Cidades

DOURADOS

PM morre depois de bater moto em poste durante perseguição

O soldado chegou a ser levado para hospital, mas acabou não resistindo

LAURA HOLSBACK

03/08/2015 - 08h30
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O soldado da Polícia Militar, Cézar Augusto Corvalan Machado, 25 anos, morreu depois de ser arremessado em poste, em acidente, durante perseguição ocorrida por volta das 18h10min desse domingo (2), na Rua Coronel Ponciano, Vila Industrial, em Dourados.

Segundo a polícia, equipes de militares com viaturas quatro rodas e do Grupo Especializado Tático Motorizado (Getam), o qual o policial fazia parte, estavam empenhadas na abordagem de Fábio Custódio, 28 anos, que havia sido flagrado fazendo manobras perigosas com uma Kawasaki/Z750. Ele foi identificado após o acidente.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, equipe da Getam fazia patrulhamento pela cidade quando passou pela Kawasaki, que estava em alta velocidade. Na frente de militares, o condutor empinou a moto e, por isso, recebeu ordem de parada. No entanto, não obedeceu e iniciou perseguição.

Na tentativa de cercar Fábio, policiais pediram apoio de outras viaturas, porém ele continuou em fuga desrespeitando sinalizações de trânsito.

Em determinado momento, o soldado Corvalan emparelhou a moto com a do fugitivo, que o chutou. Por conta disso, o policial perdeu o controle da direção, enroscou na Kawasaki e causou a queda de ambos. Como seguiam em alta velocidade, o militar foi arremessado em um poste e Fábio para um gramado.

Corvalan foi socorrido por equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao hospital do plano de saúde em estado gravíssimo. Acabou não resistindo às múltiplas fraturas e morreu minutos depois.

Fábio sofreu escoriações pelo corpo.

Ainda conforme a polícia, a perseguição envolveu duas viaturas duas rodas e outras duas de quatro rodas. Durou aproximadamente 15 quilômetros.

FICHA CRIMINAL

Fábio foi identificado após o acidente e, em consulta ao nome dele no sistema policial, verificou-se que já havia sido preso por envolvimento em direção perigosa. Inclusive, na carteira dele, havia um auto de infração da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) por excesso de velocidade. O documento dizia que ele foi flagrado na Kawasaki a 145 km/h.

POLÍCIA

Receita Federal apreende R$ 1 milhão em mercadorias irregulares do Paraguai

Os produtos estavam armazenados em uma empresa do setor de logística, na Capital, que atua como shopping virtual (marketplace)

29/01/2026 18h30

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Uma operação conjunta da Receita Federal em Campo Grande e da Coordenadoria de Fiscalização de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS), deflagrada nesta quinta-feira (29), resultou na apreensão de mais de 2 mil produtos importados irregularmente do Paraguai.

As mercadorias estavam armazenadas em uma empresa do setor de logística, na Capital, que atua como shopping virtual (marketplace) e foram avaliadas em cerca de R$ 1 milhão.

Entre os itens apreendidos estão brinquedos, balanças eletrônicas, kits de malas e produtos para camping. Ao todo, os produtos apreendidos lotaram dois caminhões-baú e foram encaminhados ao depósito de mercadorias apreendidas da Receita Federal em Campo Grande

A ação foi desencadeada a partir de levantamentos da área de inteligência fiscal dos dois órgãos, com o objetivo de combater ilícitos tributários em Mato Grosso do Sul.

Dinheiro destinado às entidades sociais 

Em 2025, a alfândega da Receita Federal em Ponta Porã destinou um volume expressivo de mercadorias apreendidas para entidades públicas e privadas sem fins lucrativos. O valor total das doações ultrapassou R$ 66,2 milhões.

As destinações atenderam instituições com atuação em diversos municípios de Mato Grosso do Sul, além de organizações de referência nacional, ampliando o alcance das ações e gerando impacto social em áreas como assistência social, saúde, educação e segurança pública.

