Cidades

R$ 3,4 milhões

Governo prorroga novamente contrato milionário com engenheiro do Aquário

Ruy Ohtake já recebeu R$ 3,4 mi pelo projeto e agora contrato só vencerá em 6 meses

ALINY MARY DIAS

02/07/2015 - 09h25
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Diante da inexistência de prazo previsto para conclusão da obra do Aquário do Pantanal, o Governo do Estado prorrogou por mais 199 dias o contrato milionário firmado entre o poder público e o arquiteto responsável pelo projeto, Ruy Ohtake.

Na edição desta quinta-feira (2) do Diário Oficial do Estado (DOE), o titular da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Marcelo Miglioli, autorizou a prorrogação do contrato de R$ 3,4 milhões por mais 199 dias, agora, o contrato só expira daqui a 6 meses.

Firmado em abril do ano passado, o contrato com valor inicial de R$ 2,7 milhões com a empresa do arquiteto que projetou o Aquário do Pantanal tinha prazo de 270 dias para ser finalizado.

No entanto, no “apagar das luzes” da gestão de André Puccinelli (PMDB), o contrato foi prorrogado e aditivado. No dia 26 de dezembro, o aumento de mais de R$ 686 mil e prorrogação de 180 dias foram autorizados.

Sendo assim, o contrato que deveria ser executado em cerca de 9 meses só deve ser encerrado mais de 1 ano e meio depois.

AQUÁRIO

A obra emblemática da gestão de Puccinelli deveria ser inaugurada em novembro do ano passado e agora não há prazo para conclusão. O custo da obra, estima-se, passa dos R$ 300 milhões. Inicialmente, o Governo pretendia gastar R$ 87 milhões na obra.

Desde o fim do ano passado, milhares de peixes estão em quarentena em tanques improvisados na sede da Polícia Militar Ambiental. Nesta semana, a empresa que cuidava dos animais afirmou que milhares morreram em razão das mudanças climáticas.

Agora, o Imasul é responsável pelos animais e o contrato com a Anambi Análise Ambiental, no valor de R$ 5,3 milhões, foi rescindido. 

Trânsito

Oito trechos de ruas ficam interditados neste sábado em Campo Grande

Bloqueios ocorrem em quatro regiões da Capital, em horários diferentes, por causa de eventos religiosos, culturais e sociais

31/10/2026 09h57

Agente de trânsito da Agetran pelas ruas de Campo Grande

Agente de trânsito da Agetran pelas ruas de Campo Grande Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Motoristas devem ficar atentos às mudanças no trânsito em Campo Grande neste sábado (31). Oito trechos de ruas terão interdições temporárias em diferentes regiões da cidade para a realização de eventos religiosos, culturais e sociais, além de uma campanha humanitária.

De acordo com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), os bloqueios ocorrerão nas regiões do Prosa, Bandeira, Lagoa e Anhanduizinho, com horários que variam entre a manhã e a noite.

Na região do Prosa, a Rua Marquês de Herval terá interdição parcial entre as ruas Olímpio Klafke e João Gutierrez do Prado, das 6h40 às 7h e das 21h30 às 22h. O bloqueio será necessário para a realização de um evento religioso. Como alternativa, os condutores poderão utilizar as ruas Olímpio Klafke e João Gutierrez do Prado.

A área do Bandeira, três vias terão alterações. A Rua Josué Pereira Ferreira, entre as ruas Vera Cruz e Rio Bonito, ficará interditada das 12h às 22h para um evento cultural. Já a Rua Georgina Pereira Barbosa, entre as ruas Joaquim Barbosa de Almeida e Deocleciano Dias Bagagem, terá bloqueio das 13h às 17h, em razão de um evento social.

Também no Bandeira, a Rua Jacarandatá, entre as ruas Jacareúba e Rubiáceas, ficará interditada das 13h às 19h para a realização de uma campanha humanitária.

