Cidades

VIII Mostra Brasileira de Foguetes

Ex-aluna da UEMS constrói foguete e participa de evento de astronomia no Rio de Janeiro

A professora irá participar da mostra com mais quatro alunas e um colega professor

Vânya Santos e Camila Mortari

21/08/2014 - 11h45
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Ex-aluna do curso de licenciatura em Física da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), e professora, Marilaine dos Santos Souza, foi selecionada com quatro alunas e um colega professor, para participar da VIII Mostra Brasileira de Foguetes (VIII MOBFOG), que integra a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

Formada no ano passado, ela se dedicou a ensinar aos alunos sobre astronomia e instruiu as estudantes Bruna Magalhães, Bruna Ortega, Francisca Jilianny, Gabriela Faccin, com a cooperação do professor Kleberson Salina, no projeto de construção de um foguete.

O foguete foi lançado no Parque Antenor Martins em Dourados e atingiu mais de 100 metros, requisito que os credenciou a participar do evento da OBA no Rio de Janeiro, em outubro.

“É difícil encontrar uma escola que ensine astronomia, mas como eu já tinha os conhecimentos adquiridos durante a graduação na UEMS, foi mais fácil aplicar com a turma”, contou Marilaine.

A professora de Física também foi selecionada para compor a equipe brasileira que irá visitar o maior acelerador de partículas do mundo em Genebra. “Participo de eventos em Lisboa e Genebra de 21 a 31 de agosto. É um sonho para uma professora recém formada e um incentivo para continuar ensinando astronomia e fazendo divulgações científicas”, ressaltou.

Marilaine participou do 1º Congresso e Simpósio Nacional de Ensino da Astronomia, no Rio de Janeiro, além de viajar por Mato Grosso do Sul com o projeto do Planetário Itinerante da UEMS.

De acordo com o pró-reitor de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias, Edmilson de Souza, desde 2004 com a criação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, como forma de incentivar os estudantes a gostarem mais da área, a UEMS também começou a desenvolver projetos.

“Investimos por meio do projeto do Planetário, trabalhando com exposições para alcançar crianças da educação fundamental, a motivá-las para que num futuro próximo venham a fazer a mesma coisa em MS, e se dediquem à carreira de Ciência e Engenharia, que são áreas carentes de profissionais”, ressaltou o pró-reitor.

(Com informações Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul)

Sob Investigação

Condomínio de luxo em Campo Grande tem "festival de irregularidades"

Empreendimento é alvo de investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que apresentou relatório em que lista série de problemas do local

18/05/2026 08h00

Uma das irregularidades apontadas foi a criação de uma estrada por onde passava a antiga linha ferroviária, na saída para Três Lagoas

Uma das irregularidades apontadas foi a criação de uma estrada por onde passava a antiga linha ferroviária, na saída para Três Lagoas Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A criação do condomínio de luxo Soul Corpal Living Resort, em Campo Grande, na região da saída para Três Lagoas, está recheada de irregularidades, segundo relatório apresentado em março deste ano ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A incorporadora responsável pelo loteamento desrespeitou questões ambientais e urbanísticas, fez obras antes do registro no cartório de imóveis e invadiu área da linha férrea Malha Oeste, mesmo sabendo que havia impedimentos legais. 

Já a instalação do empreendimento chegou a ser embargada, e a Procuradoria-Geral do Município (PGM) recomendou a anulação de sua criação.

Estas constatações fazem parte de relatório solicitado pelo MPMS à engenheira ambiental Pyetra Lima, para verificar os procedimentos relacionados ao licenciamento ambiental da área, que teve o processo de loteamento iniciado em 2023, com os pedidos formais da Incorporadora Corpal à prefeitura. Em agosto de 2024, foi emitida a licença prévia e, em junho do ano passado, a licença de instalação. 

Nesse período, a empresa começou a realizar obras sem a devida autorização ou desrespeitando autorizações concedidas. Em uma das vistorias, em agosto de 2025, realizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), foi constatado que havia sido realizado estaqueamento, raspagem do terreno e abertura das vias no local, além da abertura de um acesso à área pela faixa de domínio da ferrovia. 