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INQUÉRITO CIVIL

Rumo Malha Oeste entra na mira do MPF por incêndio de 17 mil hectares no Pantanal

Inquérito civil vai apurar os detalhes do incêndio florestal que aconteceu na região de Porto Esperança, em Corumbá

29/01/2026 18h00

Trilhos da Malha Oeste, de responsabilidade da Rumo, na cidade de Corumbá

Trilhos da Malha Oeste, de responsabilidade da Rumo, na cidade de Corumbá Foto: Rodolfo Cézar/Arquivo

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A fim de continuar com as investigações e trazer mais provas ao processo administrativo, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para detalhar o auto de infração ambiental, emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em razão de um incêndio florestal causado no Pantanal, em agosto de 2024, pela Rumo Malha Oeste S/A.

Na ocasião, o IBAMA aplicou dois autos de infração à empresa, as quais somadas resultou em mais de R$ 57 milhões. A maior multa foi no valor de R$ 50 milhões, por danificar a cobertura vegetal, sendo aplicado um montante aproximado de R$ 5.000 por hectare destruído. A outra foi emitada devido ao descumprimento condicionante do licenciamento ambiental para operação da estrada, no valor de R$ 7,5 milhões.

A Trill Construtora, empresa terceirizada pela Rumo para fazer o serviço de manutenção, também foi multada no valor de R$ 50 milhões. A prestadora de serviços foi autuada pelo Ibama por ser corresponsável pelo incêndio.

O episódio ocorreu devido a falhas durante o procedimento de manutenção de linha férrea na região do Porto Esperança, no município de Corumbá, a qual a Rumo Malha Oeste possuia a licença de operação.

O incêndio florestal iniciou no dia 16 agosto daquele ano e foi controlado apenas sete dias depois, no dia 23. De acordo com o Ibama à época, trabalhadores que atuavam na manutenção da ferrovia relataram que faíscas geradas pelo uso de uma serra elétrica entraram em contato com a vegetação seca (fator facilitador para alastrar o fogo) ao redor dos trilhos, dando início às chamas.

Ao todo, foram destruídos 17.817,735 hectares do bioma Pantanal, em uma região de difícil acesso e com pouca atividade humana. A Procuradoria da República no Estado considera que o incêndiou impactou diretamente a fauna local, que abrange insetos, répteis, pequenos mamíferos e ninhos de aves. A instauração do inquérito civil foi encaminhado à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de assuntos do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural.

Acúmulo de multas

A Rumo Malha Oeste foi autuada 74 vezes em três anos, entre 2021 e 2024, por não cuidar da faixa de domínio, abandonar prédios e não trocar dormentes e trilhos nos 1.973 quilômetros da linha férrea entre Mairinque (SP) e Corumbá. Estas infrações, em sete casos, resultaram em autuações e multas que chegaram a R$ 7,5 milhões, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

No dia 30 de setembro de 2025, a ANTT multou a empresa no valor de R$ 2,1 milhões. O motvio da punição foi a retirada de 4 km de trilhos do ramal de Ladário para usar em outro trecho de Corumbá. No auto de infração, consta que a Rumo foi punida por “não zelar pela integridade dos bens vinculados à concessão, conforme normas técnicas específicas, não mantendo-os em perfeitas condições de funcionamento ou conservação, até a sua transferência à concedente ou à nova concessionária”.

Em outra fiscalização, de dezembro de 2024, técnicos da ANTT constataram que 94,5% dos dormentes do trecho de 436 km entre Campo Grande e Três Lagoas estavam estragados, resultado de anos sem manutenção adequada. A penalidade, novamente, foi de R$ 2,1 milhões.

O relatório da inspeção descreve que, “segundo informações fornecidas pela concessionária, houve a substituição de 32 metros de trilhos em 2022 e de 96 metros em 2023. Em 2024, ainda não havia sido realizado tal serviço”.

Além disso, o documento apontou que as ações de recuperação previstas eram irrisórias diante do tamanho do problema.

“Foram aplicados, em 2023, no trecho entre Três Lagoas e Indubrasil, um total de 15.428 dormentes e, para 2024, a previsão era de aplicação de 7.200 dormentes – até abril do ano passado, foram aplicados 1.955 dormentes. Esses quantitativos são insuficientes, em face do grande porcentual e das grandes malhas de dormentes inservíveis verificadas no trecho”, cita o relatório.

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