a junho

69.895

2022/janeiro a junho

121.044

2023/janeiro a junho

142.147

2024/janeiro a junho

132.979

2025/janeiro a junho

142.854

2026/janeiro a junho

127.078

* Dados: Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB)

Confira o número de turistas, mês a mês, em 2026:

MÊS - 2026

NÚMERO DE VISITANTES

Janeiro

34.159

Fevereiro

20.783

Março

16.788

Abril

24.049

Maio

19.328

Junho

11.971

* Dados: Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB)

Confira o número total de turistas por ano:

ANO

NÚMERO TOTAL DE TURISTAS

2015

204.298

2016

212.817

2017

201.219

2018

201.215

2019

209.568

2020

145.219

2021

205.460

2022

280.391

2023

313.116

2024

290.806

2025

293.712

2026

127.078 – até 30 de junho*

 * Dados: Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB)

Números indicam que os atrativos turísticos do município receberam 402.515 visitas no primeiro semestre deste ano, o que indica uma queda de 7,98 % em comparação ao mesmo período de 2025, que teve 437.447 visitações.

A taxa de ocupação hoteleira ficou em 28% em junho de 2026. A Gruta do Lago Azul teve ocupação de 45% no mês passado.

Os números demonstram redução da estimativa de turistas, nas visitações aos atrativos turísticos e na taxa de ocupação de hotéis, em relação ao mesmo período de 2025.

Por coincidência, a queda ocorre no semestre em que a Taxa de Conservação Ambiental (TCA) começou a valer de fato.

Mas, de acordo com o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), Bruno Wendling, não se pode atribuir a queda à taxa ambiental, pois, ela impacta mais o público sul-mato-grossense e não turistas de outros estados.

“A gente não pode atribuir a queda do primeiro semestre desse ano com o ano passado por conta da taxa de turismo. Ela pode ter algum impacto mais para o público sul-mato-grossense, mas para o público nacional não, tanto que os dados mostram um crescimento muito alto do fluxo aéreo de desembarques em Bonito, em relação ao ano passado. É um crescimento de todos os meses. É um público que tem maior tempo de permanência e maior gasto médio”, explicou Wendling em entrevista ao Correio do Estado.

Segundo Wendling, crescimento ou redução entre 5%-10% no número de turistas é normal.

“A queda também pode ser natural, já que outros destinos como Fernando de Noronha, apontaram que tiveram um fluxo menor do que o esperado em comparação com o ano passado. Então isso pode acontecer, uma variação de 5 a 10% para mais ou para menos em relação a questões econômicas”, detalhou.

Conforme o levantamento, a maioria dos turistas brasileiros que visitaram Bonito são dos estados de São Paulo (29,51%), Mato Grosso do Sul (18.18%), Paraná (7,82%), Rio de Janeiro (6,43%), Rio Grande do Sul (5,75%), entre outros.

As regiões do Brasil que mais visitaram a cidade são Sudeste (48,26%), Centro Oeste (24,14%), Sul (21,96%), Nordeste (4,51%) e Norte (1,13%).

Já os turistas estrangeiros que visitaram o município são dos países do Paraguai (4,94%), Argentina (0,89%), Holanda (0,77%), Alemanha (0,74%), Estados Unidos (0,72%), entre outros.

Wendling destacou que medidas precisam ser tomadas para frear a queda e recuperar o fluxo de turistas no município.

“É claro que a queda é um indicador que a gente precisa também trabalhar novas estratégias de comercialização, ou seja, ter novos canais de comercialização, já que nossa pesquisa interna aqui indicou que a procura por Bonito cresceu muito em relação ao ano passado, muito mesmo, só que a conversão para vendas não acompanha esse crescimento. Então, tem uma série de fatores que a gente está analisando, de ações cooperadas com operadoras online, operadoras também offline que vendem um produto, para que a gente possa incentivar o reforço de vendas e cada vez mais participar de ações que possam auxiliar nesse processo de recuperação desse fluxo por conta dessa queda", explicou.

TAXA DE TURISMO

Visitantes brasileiros e estrangeiros devem pagar Taxa de Conservação Ambiental (TCA) ao visitarem o município de Bonito, em Mato Grosso do Sul.

A taxa é de R$ 15, por pessoa, por dia e começou a ser cobrada a partir de 20 de dezembro de 2025.

Segundo o município, a taxa foi criada para fortalecer políticas públicas voltadas à conservação ambiental, diante do aumento da demanda turística e da necessidade de investimentos constantes em infraestrutura e monitoramento, essenciais para manter a experiência de visitação segura e sustentável.

