Segunda, 20 de Novembro de 2017

tráfico fronteira

Polícia paraguaia prende 7 brasileiros
considerados chefes do tráfico

Na casa onde presos estavam, polícia apreendeu arsenal e drogas

10 NOV 2017Por LUANA RODRIGUES16h:43

Sete brasileiros, considerados poderosos traficantes de drogas na região de fronteira, foram presos em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A prisão foi durante operação realizada pela Polícia Nacional do país, nesta sexta-feira (10).

Hoje pela manhã, a informação era de que apenas dois brasileiros haviam sido presos, no entanto, no início da tarde, a polícia paraguaia confirmou que outros cinco homens foram detidos.

Os presos são o campo-grandense Kevin Alexandre de Oliveira Shimabukuro, 19 anos; o paulista Marcelo Ferrucci dos Santos, 42 anos; Dreissi Davanço Leal Pereira; Andreia Eleias de Sousa, ambas de 34 anos; além de França Le Sobares de Oliveira, Nelson Simões Gonçalves e Mateus Ferreira Feitosa, todos de nacionalidade brasileira.

Os sete detidos estavam num sobrado no cruzamento das Ruas de Guaviramí com Padre Hugo Irala Troche, em Pedro Juan Caballero.

No local, a polícia encontrou dois rifles de assalto - tipo M4, um rifle de ataque Ak47, uma espingarda, quatro armas da marca Canik, de origem turca, uma pistola PT 809 - marca Taurus, uma pistola 17 - marca Glock , além de carregadores de armas longas e curtas.

Além do arsenal, dois sacos contendo 52 tabletes de maconha também foram apreendidos.

A operação foi realizada pela Unidade Especial de Controle de Atendimento Mercantil Inteligente e Relacionados da polícia paraguaia, com apoio da Direção contra Fatos Econômicos e Financeiros Puníveis e Forças Especiais de Operações de Polícia.

DETIDOS

Marcelo era foragido do Brasil por tráfico de drogas. A Polícia Nacional do Paraguai suspeita que ele e Kevin estivessem ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que avança para assumir o controle da distribuição de armas e drogas na fronteira.

Por este motivo, a Polícia Federal será consultada sobre informações de ambos, com intuito de identificar outros comparsas que possam estar agindo em solo paraguaio. 

Não é descartado que o armamento fosse enviado para o Brasil para uso em roubos e controle de áreas do tráfico. A polícia paraguaia analisa expulsar os presos para o Brasil.

 

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