Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Em apenas dois dias, são registrados quatro casos de abandono de crianças

Pais ou responsáveis serão monitorados pelo Conselho Tutelar

MARESSA MENDONÇA

31/01/2017 - 15h05
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Casos de abandono de crianças têm sido frequentes em Mato Grosso do Sul, com ao menos quatro ocorrências registradas em 48 horas.

No domingo, menina de dois anos foi encontrada andando sozinha em rua de Campo Grande.

Em Bela Vista, quatro filhos foram deixados em residência sem supervisão de adulto.

Em Corumbá, bebê de dois meses teve de ficar trancado em casa até chegada do Corpo de Bombeiros. O Conselho Tutelar vai supervisionar todas estas famílias.

À reportagem do Portal Correio do Estado, a conselheira Giovana Regina Barboza explicou que “cada caso é um caso” quando se trata de abandono de incapaz. Isto porque, segundo ela, é preciso analisar desde a capacidade de comunicação da criança até as condições em que está vivendo.

Ela exemplificou com a ocorrência da menina de dois anos encontrada sozinha por duas mulheres em rua do Bairro Vila Popular. Neste caso, a criança foi levada para abrigo porque não conseguia se comunicar. A mãe só poderá reaver a guarda da filha mediante decisão judicial.

Ainda segundo Regina, quando o Conselho Tutelar é acionado para ir até casa onde há crianças sozinhas e elas conseguem informar o nome ou endereço de algum outro parente não é preciso encaminhá-las para abrigo.

“Depois vamos tentar entender a situação, mas em todos os casos vai acontecer o monitoramento da família”, completou.

OCORRÊNCIAS

Criança de dois anos perdida na rua e sozinha foi encontrada, por volta da meia-noite de domingo (29), por duas mulheres que a acolheram e a levaram para o pelotão de Polícia Militar do Bairro Vila Popular em Campo Grande. Devido a pouca idade a menina não sabia se expressar.

Mãe da criança foi encontrada  e disse ter deixado a filha com o irmão dela. O rapaz teria dormido e a garota acabou indo pra rua.

Quatro crianças foram encontradas sozinhas em casa e uma delas implorou para conselheiros tutelares que não fosse levada, senão seria espancada pela mãe. O fato aconteceu na noite de ontem (30), na Rua Ariosto Silveira Lino, no Bairro Espírito Santo, em Bela Vista.

Em Corumbá, casal saiu e deixou bebê de dois meses em casa trancada. Os vizinhos escutaram o choro da criança e chamaram o socorro. O Corpo de Bombeiros foi ao local, arrombou a porta e resgatou a menina que foi entregue para o Conselho Tutelar.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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