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Governo esquece aviões
e hangar vira ferro-velho

Das 12 aeronaves cedidas pela Justiça ao Estado, duas estão com manutenção em dia

DA REDAÇÃO

30/11/2014 - 00h00
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Das 12 aeronaves cedidas pela Justiça Federal e pela Justiça do Estado de São Paulo ao governo do Estado de Mato Grosso do Sul, dez não podem levantar voo. Entre os aviões que estão perecendo no hangar da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), há uma aeronave cujo certificado de aeronavegabilidade venceu em abril de 2009 e, desde então, não foi mais renovado, porque a atual administração estadual não teve interesse. 

Na maioria dos casos, as aeronaves são cedidas ao governo do Estado, que fica com o status de fiel depositário. O juiz federal, Odilon de Oliveira, alerta para a responsabilidade da administração estadual nestes casos. “Todo fiel depositário tem obrigação de zelar pelo bem que está sob sua posse”, explica. 

A maioria das aeronaves cedidas ao governo de Mato Grosso do Sul pertencia a traficantes de droga. Elas vieram ao Estado por meio de convênios, que, quando foram lançados, tiveram ampla divulgação. A expectativa era para que fossem usadas no combate ao crime, em buscas e salvamentos, e também no transporte de autoridades. Hoje, somente dois destes aviões cumprem esta função.

A reportagem de Eduardo Miranda está na edição deste domingo (30) do jornal Correio do Estado.

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Fim de filmagens retoma atendimento da Morada dos Baís em Campo Grande

Localizado na Avenida Afonso Pena, em pleno "coração" da capital do Mato Grosso do Sul, espaço mantém viva obra da campo-grandense pioneira Lídia Baís

15/07/2026 10h01

A Morada dos Baís, onde a artista viveu, transformou-se em personagem central da narrativa recente.

A Morada dos Baís, onde a artista viveu, transformou-se em personagem central da narrativa recente. Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Após servir de palco para as filmagens do longa-metragem "Lydia", a Morada dos Baís, localizada na Avenida Afonso Pena, retomou seus atendimentos ao público nesta semana em pleno "coração" da capital do Mato Grosso do Sul, mantendo viva a obra da artista pioneira campo-grandense e dessa família icônica na história local. 

Conforme o Executivo da Cidade Morena, esse espaço cultural voltará a receber visitantes de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h, aberto para turistas e moradores locais conhecerem de perto o interior dessa arquitetura imponente na região central.

Vale lembrar que recentemente, desde a segunda semana de maio, o espaço da Morada serviu como locação para as filmagens de "Lydia", um longa-metragem de ficção produzido pela Pólofilme e inspirado na obra literária "História de T. Lídia Baís" (1960), escrita pela própria artista sob o pseudônimo de Maria Tereza Trindade.

"Para atender às necessidades da produção, o prédio recebeu adequações cenográficas que recriaram ambientes da época retratada no longa-metragem, despertando a curiosidade de quem passava pela Avenida Afonso Pena", cita o Executivo da Capital em nota sobre a retomada dos atendimentos. 

Dirigido por Ricardo Câmara, com codireção de Mariana Villas-Bôas, o filme mergulha nas memórias, contradições, espiritualidade e processos criativos de Lídia Baís, uma mulher que rompeu padrões sociais no início do século 20 e construiu uma obra artística singular em um território ainda distante dos grandes centros culturais brasileiros.

Esse longa, cabe frisar, conta com recursos da Lei Paulo Gustavo, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, e apoio institucional da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande, que cedeu a Morada dos Baís e o Museu José Antônio Pereira como locações.

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Nascida em Campo Grande em 1900, Lídia Baís cresceu em uma família tradicional sul-mato-grossense, mas escolheu um caminho distante daquele reservado às mulheres de sua época. Enquanto o destino esperado era o casamento e a vida doméstica, ela decidiu seguir pela arte.

Embora inspirado em fatos reais, "Lydia" não pretende seguir o caminho tradicional das cinebiografias lineares. A proposta narrativa abraça a subjetividade e a fragmentação das memórias.

Entre suas viagens ao Rio de Janeiro, Paris e Alemanha, Lídia circulou entre intelectuais e modernistas contemporâneos de seu tempo e importantes do século passado, convivendo Com: o pintor surrealista Ismael Nery, com o poeta modernista Murilo Mendes e com os irmãos pintores Henrique Bernardelli e Rodolfo Bernardelli, por exemplo. 

