Cidades

PROJETO DE LEI

Estado analisa implantar medidas mais duras para alunos indisciplinados

Proposta está em tramitação na Assembleia e secretaria é favorável

RODOLFO CÉSAR

07/06/2016 - 17h16
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Os alunos das escolas estaduais estão prestes a passar por medidas mais exigentes caso desrespeitem professores, outros servidores da unidade escolar ou colegas. A possibilidade de aplicação de sanções como reparação de danos e participação em atividades extracurriculares caso comportem-se mal pode tornar-se lei.

O primeiro passo para autorizar esse tipo de medida foi dado hoje com a aprovação do projeto de lei 219/2015 pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa. A autoria foi do deputado Lídio Lopes (PEN). Eduardo Rocha (PMDB) havia feito proposta semelhante, com o PL 270/2015 e este foi apensado no documento aprovado.

Ainda há tramitação para acontecer até que haja efetiva autorização. Os dois principais próximos passos é aprovação no plenário da Assembleia e sanção pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Não há prazo fixo para isso acontecer.

"Esse projeto vem sendo discutido há vários anos. Outros estados já levaram a proposta e está em vigor. Foram feitas pesquisas. Acho que a proposta vai agregar muito na conscientização", opinou o deputado Lídio Lopes, presidente da CCJ.

A tendência é que as medidas sejam autorizadas porque durante a relatoria houve parecer favorável pela Secretaria de Estado de Educação. "O Regimento Escolar prevê medidas a serem aplicadas em caso de indisciplina dos alunos", informou nota da assessoria de imprensa da AL.

Entre os argumentos apresentados para que a reparação de danos funcione está a estatística de que 56% dos professores no Estado já sofreram xingamentos em sala de aula. Outros 13,71% foram vítimas de agressão física.

"O aluno precisa ter noção do que é limite, de que seu direito termina onde começa o do outro", defendeu o relator do projeto, Maurício Picarelli (PSDB).

EM FUNCIONAMENTO

Campo Grande já aplicou esse tipo de medida, sugerida pelo promotor da Infância, Adolescência e Juventude, Sérgio Harfouche, e que agora está sendo debatida em âmbito estadual como forma de lei. O projeto foi criado em 2009 e batizado de Programa de Conciliação para Prevenir a Evasão e Violência Escolar (Proceve).

A medida é avaliada como positiva por quem está no magistério. "A proposta é interessante desde que não haja prejuízo para o aluno. Até porque o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) dá proteção para esse estudante. É um projeto bom", afirmou a vice-presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública, Zélia Aguiar.

Com 25 anos de experiência, ela explicou que os alunos do ensino médio (em geral a partir dos 15 anos) são os que precisam de mais atenção. "O estudante muitas vezes vem passando por diferentes escolas por problemas anteriores e não se forma uma base", observou.

Ela ressaltou que quando o projeto é autorizado, a direção da escola tem condições de trabalhar de forma mais ampla para tentar auxiliar na disciplina dos jovens. "A escola não tem como tomar medidas algumas vezes. É preciso da ajuda da Justiça, para obter respaldo. Quando o aluno volta para sala e vê que não aconteceu nada, ele fica mais ousado", explicou.

COMO FUNCIONA

Antes de o aluno ser submetido à medida, é preciso que ele seja advertido verbalmente ou por escrito. No caso de reincidência seria aplicada a reparação.

A escola também precisaria registrar o fato em um termo de compromisso, assinado pelo pai ou responsável legal. "Em escolas nas quais o projeto foi implantado não existe mais brigas, aluno não destrói o ambiente e não agride professores, pois sabe que a cada ação negativa corresponderá a uma punição", apontou Picarelli, relator da proposta na CCJ.

Saúde

Casos de gripe crescem e MS entra em alerta de risco

No cenário nacional, o Estado está em situação de risco com o crescimento da SRAG a curto e longo prazo

02/04/2026 17h30

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MS FOTO: Valdenir Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Em meio ao surto de Chikungunya em Mato Grosso do Sul, outra doença vem crescendo de forma silenciosa e colocando o Estado em níveis de risco perigosos: a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). 

