Cidades

Leonid El Kadri

Líder de grupo terrorista, campo-grandense queria montar base na fronteira

Preso na Operação Hashtag, ele planejou ações entre comparsas

ALINY MARY DIAS

15/08/2016 - 08h46
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Preso no dia 24 de julho, uma semana depois do início da Operação Hashtag, da Polícia Federal, o campo-grandense Leonid El Kadre de Melo foi o responsável por planejar ações terroristas que poderiam ser executadas no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro durante as Olimpíadas. Em e-mail enviado por ele a outros comparsas, consta que na fronteira do Brasil com a Bolívia poderia ser instalado um centro de treinamento terrorista.

A mensagem enviada por Leonid, que estava morando no interior do Mato Grosso, para 10 pessoas foi identificada pela Polícia Federal em fevereiro e desde então os envolvidos eram monitorados.

O programa Fantástico, da Rede Globo, teve acesso ao e-mail, divulgado ontem. De acordo com a mensagem, Leonid saudava os comparsas em “nome de Allah” e afirmava que um grupo deveria ser formado com as intenções de “nos preparar física, intelectual e espiritualmente para o combate. Treinaremos artes marciais e manuseio de armas de pequeno e médio porte, assim como artilharia pesada, formando assim combatentes preparados”.

Para que os envolvidos pudessem ser treinados e toda estrutura montada, Leonid dizia que roubos seriam feitos para arrecadar fundos, nesse caso, segundo ele, o crime era um meio “legal de financiar a causa de Allah”.

O campo-grandense afirma ainda que os treinamentos para as ações terroristas seriam feitos em um sítio na fronteira do Brasil com a Bolívia. “Onde teremos suporte para os treinamentos e compra de equipamentos. Conheço as estradas e onde podemos conseguir o que desejamos”.

Na mensagem, no entanto, Leonid não deixa claro se a base seria montada em Mato Grosso do Sul ou Mato Grosso, onde ele residia atualmente.

À Rede Globo, a advogada do campo-grandense, que também é mãe dele, Zaine El Kadre, disse que o e-mail é falso e foi idealizado por terceiros.

OPERAÇÃO

Mensagens de apoio aos últimos atentados do Estado Islâmico e tentativa de compra de armas entre brasileiros foram interceptadas, em redes sociais como Telegram e WhatsApp, pela Divisão de Antiterrorismo da Polícia Federal. O procedimento foi autorizado pela Justiça com base na Lei Antiterrorismo sancionada, em março, pela presidente afastada Dilma Rousseff.

Segundo o Ministério da Justiça, alguns dos investigados na operação chegaram a fazer juramento virtual ao grupo terrorista, mas não tiveram contato com membros do Estado Islâmico. As autoridades brasileiras classificam o grupo como “célula absolutamente amadora”.

No começo do mês passado, 10 suspeitos foram presos pela PF em 10 estados do país. No dia 22, o 11º suspeito foi pego. Todos foram trazidos para o presídio federal de Campo Grande. 

Campo Grande

Câmara aprova projeto de lei que garante transmissão gratuita de jogos do Brasil na Copa do Mundo

Proposta cria o programa "Cidade da Copa", com eventos culturais e incentivo à economia local em espaços públicos

07/04/2026 16h15

Foto: Câmara Municipal de Campo Grande

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A Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que garante a transmissão gratuita dos jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo em espaços públicos de Campo Grande.

A proposta cria o programa “Cidade da Copa”, que também prevê a realização de eventos culturais, artísticos e gastronômicos durante o período.

Pelo texto, os locais de exibição serão definidos pelo Poder Executivo, que também ficará responsável por coordenar e operacionalizar o programa por meio de órgãos da administração direta e indireta.

Além da transmissão dos jogos, o projeto estabelece diretrizes para a realização dos eventos. Entre elas, estão a garantia de igualdade de condições e transparência nos processos seletivos para participação, além da priorização de microempreendedores individuais, pequenos comerciantes, artesãos e produtores culturais locais. A proposta também incentiva práticas sustentáveis, com uso de materiais de baixo impacto ambiental.