Do  outro loado no perímetro do Lagoa, as interdições ocorrerão das 12h às 20h em dois pontos. Um deles será na Rua Conceição Prata Madeira, entre as ruas Mário Madeira e Joleine Alves Brito. O outro ficará na Rua Jeromyta Maria de Souza, entre as ruas Cachoeira do Campo e Diógenes Inácio de Souza. Ambos os bloqueios estão relacionados a eventos sociais.

Já na região do Anhanduizinho, duas ruas terão interdições para eventos religiosos. A Rua Areia Branca, na altura do número 296, entre as ruas Damianópolis e Poços de Caldas, ficará bloqueada das 17h às 23h. Na Rua Jaciro de Souza e Silva, na altura do número 1, entre as avenidas Presidente Ernesto Geisel e Europa, a interdição será das 18h às 22h.

A Agetran orienta os motoristas a planejar os deslocamentos com antecedência, respeitar a sinalização e buscar caminhos alternativos durante os períodos de bloqueio.

Locais e horários das interdições

  • Prosa: Rua Marquês de Herval, entre as ruas Olímpio Klafke e João Gutierrez do Prado — das 6h40 às 7h e das 21h30 às 22h.
  • Bandeira: Rua Josué Pereira Ferreira, entre Vera Cruz e Rio Bonito — das 12h às 22h.
  • Bandeira: Rua Georgina Pereira Barbosa, entre Joaquim Barbosa de Almeida e Deocleciano Dias Bagagem — das 13h às 17h.
  • Bandeira: Rua Jacarandatá, entre Jacareúba e Rubiáceas — das 13h às 19h.
  • Lagoa: Rua Conceição Prata Madeira, entre Mário Madeira e Joleine Alves Brito — das 12h às 20h.
  • Lagoa: Rua Jeromyta Maria de Souza, entre Cachoeira do Campo e Diógenes Inácio de Souza — das 12h às 20h.
  • Anhanduizinho: Rua Areia Branca, nº 296, entre Damianópolis e Poços de Caldas — das 17h às 23h.
  • Anhanduizinho: Rua Jaciro de Souza e Silva, nº 1, entre as avenidas Presidente Ernesto Geisel e Europa — das 18h às 22h.

campo grande

Famílias reclamam de abandono em cemitérios perto do Dia de Finados

Falta de segurança e mato alto são as principais reclamações de quem tem familiares enterrados em jazigos públicos

31/10/2026 09h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Os cemitérios públicos de Campo Grande estão abandonados, é o que dizem os familiares dos que estão enterrados em jazigos administrados pelo município. A falta de segurança e o mato alto são as principais reclamações nos três cemitérios da Capital, o Santo Antônio, o Santo Amaro e o São Sebastião, mais conhecido como Cruzeiro.

A reportagem esteve na tarde de sexta-feira nos três cemitérios da Capital e o que foi possível perceber é que, apesar de uma “maquiada” com a pintura geral e a recomposição de muros, alguns locais ainda estavam com mato alto. Além disso, várias famílias relataram que tiveram itens roubados.

Túmulos depredados e sujeira fazem famílias reclamarem da situação dos cemitérios públicos - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

A aposentada Elizabete Siqueira, de 56 anos, que tem familiares enterrados no Cemitério Santo Amaro, contou que há 26 anos vai com frequência ao local e que este é o ano em que encontrou mais sujeira e insegurança.

“Como sempre, o cemitério está abandonado, lá na parte infantil, toda vez que a gente vem tem que capinar. É triste ver esse desleixo do poder público”, afirmou.

“Esse ano está tão desleixado, que nem isso [maquiagem] fizeram, porque geralmente em outubro já começavam a dar aquela organizada, limpada, agora não, porque segunda já é [Dia de] Finados e não foi feito nada, não foi limpo. Na entrada ainda está bonito, mas lá no fundo, onde estão [enterradas] a minha sogra e a minha filha está puro mato. A gente trouxe até enxada. Eu venho há 26 anos, e esse é o pior ano, porque geralmente nessa data estava melhor, agora nem isso”, completou a aposentada, que afirmou ter vários familiares enterrados no local.

