Cidades

ExpoFátima

Piloto faz manobras com helicóptero e assusta público

Para deixar locutor na arena do rodeio, piloto fez manobras que revoltaram público

NILCE LEMOS

10/07/2015 - 18h01
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O piloto do helicóptero que deixou o locutor do rodeio na arena da ExpoFátima, em Fátima do Sul, na noite desta quinta-feira (09), causou medo e revolta no público presente no evento e em moradores da região. Isso porque, ao deixar o locutor na arena, o piloto fez manobras perigosas próximo as arquibancadas.

O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (09), quando o locutor pousava de helicóptero dentro da arena onde aconteceu o rodeio da ExpoFátima. O evento é uma realização da Prefeitura em comemoração aos 52 anos da cidade.

As atrações foram contratadas para a festa, mas a ação do piloto causou revolta e medo, não só no público presente na arena, mas em moradores da região. Um vídeo (veja abaixo da reportagem) gravado pelo público mostra as manobras perigosas próximas das bancadas. 

Pilotos experientes dizem que o piloto que participou do evento poderia ter seu brevê (certificado) cassado devido as manobras perigosas.

De acordo com as Regras Gerais De Operação Para Aeronaves Civis da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), o manual de vôo que fala sobre vôos acrobáticos (91.303) diz: “Nenhuma pessoa pode operar uma aeronave em vôos acrobáticos: (a) sobre qualquer área densamente povoada de uma cidade, vila ou lugarejo; (b) sobre um conjunto de pessoas ao ar livre; (c) dentro dos limites laterais dos espaços aéreos Classe B, Classe C, Classe D ou Classe E designados para um aeródromo. (d) dentro de 4 milhas marítimas da linha central de uma aerovia federal; (e) abaixo de 1500 pés de altura; ou (e) quando a visibilidade em vôo for menor que 5 km. Para os propósitos desta seção, vôo acrobático significa qualquer manobra intencional envolvendo mudanças bruscas na atitude da aeronave ou atitudes e/ou acelerações não necessárias ao vôo normal”.

Nas redes sociais, moradores do município não falam de outra coisa. A atitude do piloto poderia ter colocado a vida do público e de moradores da região em risco. Isso porque próximo ao local do evento existem várias residências e sobrados, além de um kamikaze do antigo parque.

Procurados pela reportagem, nenhum representante da prefeitura de Fátima do Sul foi encontrado para falar sobre o caso.

ACIDENTE FATAL

Motociclista morre em acidente com ônibus no interior do Estado

Vítima tinha 22 anos e morreu no local, com o impacto e ferimentos do acidente; vídeo mostra piloto saltando da moto

03/08/2026 11h45

Reprodução

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Durante a manhã desta segunda-feira (3) um motociclista, de 22 anos, morreu em um acidente envolvendo um ônibus. O caso aconteceu na Avenida Paraná, em Paranaíba, no interior do Estado a 407 quilômetros de Campo Grande.

Por meio de um vídeo de câmera de segurança do local é possível ver o momento do acidente que matou Pablo Henrique Oliveira de Souza. Segundo informações do site Paranaíba News, a vítima realizava o trajeto para levar as chaves de um imóvel para o tio que estava na cidade.

Nas imagens é possível ver o ônibus passando por uma espécie de grade no chão para escoamento de água, e conforme manifestações de moradores nas redes sociais, a grade estaria solta e quando um veículo pesado passa de um lado a ponta solta levanta.

Pablo Henrique teria então passado no local quando à última roda do veículo também pressionava a grade. O jovem saltou da moto, caiu entre as rodas do ônibus e foi atropelado pelo veículo que não conseguiu evitar o acidente a tempo.

O ônibus seria um veículo escolar anteriormente, mas está sob uso de uma empresa privada. Equipes do Corpo de Bombeiro estiveram no local para procedimentos da ocorrência e com a perícia para confirmar a morte da vítima. O motorista do ônibus também permaneceu no local para prestar socorro e esclarecimento.