Como estava sem a devida autorização da Prefeitura de Campo Grande, a Semades solicitou o embargo imediato do empreendimento.

Também em agosto do ano passado, uma denúncia anônima afirmou que a abertura das vias, a implantação da infraestrutura e a demarcação de lotes estavam sendo realizadas sem o registro do projeto em cartório. 

No mês seguinte, a empresa se defendeu, alegando que não estava “executando obras de infraestrutura, limitando-se à limpeza periódica da área e à demarcação das vias que serão realizadas no loteamento, para controle de vegetação.” 

Também pediu a suspensão do termo de embargo, afirmando que as atividades realizadas na área eram meramente preparatórias. 

TERRENO DA UNIÃO

Outra irregularidade foi com a faixa de domínio da linha férrea da Malha Oeste. O documento GDU
nº 24/2022 determinou que o arruamento do empreendimento deveria ser executado às margens da ferrovia, respeitando-se o limite de 15 metros de cada lado.

Porém, a incorporadora, mesmo sabendo que a ocupação da área poderia configurar crime e não poderia ser desapropriada, fez modificações na faixa de domínio. 

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que não poderia ser desapropriada e que qualquer autorização só poderia ser concedida pela Rumo, concessionária que administra a Malha Oeste, ou pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Essa ocupação irregular de área de concessão da Malha Oeste resultou em um boletim de ocorrência por furto, feito em fevereiro deste ano pela Rumo.

A empresa constatou a ocupação, construção de passagem em nível irregular e a retirada sem autorização de trilhos em 1,6 quilômetro da linha férrea.

ANULAÇÃO

Além desses problemas, a PGM solicitou, também no ano passado, à Semades a anulação imediata do ato de do loteamento, “por apresentar vícios formais e materiais”.

Apontou “inobservância das exigências legais para aprovação de loteamentos; ausência de anuência prévia de órgãos competentes; não atendimento às diretrizes da GDU nº 24/2022”.

PRESERVAÇÃO

Na área ambiental foi constatado que no terreno do condomínio existem Área de Preservação Permanente (APP) e presença de espécies protegidas e que haveria a necessidade de supressão vegetal significativa, condicionada à compensação ambiental, ainda pendente de integral cumprimento, com o relatório citando que “foram identificadas inconsistências quanto à delimitação de APP.”

A análise de imagens de satélite indicou a ocorrência de supressão de vegetação anterior ao licenciamento, bem como o início de intervenções no local, evidenciando a necessidade de verificação quanto à regularidade dessas ações.

A engenheira ambiental concluiu que, “diante da análise dos processos administrativos e documentos relacionados ao empreendimento Soul Corpal Living Resort, verifica-se que o licenciamento ambiental e a aprovação urbanística do loteamento foram marcados por sucessivas controvérsias técnicas e jurídicas, especialmente no que se refere à compatibilidade do projeto com o Plano de Manejo da APA do Lajeado, à necessidade de outorga onerosa para alteração do uso do solo e à regularidade da ocupação de áreas ambientalmente protegidas”.

Também aponta que, embora tenham sido emitidas licença prévia e licença de instalação, houve divergências entre pareceres técnicos e deliberações da Comissão de Controle Ambiental (CCA), “sendo necessária, inclusive, manifestação jurídica para dirimir conflitos quanto à exigibilidade de documentos e à viabilidade do empreendimento”.

Sob o ponto de vista urbanístico, a engenheira verificou que houve “a existência de questionamentos relevantes quanto à regularidade da aprovação do loteamento”, especialmente em relação ao atendimento às diretrizes estabelecidas na GDU nº 24/2022, à utilização de áreas institucionais e à implantação de acesso por meio de faixa de domínio ferroviária pertencente à União sem a devida autorização dos órgãos competentes.