O abandono também é uma reclamação no Cemitério Santo Antônio. A professora Ynaê Silveira, de 25 anos, afirmou que todo ano tem o hábito de visitar o túmulo de sua mãe, que está enterrada no local, principalmente nessas datas. Porém, neste ano não gostou do que encontrou.

“Tudo muito desleixado, muita sujeira e coisas quebradas. Acredito que a cidade como um todo está abandonada, o cemitério é só mais um lugar”, declarou.

No Cruzeiro, além da sujeira, as pessoas afirmaram que a insegurança aumentou. A aposentada Floripes Fernandes Evangelista, de 69 anos, tem cinco familiares enterrados no local e contou que uma das capelas da família foi depredada.

“A época de Finados é a que requer mais cuidado, porque vem gente de fora, vem gente de longe. Nós limpamos [o túmulo] de cinco. Eles [prefeitura] estão deixando a desejar, inclusive a nossa [capela] foi arrancada a porta, os vidros, levaram todas as coisas que tinham dentro, e eles não têm segurança, não sei se é falta de funcionário, ou do funcionalismo [público]”, reclamou.

A insegurança também foi apontada pela trabalhadora Tatiane Vargas, de 41 anos, que atua no Cemitério Santo Amaro com a limpeza de túmulos e capelas. Lá, ela contou que um dos serviços chegou de última hora porque uma família se deparou com a capela toda destruída.

“O cemitério está abandonado, sem segurança e quebraram a capela. Eles [familiares] mesmo que vinham limpar, mas chegaram hoje e se deparavam com isso, quebraram as portas. E não é a primeira capela que eu cuido que está assim”, contou.

PROGRAMAÇÃO

Conforme a programação organizada pela Gerência de Cemitérios Públicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), os três principais cemitérios de Campo Grande terão ações especiais desde cedo.

A abertura dos portões está prevista para acontecer às 7h e a programação seguirá até o fim da tarde, com atividades religiosas para católicos e evangélicos em dois períodos, matutino e vespertino.

Em parceria com a Arquidiocese de Campo Grande, a partir das 7h30min será celebrada a primeira missa, com um celebrante em cada unidade.

Em seguida, acontecerão as apresentações da Banda da Guarda Civil Metropolitana, previstas para três horários diferentes, apenas durante o período matutino; às 8h30min, no Cemitério Santo Antônio; às 9h15min, no Cemitério Santo Amaro; e às 10h, no Cemitério São Sebastião, o Cruzeiro.

No período vespertino, em cada cemitério acontecerá a segunda missa, às 15h. E para a população evangélica a programação inclui um culto em cada um dos três cemitérios, previsto para as 16h.

Após o encerramento das atividades religiosas, as unidades ficarão abertas até as 17h, quando ocorrerá o fechamento dos portões.

Vale destacar que a entrada de veículos nos cemitérios estará proibida em razão da grande circulação de pessoas e movimentação durante o Dia de Finados.

Também é recomendado que idosos e pessoas com mobilidade reduzida considerem visitar os espaços em dias anteriores ou posteriores à data para terem mais tranquilidade.

* SAIBA 

Locomoção

O planejamento de locomoção realizado pela Prefeitura de Campo Grande inclui frotas de transporte coletivo para cemitérios, além de veículos reserva nos terminais e a tarifa reduzida (R$ 1,98) para passageiros que utilizam cartão eletrônico (Smart Card). Mesmo sendo domingo, a linha especial 300/Cemitério Jardim da Paz operará para garantir acesso ao local que fica na saída para Sidrolândia. As outras linhas de ônibus funcionarão conforme a tabela habitual de domingos e feriados. 

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