Cidades

CASO DE POLÍCIA

Estudantes brasileiros de medicina
insultam paraguaios e caso gera revolta

Caso foi parar na polícia do país vizinho

MARIANE CHIANEZI

02/12/2016 - 16h03
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Um grupo de 200 estudantes brasileiros de medicina da Universidade Uninorte, em Pedro Juan Caballero, são suspeitos de discriminar e maltratar 15 paraguaios que estavam no campus para realizar a matrícula no mesmo curso ontem (1º). Caso foi parar na Polícia Nacional do Paraguai.

Conforme o Porã News, os brasileiros chamaram os moradores locais de “mortos de fome” e que não queria a presença de “índios comedores de chipa” cursando medicina na mesma universidade.

Situação pode se complicar para os brasileiros, pois deverão apresentar diversos documentos como antecedentes policiais no Brasil e a licença necessária para realizar os estudos no país vizinho. O Consulado Brasileiro em Pedro Juan deverá entrar com um pedido de desculpas formais às vítimas dos insultos.

NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ

Os estudantes brasileiros tem chamado atenção das autoridades paraguaias, onde muitos já foram presos em flagrante por tráfico de drogas e, em outros casos, eram estudantes procurados por homicídio no Brasil.

Indignação dos paraguaios com atitudes de alguns brasileiros também é em relação às algazarras feitas em via pública, como bebedeiras. Depois de ingerirem bebidas alcoólicas, os estudantes jogam lixo na rua.

Moradores do país vizinho os descrevem como “falta de respeito a quem os acolhe e os formará como futuros médicos”.

BALANÇO

BR-163 fecha 2025 redução de 36,6% no número de mortes

Dados divulgados pela concessionária que administra a rodovia apontam para queda no total de pessoas feridas e no número de acidentes fatais em comparação com todo 2024

13/01/2026 10h33

problemas com os veículos foram destaque, mais de 30% das ocorrências, com um total de 20.486 atendimentos, por exemplo, somente relacionados à pane mecânica.

problemas com os veículos foram destaque, mais de 30% das ocorrências, com um total de 20.486 atendimentos, por exemplo, somente relacionados à pane mecânica. Reprodução/Motiva Pantanal/Rachid Waqued

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Números divulgados pela concessionária que administra o trecho da BR-163 em Mato Grosso do Sul, a Motiva Pantanal, mostram uma redução de mais de 36% no número de mortos durante 2025 se comparado com o mesmo período de 2024. 

Responsável por administrar os 845,4 quilômetros de extensão da rodovia, que cruza o Mato Grosso do Sul desde as divisas do Paraná ao Mato Grosso, de Mundo Novo até Sonora, a Motiva Pantanal (antiga CCR Via) ganhou novo nome para marcar a  retomada de obras e R$9,3 bilhões em investimentos voltados à tecnologia e modernização do trecho. 

Pelo balanço recentemente divulgado, a rodovia que passa por 21 municípios foi palco de 1.755 acidentes registrados em 2025 na BR-163, dos quais pelo menos 991 pessoas ficaram feridas. 

Esse primeiro índice do ano passado, em si, já representa uma queda de 11% do total de pessoas feridas socorridas em acidentes na BR-163 durante todo o 2024. 

Além disso, se considerado somente o número de vítimas fatais, 2025 foi encerrado com uma redução de 36,6%, levando em conta os 45 óbitos registrados no ano passado frente aos 71 anotados em 2024. 

A própria concessionária relata o atendimento de 44 acidentes fatais feitos por suas equipes, número esse de 2025 que também representa uma redução do índice (-8,3%) se comparado com o mesmo período de todo o 2024. 

"A pronta resposta a essas ocorrências é garantida por uma estrutura operacional robusta, com ambulâncias, guinchos, viaturas de inspeção de tráfego, Bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) distribuídas ao longo da rodovia e monitoramento permanente pelo Centro de Controle Operacional (CCO)", expõe a Motiva em nota. 

Balanço de 2025

Em absoluto, a Motiva Pantanal indica que 2025 registrou 90.202 ocorrências atendidas ao todo, o que representa uma média de 247 atendimentos diários pelos mais de 845 km de rodovia. 

"Nesse período, 47.201 usuários receberam atendimento direto das equipes operacionais da concessionária, com média de 129 pessoas assistidas diariamente, por meio de serviços gratuitos como socorro mecânico, atendimento médico primário, inspeção de tráfego e orientação aos motoristas", cita o texto da Motiva. 