Apesar da proximidade com nomes hoje consagrados, Lídia permaneceu durante décadas à margem da história oficial da arte brasileira. Realizou apenas uma exposição em vida, em 1929, no Rio de Janeiro, e acabou transformando o espaço doméstico em território criativo.

Na casa da família, pintou murais, escreveu textos, compôs músicas e desenvolveu uma linguagem artística própria, atravessada pela espiritualidade, o surrealismo e o expressionismo. A Morada dos Baís, onde a artista viveu, transformou-se em personagem central da narrativa recente.

Segundo Mariana Villas-Bôas, o espaço foi apropriado de maneira simbólica e afetiva pela equipe. "As paredes descascadas, os afrescos antigos, os objetos, tudo isso traz uma camada de tempo muito importante para o filme", diz.

A codiretora destaca que muitos elementos aparentemente surrealistas presentes no cenário partem de relatos reais sobre o cotidiano da artista. "As gaiolas, os animais empalhados, os objetos espalhados, tudo isso existia. Parece ficção, mas vinha da forma como ela enxergava o mundo".

 

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COMÉRCIO IRREGULAR

Clínica de bronzeamento artificial tem equipamentos irregulares apreendidos na Capital

Investigação do Ministério Público apontou que estabelecimento disfarçava-se de loja de roupas e costura para realizar procedimentos que podem causa câncer

15/07/2026 09h43

Álvaro Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Uma loja de roupas que oferecia procedimentos de bronzeamento artificial foi alvo de mandado de busca e apreensão de equipamentos que estavam sendo usados irregularmente, colocando em risco à saúde das pessoas que buscavam o serviço estético.

A ação ocorreu no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 43ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e da Unidade de Apoio à Investigação (CI).

O caso iniciou com as investigações do MPMS, que descobriu irregularidades na utilização das câmaras que são realizadas os procedimentos. O serviço era ainda realizado de forma escondida, em um local que simulava ser um comércio de roupas e costura.

Segundo o MPE, os responsáveis equiparam as cabines de bronzeamento artificial com lâmpadas fluorescentes de alta potência, prática essa proibida em território nacional pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nos termos da RDC nº 56, de 2009, e reforçada no ano passado, com a Resolução 1.260/2025, que proíbe especificamente "o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso de lâmpadas fluorescentes de alta potência utilizadas em equipamentos de bronzeamento artificial".

Além da utilização irregular das lâmpadas foram identificadas condições precárias na conservação e higiene dos equipamentos utilizados para prestar o serviço.

Com isso, a Vigilância Sanitária interditou o local após fiscalização em março deste ano, porém, a empresa continou a oferecer os serviços de bronzeamento artificial e os responsáveis ainda estão sendo investigados por enganar os clientes com propaganda enganosa.

De acordo com o órgão público, os procedimentos eram indicados e divulgados como legalizados dentro da legislação vigente e das condições sanitárias exigidas.

A Sociedade Brasileira de Demartologia apoiou a Anvisa na nova medida imposta no ano passado, e a partir disso, a investigação apontou os diversos riscos que procedimentos de bronzeamento artificial pode causar por si só, e o aumento de riscos quando de forma irregular,

Entre os danos à saúde são destacados:

  • câncer de pele, incluindo o tipo mais agressivo (melanoma);
  • envelhecimento da pele;
  • queimaduras;
  • ferimentos cutâneos;
  • cicatrizes;
  • rugas;
  • perda de elasticidade cutânea;
  • lesões oculares, como fotoqueratite;
  • inflamação da córnea e da íris;
  • fotoconjuntivite;
  • catarata precoce;
  • pterígio (excrescência opaca, branca ou leitosa, fixada na córnea); e
  • carcinoma epidérmico da conjuntiva.

A fiscalização do órgão no caso teve objetivo de conferir o cumprimento das normas sanitárias, pensando na defesa da vida, saúde e segurança da população, em especial, por se tratar de uma prática comercial que coloca os consumidores em situação de risco.

O MPMS ressalta que é necessário verificar a regularidade de estabelecimentos e condições de segurança em procedimentos, especialmente os que são para tratamentos estéticos.

 

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