Além de Bonito (MS), outras cidades brasileiras também cobram taxa diária de visitação, como Fernando de Noronha (PE), Jericoacora (CE), Morro de São Paulo (BA), Bombinhas (SC), Ilhabela (SP) e Ubatuba (SP).

Esse tipo de cobrança tem se tornado comum em destinos de ecoturismo e em cidades que recebem um grande volume de visitantes durante feriados e férias.

PASSEIOS

Bonito-Serra da Bodoquena possuem diversos passeios para todas as idades, gostos e bolsos.

A cidade possui rios de águas cristalinas, cavernas/grutas secas e alagadas, cachoeiras, trilhas, balneários, observatórios naturais, flutuação e mergulho em rios, praias de água doce, boia cross e aquários.

Os passeios variam de R$90,00 a R$1.900,00.

  • Gruta do Lago Azul - cartão postal da cidade
  • Grutas de São Miguel
  • Grita São Mateus
  • Gruta Catedral
  • Gruta do Mimoso 
  • Abismo Anhumas
  • Nascente Azul
  • Lagoa Misteriosa
  • Rio Sucuri
  • Rio da Prata Recanto Ecológico
  • Rio Formoso
  • Aquário Natural
  • Estância Mimosa
  • Boca da Onça
  • Cachoeiras da Serra da Bodoquena
  • Balneário do Sol
  • Balneário Bosque das Águas
  • Balneário Municipal
  • Eco Park Porto da Ilha
  • Eco Serrana Park
  • Recanto das Águas
  • Cânion do Rio Salobra
  • Fazenda Ceita Corê
  • Buraco das Araras
  • Buraco do Macaco
  • Praia da Figueira
  • Projeto Jiboia
  • Biopark

Bonito é o principal destino turístico de Mato Grosso do Sul. A cidade é conhecida popularmente como Capital do Ecoturismo.

Está localizada na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, a 297 quilômetros de Campo Grande. Foi fundada em 2 de outubro de 1948 e completará 78 anos em 2026.

Corumbá

Prefeitura paga R$ 9,3 milhões para empresa pavimentar ruas com lajota

A empresa escolhida para realizar os serviços de pavimentação com blocos sextavados já realiza obras na cidade desde 2020 e possui um contrato em vigência

29/07/2026 10h45

Blocos de concreto sextavado custarão mais de 9,3 milhões para os cofres de Corumbá

Blocos de concreto sextavado custarão mais de 9,3 milhões para os cofres de Corumbá Reprodução

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A empresa que fará o serviço de pavimentação com blocos de concreto sextavado nas ruas e alamedas de Corumbá será a JFR Arquitetura Construções, que tem sede no próprio município. O comunicado foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (29). 

A empresa vencedora receberá o valor total de R$ 9.302.609,24 para realizar os serviços. De acordo com a Prefeitura, esta medida é para atender uma demanda contínua da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISP).

De acordo com o documento "memorial técnico descritivo", a pavimentação em lajotas sextavadas tem previsão de implantação nas seguintes ruas e alamedas:

Blocos de concreto sextavado custarão mais de 9,3 milhões para os cofres de Corumbá

Blocos de concreto sextavado custarão mais de 9,3 milhões para os cofres de Corumbá

A justificativa da Prefeitura de Corumbá para realizar a pavimentação com blocos de concreto sextavado é que esta implicará em benefícios como segurança, conforto, limpeza, minimização de poeira e, permitirá melhores condições de tráfego na via.

Contratos

Além deste novo contrato, a JFR Arquitetura Construções possui outro vínculo com a Prefeitura de Corumbá, o qual é referente a serviços de pavimentação com lajotas e paralelepípedos nas ruas do município. Em agosto de 2024, quando venceu a licitação, o valor era de R$ 2.068.688,21, e em menos de dois anos teve aditamentos na ordem de R$ 5.083.902,22. Este contrato foi renovado e tem vigência até o dia 1 de setembro de 2027.

Em um outro contrato, que se encerrou em abril deste ano, a empresa realizou obras de pavimentação com o mesmo material (sextavado) e fez o reaproveitamento de lajotas retiradas das ruas centrais do entorno do novo Pronto Socorro do município. O valor inicial da licitação foi de R$ 3.454.091,48 e teve acréscimo de R$ 624.508,25. Os serviços eram realizados desde o dia 18 de setembro de 2023.

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