Confira vídeo do momento do acidente. As imagens possuem conteúdo sensível.

Operação Gutenberg

Justiça aceita denúncia e 17 viram réus por esquema de corrupção milionário em MS

Esquema prometia vagas no SUS em troca de contratos fraudulentos e organização criminosa teria recebido cerca de R$ 27 milhões dos cofres públicos

03/08/2026 11h02

Operação Gutenberg foi desencadeada no dia 7 de julho

Operação Gutenberg foi desencadeada no dia 7 de julho Foto: Paulo Ribas

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O Juízo da 2ª Vara Criminal de Campo Grande aceitou denúncia e empresários e servidores investigados na Operação Gutenberg, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), viraram réus por por envolvimento em esquema de corrupção milionária através de contratos fraudulentos de livros.

Segundo o Ministério Público Estadual, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 27 milhões por meio de contratos suspeitos com o poder público.

A decisão que tornou os investigados réus foi publicada no Diário Oficial da Justiça desta segunda-feira (3), mas o processo corre em sigilo.

"Ficam as partes intimadas da decisão de f. 2282-2288: (...) Diante do exposto, RECEBO a denúncia", consta a publicação.

Eles irão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva. 

Se tornaram réus:

  • Rossana Paroschi Jafar
  • Rhayane Souza Fanaia
  • Giovanni Paroschi Jafar
  • Olivia Paroschi Jafar
  • Felipe Paroschi Jafar
  • Heyder Bartz
  • Francisco Anizio dos Santos
  • Ed Carlo Brito Burgatt
  • Jéssyca Duarte Burgatt
  • Gabriel Taquino de Paula
  • Joatan Gomes Peixoto
  • Matheus Oliveira Peixoto
  • Valesca Thais Albuquerque Teixeira
  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior
  • Douglas Henrique Melo
  • Paulo Rogério de Melo
  • Inácio da Silva Espíndola

Esquema

Deflagrada em 7 de julho pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Operação Gutenberg desmantelou um esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, utilizava a estrutura da saúde pública para favorecer empresas privadas.

Conforme as investigações, vagas para consultas, exames, cirurgias e internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) eram direcionadas a municípios em troca da contratação da Editora Avante (Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços Editoriais Ltda.) e da Gráfica Alvorada para o fornecimento de livros paradidáticos, mediante contratação direta, sem licitação, em contratos fraudulentos.

O esquema era centralizado na Editora Avante e utilizava empresas de fachada para ocultar os verdadeiros beneficiários: a família Jafar, que já havia sido alvo da Operação Lama Asfáltica por práticas semelhantes envolvendo a Gráfica Alvorada.

O esquema teria sido articulado por empresários, agentes públicos e intermediários, com movimentação financeira superior a R$ 27 milhões, levando ao cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.

Conforme a denúncia, Rossana Paroschi Jafar atuava como a líder, coordenando a gestão e o destino do dinheiro. Rhayane Souza Fanaia figurava como proprietária laranja, sem qualquer autonomia financeira, servindo apenas para assinar documentos e realizar saques vultosos em espécie, que chegaram a 
R$ 9,2 milhões,para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Operadores estratégicos, como Heyder Bartz e Francisco Anízio dos Santos, gerenciavam a logística e os pagamentos, enquanto o advogado Gabriel Taquino atuava como o “vendedor” responsável por negociar as propinas com agentes públicos.

Os valores obtidos com as fraudes eram frequentemente pulverizados entre familiares para ocultar a origem ilícita. A filha de Ed Carlo, Jessyca Burgatt, recebeu mais de R$ 100 mil da Editora Avante sem qualquer justificativa de prestação de serviço, repassando parte dos valores via Pix para o pai. 

Outro envolvido citado nas negociações de propina é o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, que até a deflagração da operação era agente da Polícia Civil cedido à Assembleia Legislativa. Ele recebia fatias iguais às de Ed Carlo para facilitar a entrada do grupo em prefeituras como Rio Negro e Rochedo.

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. 

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam R$ 27 milhões, que eram divididos entre os integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

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