Sábado, 10 de Dezembro de 2016

Saúde

Prefeitura retém verba do programa de combate ao HIV em Campo Grande

Comissão revela que Capital deixou de aplicar R$ 1.377.612,81

27 NOV 2016Por NATALIA YAHN07h:00

Mesmo com verba de pelo menos R$ 1,3 milhão em caixa para desenvolver e executar ações de educação e prevenção a “Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)”, o trabalho na área de diagnóstico, tratamento e assistência à pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV, sigla em inglês) ou Aids - como é chamado o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico - é precário em Campo Grande.

A prestação de contas financeiras e ações executadas do programa “Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) foi reprovada pelo Conselho Municipal de Saúde. Entre os problemas apontados no relatório do ano de 2015, a Comissão Intersetorial de IST/HIV/AIDS/ Hepatites Virais e outras doenças infecciosas aponta que a Prefeitura de Campo Grande deixou de aplicar R$ 1.377.612,81. 

O presidente do Conselho de Sáude, Sebastião Arinos Júnior, explica que a situação influencia diretamente em todas as ações educativas e de atendimento na área das IST. “Quando não é investido o recurso, os números aumentam. Se as ações de educação e prevensão deixam de ser realizadas há aumento no número de casos. Acredito que vamos observar isso a partir de agora e nos próximos anos”.

Além disso, o programa usou aproximadamente apenas 19,15% dos recursos disponibilizados para a área no ano passado. Para promoção e prevenção ainda há R$ 597,9 mil disponíveis. Na área de diagnóstico, tratamento e assistência a Sesau usou apenas R$ 72,1 mil, deixando de investir R$ 166,9 mil.
Relatório do Conselho concluiu que a Sesau “realizou ações isoladas e insatisfatórias para viabilizar o pleno funcionamento do program” e determinou que o saldo remanescente seja realocado dentro do mesmo, ou seja, o valor deverá ser  usado para as ações que não foram concretizadas ao longo do ano passado.

A Sesau, em nota, informou que “em relação à reprovação de contas, as divergências contábeis não são incomuns e os relatórios devem ser reapresentados. Detalhes sobre as contas ainda em aguardo de aprovação não são informados”. Já sobre as ações educativas a Secretaria disse que “haverá uma programação de DST/AIDS a ser realizada no dia 1º de dezembro”, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

*A reportagem completa está na edição de hoje do Correio do Estado.

 

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