De acordo com a Fiocruz, em todo o País, os casos da doença apresentam sinal de aumento nas tendências a longo prazo, mesmo com índices de estabilidade em períodos de tempo menores.

Pelo menos 18 estados brasileiros estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para a SRAG, com sinal de crescimento nas últimas seis semanas, especialmente nos casos relacionados à Influenza A, o vírus da gripe.

Entre elas, Mato Grosso do Sul continua com níveis de crescimento, colocando a capital Campo Grande entre as 14 capitais que apresentam sinais de crescimento e nível de atividade da Síndrome em alerta, risco ou alto risco. 

No caso de MS, o avanço da SRAG nas últimas duas semanas deixa o Estado em risco, com probabilidade de crescimento de mais de 95%, com base nas atividades das últimas seis semanas. 

Em Campo Grande, o avanço da doença deixa a capital em alerta, mesmo com a probabilidade máxima de crescimento a longo prazo. 

De acordo com o Boletim, a influenza A tem sido o principal fator causador do aumento de casos graves entre jovens, adultos e idosos, perfis que demandam atenção por concentrarem o maior número de óbitos registrados pela doença. 

Nas últimas quatro semanas, o vírus foi responsável por 27,4% dos casos positivos da Síndrome no Brasil e 36,9% dos óbitos. 

Disseminação da doença cresce a curto e longo prazo em MSFonte: Boletim InfoGripe Fiocruz

Monitoramento

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, o Estado acumulava 885 casos de SRAG, sendo 340 com agente etiológico identificado, 408 não especificados e 137 aguardando a classificação final. 

O maior índice de casos foi registrado em crianças de 0 a 9 anos, com 412 registros. 

Além disso, também foram contabilizados 87 óbitos pela doença, com maior incidência na população de idade mais avançada, com 25 mortes no público de 80 anos ou mais. 

O causador mais comum da Síndrome é o Rinovírus, identificado em 186 casos no Estado.  O vírus é a causa mais comum do resfriado comum e responsável por grande parte das infecções respiratórias superiores. 

Além do resfriado, o rinovírus é a segunda causa mais comum de bronquiolite em crianças, atrás apenas do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 20 casos de SRAG em Mato Grosso do Sul. 


 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Homem fica inconsciente após ser agredido com pedradas na cabeça no bairro Mário Covas

Os agressores passaram a madrugada bebendo e usando entorpecentes, juntamente com a vítima

02/04/2026 16h45

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Na manhã desta quinta-feira (2), no bairro Residencial Mário Covas, uma moradora testemunhou um caso de lesão corporal grave. Diante da gravidade dos fatos, a mulher acionou o serviço de emergência para informar que, em frente à sua residência, dois indivíduos e uma mulher agrediam um homem. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol (DEPAC-CEPOL) como tentativa de homicídio qualificado com emprego de tortura ou outro meio insidioso.

De acordo com os relatos da moradora, os autores bateram na vítima com pedras grandes, na região da cabeça. Após as agressões, a pessoa ficou desacordada, aparentando estar em óbito. A solicitante indicou aos policiais o possível endereço dos rapazes.

Diante das informaçes, a equipe policial se deslocou até o local, onde realizou contato com os responsáveis pelos autores. O pai relatou que, ao acordar para ir ao trabalho, ouviu uma confusão nas proximidades, e foi informado por terceiros de que um indivíduo estaria sendo morto nas imediações.

Ele, então, suspeitou que a vítima pudesse ser seu filho. Em seguida, foi até o lugar indicado e constatou que seus dois filhos estavam agredindo uma terceira pessoa. Os rapazes foram apontados como autores do fato.

O pai não soube informar a motivação das agressões, acrescentando que seus filhos passaram a madrugada fazendo uso de bebida alcoólica e entorpecentes, juntamente com a pessoa que estaria sendo agredida, tendo o fato ocorrido nas primeiras horas da manhã.

A vítima foi socorrida pela equipe da Unidade de Resgate e Suporte Avançado (URSA) e encaminhada ao Hospital Santa Casa. Em razão da gravidade das lesões, os policiais não tiveram mais informações sobre a pessoa, já que esta se encontrava inconsciente no momento do atendimento.

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