Cidades

INTERVENÇÃO MILITAR

Povo não quer intervenção real, mas sim valores, diz comandante do Exército

Para o general, brasileiros não querem de fato interferência, mas princípios

BÁRBARA CAVALCANTI e JONES MÁRIO

07/09/2017 - 16h40
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O Comandante do Exército, general José Luiz Dias Freitas, afirmou que o povo não quer os militares na administração do país, mesmo diante dos pedidos de intervenção militar. O desfile cívico-militar em comemoração aos 195 anos da Independência do Brasil foi marcado por protestos, inclusive pedidos de intervenção.

Em entrevista na manhã de hoje durante evento no centro de Campo Grande, general declarou que brasileiros pedem pela interferência pois forças armadas detêm militares de todas as camadas sociais, mas na verdade não querem, de fato, que governem o país.

“Nós praticamos valores que a sociedade se vê tão carente em determinados lugares, vêm as forças armadas como reserva desses valores, identificam as forças armadas como instituição que poderia mudar alguma coisa. Nós vemos o seguinte: querem alguém que pratique os valores que nós praticamos e por isso temos a aceitação de 83% da sociedade”, disse o comandante do Comando Militar do Oeste (CMO).

Freitas também comentou a importância da data, que para ele, não deve ser comemorada apenas pelos militares e sim por todos os cíveis. “Sete de Setembro não é uma data para ser comemorada apenas pelos militares e sim por todo cidadão de bem brasileiro que tem como meta praticar o civismo”, finalizou.

*Colaborou: Mariane Chianezi

Em Mato Grosso do Sul

Revendas boicotam consumidores e elevam preço da gasolina

Previsão era de queda de 19 centavos no etanol e 12 na gasolina, mas preço médio do combustível subiu nos postos

19/09/2026 12h00

Preços dos combustíveis sobem em MS

Preços dos combustíveis sobem em MS Gerson Oliveira

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A gasolina ficou mais cara nas bombas de Mato Grosso do Sul justamente no período em que o consumidor esperava sentir no bolso o efeito do anúncio de redução nos preços dos combustíveis. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o preço médio do litro da gasolina comum subiu nas últimas semanas de setembro, enquanto a previsão divulgada anteriormente apontava para uma redução de R$ 0,12 no litro.

Em Campo Grande, a alta também aparece nos números da ANP. O preço médio passou de R$ 6,25 para R$ 6,26 entre as semanas de 6 a 12 e de 13 a 19 de setembro. No mesmo período, a média estadual avançou de R$ 6,40 para R$ 6,42.

A alta ocorre após a expectativa de redução anunciada no início do mês. Conforme mostrou o Correio do Estado em reportagem publicada em 10 de setembro, a estimativa era de que a gasolina tivesse redução de R$ 0,12 por litro e o etanol hidratado, de R$ 0,19, após mudanças na tributação dos combustíveis.

Na prática, porém, os dados mais recentes da Agência não mostram queda no preço médio da gasolina. Pelo contrário, o combustível registrou aumento tanto em MS quanto na Capital.

Queda ainda não chega ao consumidor

A redução prevista veio após alteração na tributação federal sobre os combustíveis. A expectativa divulgada à época considerava o impacto da medida sobre a composição do preço final pago pelos consumidores.

O gerente-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazaroto, explicou ao Correio do Estado que a redução estimada para a gasolina chegaria a R$ 0,12 por litro, considerando também a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina.

A previsão, no entanto, não se refletiu na pesquisa mais recente da ANP. Entre uma semana e outra, a gasolina subiu R$ 0,02 na média estadual e R$ 0,01 em Campo Grande.

O levantamento da agência mostra ainda que o preço praticado nos postos da Capital variou significativamente. Na semana de 13 a 19 de setembro, o litro mais barato encontrado pela ANP custava R$ 6,09, enquanto o mais caro chegou a R$ 6,45.

O etanol hidratado, que tinha previsão de queda ainda maior, também não apresentou redução expressiva em Mato Grosso do Sul. A média estadual permaneceu em R$ 3,89 por litro entre as duas semanas analisadas pela ANP.

Já em Campo Grande, houve uma pequena redução, de R$ 3,82 para R$ 3,81.

O cenário deixa o consumidor diante de uma diferença entre o preço que se esperava encontrar após o anúncio de redução e o valor efetivamente registrado nas bombas. Enquanto a previsão apontava para uma queda de R$ 0,12 na gasolina, a média estadual avançou R$ 0,02 no período analisado.

Preço nas bombas

A ANP realiza levantamentos semanais dos preços dos combustíveis comercializados no país. Os valores representam as médias encontradas nos estabelecimentos pesquisados durante cada período e permitem acompanhar a evolução do preço pago diretamente pelo consumidor.

