Sábado, 19 de Agosto de 2017

Contra PEC e por aumento

Em 2º dia de paralisação, algumas escolas reabrem e sindicato 'peregrina' por adesão

Profissionais protestam contra reforma e por aumento salarial

16 MAR 2017Por ALINY MARY DIAS08h:43

No segundo dia da paralisação de professores da rede estadual e municipal de ensino em Mato Grosso do Sul, algumas escolas reabriram depois de fecharem ontem. Um dos sindicatos que organiza o movimento na Capital faz “peregrinação” nesta manhã para convencer profissionais para aderir à paralisação.

Ontem, conforme sindicalistas, praticamente todas as escolas de Campo Grande ficaram fechadas. No interior a adesão também foi grande, mas números não foram divulgados pela Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). Os profissionais protestam contra reforma da Previdência Social e também por aumento salarial. 

Nesta quinta-feira, no entanto, algumas escolas municipais da Capital reabriram, como é o caso da Bernardo Baís, na Avenida Calógeras. O presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação (ACP-MS), Lucílio Nobre, afirmou que percorre escolas nesta manhã para conversar com professores.

“Achamos que todos deveriam parar. Ontem foi 100% das escolas porque mesmo as que não aderiram não tiveram aula porque alunos não conseguiram chegar, por conta da paralisação dos ônibus. Queremos que as escolas parem hoje e a amanhã para dar força ao movimento”, afirma.

Ainda segundo o sindicalista, o impacto do primeiro dia de protestos, que contou com 20 mil pessoas em passeata no Centro da cidade, foi positivo. “Alguns deputados federais e até senador de Mato Grosso do Sul já se posicionaram contra a reforma”, completa.

Presidente da Fetems, Roberto Botareli afirma que levantamento sobre adesão de escolas do interior ainda está sendo feito, mas que na Capital todas escolas estaduais, com exceção da Lúcia Martins Coelho – que não aderiu ao movimento ontem – estão fechadas. “A informação que temos é que continuam paradas”, disse.

Botareli faz parte de grupo de cerca de 250 pessoas que montou acampamento em frente ao condomínio Dahma 2, onde mora o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), que preside comissão especial sobre a reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados. “Vamos ficar aqui até domingo, quando faremos uma avaliação do movimento”, disse.

A reportagem tentou contato com as secretárias de educação Maria Cecília Amêndola da Motta, do Estado. Ilza Mateus de Souza, do município, para mais detalhes sobre impacto da paralisação, mas nenhuma ligação foi atendida.

A única confirmação é que nesta manhã o prefeito Marcos Trad (PSD) recebe representantes da ACP para debater a paralisação.

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