Cidades

BALEADO

Em protesto por índio baleado, grupo tenta invadir delegacia e presos são transferidos

Crime ocorreu na noite de ontem, e situação é tensa em município

ALINY MARY DIAS

30/05/2015 - 11h25
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Confusão entre um indígena da Aldeia Cachoeirinha, localizada em Miranda, distante 203 quilômetros da Capital, e dois proprietários ruais, na tarde de ontem (29), terminou com índio baleado e protesto de indígenas, no centro de Miranda.

De acordo com o líder Paulino Terena, o indígena Jolinel Leoncio, de 29 anos, foi ferido a tiros em uma região de fazendas conhecida como Charqueado.

Segundo o registro da ocorrência, os suspeitos estavam em uma caminhonete. Buscas foram feitas na cidade e José do Amaral Gois, de 48 anos, e João Carlos do Amaral Gois, de 47 anos, foram presos pela Polícia Militar.

O indígena precisou ser socorrido por outros índios até a unidade de saúde de Miranda, mas em razão da gravidade dos ferimentos, foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande. Ele passa bem e não corre risco de morrer.

Diante da situação, cerca de 250 indígenas das aldeias Cachoeirinha e Moreira fazem protesto desde a noite de ontem. Ontem à noite, segundo a Polícia Civil, índios tentaram invadir a delegacia e os presos precisaram ser transferidos para a delegacia de Aquidauana.

Segundo Paulino, os índios estão revoltados com a insegurança na região, principalmente nas áreas de ocupação e retomada. "Estamos fazendo rezas, cânticos e reunindo as lideranças em protesto a essa situação", disse o líder.

TRÁFICO DE DROGAS

Operação da Polícia Federal desarticula facção criminosa em 3 cidades de MS

Ação cumpre 41 ordens judiciais em quatro estados contra organização criminosa baseada em Ponta Porã

19/05/2026 07h55

A ofensiva da PF teve como ponto de partida a apreensão de 551,9 kg de cocaína em dezembro de 2024, na cidade de Ponta Porã

A ofensiva da PF teve como ponto de partida a apreensão de 551,9 kg de cocaína em dezembro de 2024, na cidade de Ponta Porã Divulgação: Polícia Federal

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Na manhã desta terça-feira (19), a Polícia Federal deflagrou a Operação Lucis para desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas, lavagem de capitais e delitos correlatos.

Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, valores e imóveis em desfavor de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Em Mato Grosso do Sul, as ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Ponta Porã, Dourados e Campo Grande, além de outras cidades em três estados: São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Peixoto de Azevedo (MT) e Porto Seguro (BA).

A operação conta com a participação de policiais federais lotados nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Bahia, além do apoio do TOR/MS e do BOPE/MT.

A investigação teve início a partir da apreensão de 551,9 kg de cocaína, realizada no dia 19 dezembro de 2024 pelo Tático Ostensivo Rodoviário da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (TOR/MS), na MS-164, em Ponta Porã. A droga foi encontrada em um depósito após uma denúncia anônima. O valor estimado dos entorpecentes apreendidos é de R$ 41.392.500,00.

A ofensiva da PF teve como ponto de partida a apreensão de 551,9 kg de cocaína em dezembro de 2024, na cidade de Ponta Porã

A equipe do TOR recebeu informações sobre um veículo Citroen/C3 que estaria transportando drogas. No local indicado, os policiais avistaram o carro e avistaram um casal de passageiros fugir para o interior de um depósito. O motorista do veículo tentou escapar em direção ao Paraguai, mas não conseguiu.

Um homem, de 39 anos, e uma mulher, de 29, ambos de Avaré (SP), foram detidos e informaram que haviam sido contratados para embalar e transportar a droga, mas não sabiam o destino final.

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Levantamento

Segurança pública: apenas 32% se sentem seguros na cidade onde vivem

Pesquisa aponta ainda que 82% apoiam câmeras corporais em policiais

18/05/2026 23h00

Divulgação / PMMS

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Pesquisa do Instituto Sou da Paz sobre segurança pública mostra que a maioria da população brasileira defende propostas que priorizam eficiência, prevenção, uso de tecnologia e respeito à lei. O estudo mostra ainda que os a maior parte dos entrevistados não se sente segura na cidade onde, especialmente as mulheres. 

A pesquisa revela, por exemplo, que a frase “bandido bom é bandido morto” não encontra adesão ampla na sociedade – apenas 20% concordam com ela. No entanto, 73% acreditam que os criminosos devem ser julgados e presos pelos seus crimes.

“A sociedade brasileira está cansada de promessas antiquadas e deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia das pessoas. Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia, por isso apoia novas ideias sobre a segurança pública”, destacou a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo.

Realizado pela Oma Pesquisa, o estudo divulgado nesta segunda-feira (18) foi realizado de novembro a dezembro de 2025, com abrangência nacional e contou com 1.115 entrevistas presenciais, pessoais e domiciliares. 

De acordo com o estudo, a maior parte da população (55%) acredita que o país precisa aplicar as leis já existentes a todos os criminosos, enquanto apenas uma parcela (39%) acredita na necessidade do aumento das penas. 

A pesquisa revela também que 77% da população entendem que armas legalmente compradas também podem ser utilizadas em atos violentos quando são roubadas; e 73% afirmam que ter mais armas em circulação gera mais violência. 

Sobre atuação policial, 82% são favoráveis ao uso de câmeras corporais como tecnologias protetivas e 65% acreditam que é preciso uma polícia melhor e mais preparada.

Mulheres
A pesquisa demonstra ainda que apenas 32% das pessoas se sentem seguras na cidade onde moram, índice que cai para 26% entre as mulheres. O levantamento mostra também que 83% das pessoas identificaram a violência contra a mulher presente em suas cidades.

Para transformar a segurança pública nos próximos anos, o Instituto Sou da Paz recomenda cinco prioridades: proteger meninas e mulheres, fortalecer polícias mais preparadas e valorizadas, enfrentar o crime organizado, reduzir roubos e retirar armas ilegais de circulação.

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