A organização dos eventos deverá incluir ainda planejamento específico, como plano de gestão de resíduos sólidos e limpeza urbana, além de estratégias de mobilidade e trânsito no entorno dos locais onde ocorrerão as atividades.

Autor do projeto, o vereador Beto Avelar (PP) defende que a iniciativa vai além do esporte. Segundo ele, o “Cidade da Copa” pretende criar ambientes públicos organizados, acessíveis e seguros, permitindo que a população acompanhe os jogos enquanto participa de atividades que valorizem a cultura local.

A proposta também aposta no impacto econômico positivo, com estímulo ao comércio, geração de emprego e renda, além de potencial fortalecimento do turismo na capital durante o período do mundial. Projeto agora segue para sanção do Executivo. 

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9º do ano

DEAM confirma que morte de subtenente foi feminicídio

O caso está sendo investigado pela 1ª DEAM; amigos lamentaram a morte da vítima nas redes sociais

07/04/2026 16h00

Marlene é a 9ª vítima de feminicídio em MS no ano de 2026

Marlene é a 9ª vítima de feminicídio em MS no ano de 2026 Reprodução Redes Sociais

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A 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) confirmou que a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues foi crime de feminicídio. 

Em entrevista coletiva, a delegada responsável, Analu Lacerda Ferraz, afirmou que a primeira versão contada pelo namorado da vítima, Gilberto Jarson, que a mulher teria cometido suicídio, foi descartada rapidamente. 

“O crime não vai ser registrado como suicídio, a perícia no local sanou algumas dúvidas nossa junto com o pessoal que chegou na casa no momento da abordagem. Ele foi preso, encaminhado à DEAM em flagrante como feminicídio”. 

Marlene tinha 59 anos e foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço. O namorado da vítima, de 50 anos, estava com a arma na mão. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. 

Vizinhos relataram que Gilberto saiu para buscar Marlene no trabalho no fim da manhã. Ao retornarem, por volta das 11h30, foi ouvido um disparo. O vizinho do casal, que também é policial, pulou o muro da casa e viu a cena. 

O namorado afirmou que Marlene havia cometido suicídio, relato que apresentou contradições quando contado à polícia. Gilberto foi preso em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado pela 1ª DEAM e maiores informações serão divulgadas quando o inquérito policial for concluído.

Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar, e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado. 

Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte de Marlene, ressaltando a alegria da mulher e “o jeito sub Marlene de ser”. 

“Todos a respeitavam e admiravam, não havia um inimigo contra ela, somente o crime, ah sim ela odiava o crime mas não o criminoso, de tão grande coração foi vítima dele .
Eu fui amada por ela e amei também.”

Em outra postagem, uma amiga de Marlene afirmou que a subtenente sofria de depressão e por isso não conseguia enxergar o perigo que morava com ela. 

“Ela dedicou sua vida à luta por pessoas que sofriam do mesmo mal que ela ,sempre conseguiu esconder por trás de um sorriso...a depressão. Essa maldita doença,fez com que ela ficasse tão vulnerável que não conseguiu ver o perigo que vivia ao seu lado”. 

Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul lamentou a morte da subtenente e prestou solidariedade à família. Leia abaixo na íntegra:

Com profundo pesar, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul lamenta o falecimento da Subtenente PM Marlene de Brito Rodrigues.
Pioneira como policial feminina na então Polícia Florestal, hoje Polícia Militar Ambiental, Subtenente Marlene construiu uma trajetória marcada pela dedicação, coragem e amor à missão. Entre seus pares, será sempre lembrada como uma pessoa amável, respeitada e querida.
Sua memória será preservada não apenas pela profissional que foi, mas, sobretudo, pelo ser humano extraordinário, deixando valores e afeto que permanecerão vivos entre todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.
Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares e amigos, rogando a Deus que conforte seus corações.

O velório de Marlene está marcado para esta terça-feira (7), às 17h30, no Cemitério Memorial Park, no bairro Universitário.

Com a confirmação, a subtenente se torna a 9ª vítima de crime contra a mulher em Mato Grosso do Sul em 2026 e o 1ª caso em Campo Grande no ano. 

Feminicídios em 2026

primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

 

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