O documento ressalta que a denúncia da execução de obras sem o devido registro do loteamento no Cartório de Registro de Imóveis resultou no termo de embargo, “cuja situação posterior não foi devidamente esclarecida nos autos”.

Além disso, destaca a necessidade de reavaliação dos atos administrativos praticados em virtude da recomendação da PGM pela anulação do ato de aprovação do loteamento, em razão de vícios formais e materiais. 
 

Pyetra conclui pela existência de indícios de irregularidades ambientais e urbanísticas no empreendimento, “recomendando o aprofundamento da análise técnica e jurídica, bem como a adoção das medidas cabíveis pelos órgãos competentes, a fim de assegurar a conformidade do empreendimento com a legislação vigente e a proteção do meio ambiente”.

Este relatório faz parte das apurações da 42ª Promotoria de Justiça de Campo Grande do MPMS, em notícia de fato sobre supostas irregularidades na aprovação do loteamento de acesso controlado. 

Já o Ministério Público Federal (MPF) apura se a Corpal fez obras no local sem o projeto de interesse de terceiros (TIP), que tem de ser aprovado pela ANTT, e se as intervenções realizadas pela loteadora (arruamento e remoção de trilhos) ocorreram sem o rito processual de desativação e desincorporação, o que configuraria dano ao patrimônio público federal.

CORPAL

Em nota enviada ao Correio do Estado em reportagens anteriores, a incorporadora “reafirma seu compromisso com a legalidade, cumprindo nesse e em todos os seus mais 68 empreendimentos todas as licenças aplicáveis e que suas atividades seguem rigorosamente a legislação vigente em todos os níveis regulatórios”.

* Saiba

Condomínio de luxo Soul Corpal Living Resort, em Campo Grande, tem um dos metros quadrados mais caros, comercializados a R$ 2,5 mil, em média.

Isso significa que um terreno de tamanho mínimo não é vendido por menos de R$ 1 milhão.

 

Jardim Noroeste

Suspeito de vários crimes morre em confronto com o Choque em Campo Grande

Identificado por vítimas, ele tentou fugir ao avistar policiais e teria apontado arma para os militares

17/05/2026 18h00

Confronto aconteceu neste domingo, no Jardim Noroeste

Confronto aconteceu neste domingo, no Jardim Noroeste Foto: Divulgação / Choque

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Um homem, identificado pelo apelido de Peixeira, 27 anos, morreu em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, neste domingo (17), no Jardim Noroeste, em Campo Grande.

De acordo com informações do Choque, o homem era suspeito de envolvimento em diversos crimes, tendo 77 passagens pela polícia por crimes como furtos, receptação, associação criminosa e mais de 27 roubos.

Neste domingo, policiais receberam informações sobre uma pessoa suspeita de envolvimento em diversos crimes de roubo ocorridos na Capital e, após diligências e contato com vítimas, ele foi formalmente reconhecido.

Equipes foram até o endereço vinculado ao suspeito, com o objetivo de capturá-lo, mas, segundo a Polícia Militar, ao perceber a presença dos policiais, ele tentou fugir para um imóvel vizinho.

Policiais foram atrás, dando ordens reiteradas de parada, que foram desobecidas pelo suspeito.

Ao ser localizado nos fundos da residência, "Peixeira" teria sacado uma arma de fogo, o que, segundo o Choque, representou "iminente ameaça à integridade física dos agentes estatais, atentando contra a equipe policial".

Para conter o suspeito diante da situação, policiais efetuaram disparos, que atingiram o suspeito.

Ele foi desarmado e encaminhado pelos próprios policiais a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

O revólver usado pelo suspeito, calibre .38, e cinco munições foram apreendidas. Relatos iniciais das vítimas indicam que a arma, provavelmente, teria sido utilizada nos crimes investigados.

O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção legal de agente do estado, porte ilegal de arma de fogo, resistência e homicídio na forma tentada.

Confronto aconteceu neste domingo, no Jardim NoroesteArma que teria sido utilizada pelo suspeito foi apreendida (Foto: Divulgação / Choque)

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