Cidades

DESCASO

Moradores do Jardim Carioca queixam-se de abandono

População do bairro reclama de projetos para asfaltamento da região

DA REDAÇÃO

19/11/2014 - 08h00
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Moradores do Bairro Jardim Carioca, região oeste de Campo Grande, vivem uma situação de risco diário, há pelo menos uma década, ao terem de transitar por uma ponte improvisada de madeira, na Rua Silva Ayala Silveira, que dá acesso ao Bairro Indubrasil. A maioria dos moradores da região trabalha no bairro vizinho e a “pinguela” é o único acesso rápido, caso contrário, o trajeto para este percurso é muito longo. Segundo a presidente da Associação dos Moradores do bairro, Miriam de Souza Rolon, 57 anos, há um projeto com o intuito de abrir a Avenida Sete, principal do bairro, e criar uma ponte fixa, mas até agora nada foi feito. 

Com a construção desta ponte, será possível a passagem de veículos de quatro rodas, já que na improvisada, construída pelos próprios moradores, só é possível passar de moto, bicicleta ou a pé. O local é rodeado de mato e sem nenhuma residência em volta, o que aumenta as chances de assaltos e outros tipos de crimes. No bairro, também há problemas de falta de asfalto e muito lixo jogado pelas ruas. 

A reportagem, de Mariana Anjos, está na edição de hoje do Correio do Estado

DEMISSÃO

Detran-MS demite servidora que participava de fraude na transferência de caminhões

Elena Rodrigues Alarcon é acusada de receber propina para inserir dados falsos no sistema da autarquia e realizar transferências irregulares de veículos

15/05/2026 10h20

Operação

Operação "Gravame", em junho de 2023, apurava os crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas de informação do Detran-MS Divulgação: Polícia Civil

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O Departamento Estadual de Trânsito do Mato Grosso do Sul (Detran-MS) demitiu Elena Rodrigues Alarcon, que ocupava o cargo de assistente de vistoria e identificação veicular na Agência de Trânsito de Bela Vista. A demissão foi oficializada no Diário Oficial do Governo do Estado, desta sexta-feira (15).

O diretor presidente do Detran-MS, Rudel Espíndola, acolheu o relatório final da comissão do processo administrativo disciplinar, que analisou o caso de Elena Rodrigues, além de também usar como base para o desligamento a decisão da reunião ordinária do Conselho de Administração da autaraquia.

De acordo com a publicação no Diário Oficial, Elena Rodrigues se aproveitou do cargo público para tirar proveito pessoal. Além disso, descumpriu outra norma, que trata sobre a proibição do servidor receber propinas, comissões ou vantagens de qualquer espécie, em razão de suas atribuições.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou Elena Rodrigues, Alexandro Guerreiro Ribeiro, Arlete Aparecida De Jesus e Jose Carlos Batista De Abreu em uma ação penal por inserir dados falsos no sistema do Detran-MS. Segundo o órgão ministerial, a servidora alterou, pelo menos, 184 processos de transferência de veículos.

Em junho de 2023, a servidora esteve entre os alvos da operação “Gravame”, deflagrada pela Polícia Civil. A investigação apurava crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas de informação do DETRAN-MS .

Conforme as investigações, Elena era suspeita de receber propina para a realização de transferências irregulares de veículos. Os automóveis e caminhões, que vinham de outros estados, eram encaminhados para transferência de UF ou de propriedade na Agência de Trânsito de Bela Vista, e, em seguida, com a participação da servidora, tinham os cadastros alterados, mesmo sem nunca terem circulado e nem terem sido apresentados para vistoria.

Além disso, Elena participou de outro esquema irregular, a qual tratava-se da transferência de carretas para a inclusão fraudulenta do 4º eixo nas especificações do veículo, trâmite que, normalmente, depende até mesmo de um engenheiro e de aprovação pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

Durante oito meses, a servidora movimentou mais de R$200 mil e recebeu pouco mais de R$30 mil como remuneração no mesmo período.

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Contratos Milionários

Setor privado fatura R$ 230 milhões para dar cursos em escolas públicas

A proposta do Governo é oferecer cursos profissionalizantes à alunos da Rede Estadual de Ensino

15/05/2026 10h15

Ao todo oito empresas foram contratadas para aplicarem cursos profissionalizantes em escolas estaduais

Ao todo oito empresas foram contratadas para aplicarem cursos profissionalizantes em escolas estaduais Fotos: Bruno Rezende/Governo do Estado

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Por meio do Diário Oficial, foi anunciado na manhã desta sexta-feira (15) a oficialização de mais quatro contratos com empresas privadas, para a realização de cursos profissionalizantes na Rede Estadual de Ensino. A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Estadual de Educação (SED) com o Governo do Estado.

As empresas recém anunciadas, completam o grupo de oito instituições que começaram a ser anunciadas na última sexta-feira (8). Os contratos firmados chegam na casa dos R$ 230 milhões. 

Os novos contratos somam R$ 120 milhões, as empresas anunciadas foram Instituto de Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento Educacional - Inovativa, que recebeu R$ 60.935.490,00. 

O Instituto Sul-mato-grossense de Ensino Superior LTDA, popularmente conhecido como Insted, que atua também no ramo do ensino superior, irá faturar R$ 22.158.360,00.

A empresa Frime Faculdade Prime LTDA, atua na capital desde de 2020 e oferece educação de excelência com tecnologia avançada e metodologias inovadoras para formar os profissionais do futuro. E receberá no contrato R$ 36.315.090,00.

Por fim, para completar o grupo de oito empresas Unifran Educacional LTDA, conhecida como Faculdade da Fronteira Oeste, tem sede em Dourados e atua na modalidade presencial e EaD (Ensino a Distância), ganhará no contrato R$ 1.846.530,00.

Elas se juntam à outras quatro empresas como a  FACINTEC - Instituto de Educação Técnica e Ensino Superior Ltda, a Central de Compras; Centro Educacional Diofanto LTDA, a Gradual Estudo e Gestão LTDA e a Unigran Educacional. 

Juntas essa oito instituições serão responsáveis por aplicarem cursos profissionalizantes em escolas da rede estadual, para possibilitar que o estudantes tenham mais oportunidades no mercado de trabalho. 

O tempo contrato inicial de todas as empresas é 36 meses (3 anos), tendo início em 2026 e indo até o ano de 2028, podendo ser estendido por até 10 anos.

O PROJETO 

O projeto proposto pela SED é o Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional), que foi criado com o objetivo de estruturar aulas contínuas na formação profissional e tecnológica em toda rede estadual. 

Os cursos acontecerão dentro da própria unidade escolar e contará com estrutura profissional e materiais didáticos fornecidos pela Instituição contratada.

Ao concluir o curso técnico, o estudante receberá um diploma com formação em técnico e também terá acesso de forma gratuita ao Ensino Superior para cursar uma Formação Tecnológica correspondente ao itinerário.

Ainda de acordo com o projeto, a iniciativa busca atender mais de 12 mil estudantes de 1º ano do Ensino Médio pelo Provert, matriculados em 177 unidades escolares localizadas em 64 municípios.

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