Os problemas com os veículos que transitam nas rodovias sul-mato-grossenses foram destaque, respondendo por mais de 30% das ocorrências, com um total de 20.486 atendimentos, por exemplo, somente relacionados à pane mecânica. Além dessa, destacam-se: 

  • 4.177 atendimentos - Pneu furado
  • 1.392 atendimentos - Superaquecimento do motor
  • 1.200 atendimentos - Pane seca
  • 1.031 ocorrências - Pane elétrica
  • 633 registros - Bateria descarregada

Durante as viagens, usuários das rodovias podem obter auxílio em uma das 17 Bases Operacionais do SAU, que por sua vez ficam localizadas em pontos estratégicos ao longo dos 845,4 quilômetros da rodovia, nos seguintes locais: 

  • Mundo Novo (km 27,6 - Norte)
  • Itaquiraí (km 80,9 - Sul)
  • Naviraí (km 128,6 - Sul)
  • Juti (km 179,6 - Norte)
  • Caarapó (km 224,3 - Sul)
  • Dourados (km 285,2 - Sul)
  • Rio Brilhante (km 331,8 - Sul)
  • Nova Alvorada (km 381,4 - Sul)
  • Anhanduí (km 427,1 - Norte)
  • Campo Grande (km 478,5 - Norte)
  • Jaraguari (km 534,6 - Sul)
  • Bandeirantes (km 577,9 - Norte)
  • São Gabriel do Oeste (km 629,1 - Norte)
  • Rio Verde de Mato Grosso (km 678,1 - Norte)
  • Coxim (km 740,7 - Sul)
  • Pedro Gomes (km 778,4 - Sul)
  • Sonora (km 822,2 – Norte)

 

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novo tarifaço

Vetada por Trump, exportação de MS para o Irã disparou em 2025

Alta foi de 87,6% na compração com o ano anterior. Agora, Trump anunciou taxa de 25% sobre as vendas aos EUA caso o comércio com o Irã seja mantido

13/01/2026 10h18

Milho e soja estão entre os principais produtos que os iranianos importam de Mato Grosso do Sul e de outros estados brasileiros

Milho e soja estão entre os principais produtos que os iranianos importam de Mato Grosso do Sul e de outros estados brasileiros

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a imposição, com efeitos imediatos, de uma tarifa de 25% sobre "qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã" e esta medida impacta diretamente a economia de Mato Grosso do Sul, já que no ano passado o Irã apareceu na lista dos dez mais importantes parceiros comerciais do agronegócio estadual.

As vendas para os iranianos, principalmente de milho, soja e farelo de soja, cresceram 87,6% em 2025 na comparação com o ano anterior. Em 2024 as vendas para o país persa renderam US$ 91 milhões de dólares. No ano seguinte, US$ 171,8 milhões. Os dados são da carta da conjuntura do comércio exterior, divulgados pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semadesc). 

Destino de 1,73% de tudo aquilo que o Estado exportou no ano passado, o Irã aparece em nono lugar entre os países que mais importaram produtos daqui. O crescimento é resultado de um acordo que o ministério da Agricultura firmou em 2024 com o Irã para facilitar os negócios entre os dois países. 

Os Estados Unidos, por sua vez, foram responsáveis por 5,47% daquilo que as empresas daqui exportaram no ano passado. Por conta do tarifaço imposto ao Brasil por Donald Trump, as vendas para os norte-americanos recuaram 19% e renderam US$ 539,5 milhões. Em 2024, haviam rendido US$ 669,5 milhões.

E são estas vendas aos EUA que sofrerão a sobretaxa de 25% caso o Brasil mantenha suas relações comerciais com os iranianos. Somando as exportações de todos os estados, as vendas ao Irã renderam quase US$ 3 bilhões no ano passado. 

"Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos da América", anunciou Donald Trump em sua rede social.  "Esta ordem é definitiva e irrecorrível", acrescentou. 

Embora ocupe a 31ª posição no ranking geral dos destinos das exportações brasileiras, o Irã aparece atrás apenas de Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita na região. No ano passado, as vendas brasileiras ao país superaram as destinadas a mercados como Suíça, África do Sul e Rússia.

O comércio bilateral é fortemente concentrado no agronegócio. Em 2025, milho e soja responderam por 87,2% das exportações brasileiras ao Irã. Somente o milho representou 67,9% do total, com vendas superiores a US$ 1,9 bilhão, enquanto a soja respondeu por 19,3%, somando cerca de US$ 563 milhões.

Também figuram entre os principais produtos exportados açúcares,  itens de confeitaria e farelos de soja para alimentação animal.

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