Em MS, a gasolina comum passou de R$ 6,40 para R$ 6,42 entre as duas últimas semanas analisadas. Em Campo Grande, foi de R$ 6,25 para R$ 6,26.

 

CAMPO GRANDE

Obra para fechar 'crateras' em ciclovia deve começar na segunda-feira

Neste momento, equipe de engenharia realiza a drenagem para então começar os reparos no trecho, que fica na Avenida Wilson Paes de Barros

19/09/2026 11h45

Cratera ocupa quase metade da largura da ciclovia na Avenida Wilson Paes de Barros

Cratera ocupa quase metade da largura da ciclovia na Avenida Wilson Paes de Barros Foto: Arquivo/Correio do Estado

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As duas “crateras” localizadas na ciclovia da Avenida Wilson Paes de Barros, no Bairro Santa Emília, em Campo Grande, devem começar a ser fechadas a partir da próxima segunda-feira (21).

Conforme apuração da reportagem, que esteve no local, máquinas da empreiteira Equipe Engenharia, responsável pela manutenção da ciclovia, já estão alocadas no trecho para começar o reparo. Ao todo, são dois buracos enormes que estão abertos na ciclovia e atrapalham o fluxo dos ciclistas.

Em conversa com um funcionário da empresa, ele revelou que três processos de drenagem já foram feitos, com buracos profundos que enchem de pedras para desviar a água - justamente para baixar o lençol freático que passa por debaixo do asfalto. Portanto, a partir disso, os reparos já podem ser realizados e devem começar dentro de 48 horas.

Cratera ocupa quase metade da largura da ciclovia na Avenida Wilson Paes de BarrosMáquinas da empresa Equipe Engenharia estão no local para começar os reparos - Foto: Arquivo/Correio do Estado

Ainda, entre as duas crateras, é possível visualizar que um outro buraco já foi fechado anteriormente, tanto que o asfalto que encobre esse trecho é diferente do restante da ciclovia.

No final de julho, o Correio do Estado já havia reportado que uma das crateras foi reaberta pela segunda vez em menos de um ano e meio. Em abril de 2025, o asfalto cedeu, abriu-se um buraco gigantesco e a ciclovia teve que ser interditada. Meses depois, foi fechada e reparada pelas equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Porém, em junho de 2026, a cratera abriu de novo, dessa vez, com aproximadamente três metros de profundidade e quatro metros de largura. Desde então, o local está interditado novamente e ciclistas precisam desviar da ciclovia para não cair no buraco.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber mais detalhes do reparo. Porém, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

No início do ano passado, o Correio do Estado relatou outros problemas que envolvem a Avenida Wilson Paes de Barros, como a falta de iluminação, que faz com que ciclistas pedalem no escuro e motoristas precisem ligar o farol para enxergar o trânsito.

Ciclovias problemáticas

Dados divulgados pela Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) apontam que existem 109,7 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas/calçadas compartilhadas, em 79 bairros, espalhados pelas sete regiões da Capital.

Dos 109,7 quilômetros, 3.036 metros são de calçada compartilhada, 17.516 metros são de ciclofaixa e 89.205 metros são de ciclovias. Em linha reta, a distância representa uma pedalada entre Campo Grande e Nova Alvorada do Sul, cidades que ficam a 113 quilômetros uma da outra.

Mas, as vias deixam a desejar e precisam de reparos em alguns pontos. Os principais problemas são falta de iluminação, falta de sinalização, falta de pintura, desnivelamento de asfalto, buracos e matagal. 

Corretor imobiliário e ciclista, Lomanto Álvaro, disse que as ciclovias de Campo Grande são perigosas para ciclistas.

"Muitas pistas estão danificadas e para nós de bike, isso se torna muito perigoso, porque o impacto no guidão é muito grande. Mato invade a ciclovia e atrapalha muito também. A empreiteira que fez as ciclovias deixaram a pista com muito buraco, apesar de pista ser nova", contou.

Dona de casa e ciclista, Andressa Rodrigues, afirmou que já até acostumou a pedalar no escuro em Campo Grande.

"Problemas de matagal e iluminação precária está mesmo em todo lugar da pista da ciclovia isso podemos reclamar com indignação", disse.

Andressa ainda ressaltou pontos positivos relacionados a malha cicloviária campo-grandense.

"O ponto de vista positivo é a extensão da pista da ciclovia que já está interligando bairros que não tínhamos tanto acesso em curto tempo. A ciclovia de CG percebemos que as pessoas estão mais interessadas na atividade física, utilizam bicicleta e patinete elétrico até mesmo em uma ida ao trabalho acreditando ganhar tempo e segurança para o destino", contou.

Na época, em resposta aos problemas estruturais apresentados pela reportagem, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) afirmou que estuda ampliar faixas de ciclovia para maior segurança dos ciclistas.

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