Cidades

INDUSTRIALIZAÇÃO

Obras de indústria começam em janeiro e devem gerar 2 mil empregos

Serão gerados dois mil empregos diretos e indiretos durante a construção

VALQUÍRIA ORIQUI

05/12/2016 - 18h29
Continue lendo...

Será realizada amanhã, às 10h, no quilômetro 247 da BR-163, o lançamento da pedra fundamental das unidades de processamento de soja e refinaria de óleo do complexo industrial da Coamo Agroindustrial Cooperativa em Dourados. A previsão é de que as obras das novas indústrias sejam iniciadas em janeiro de 2017 e concluídas em 2019.

Para garantir a vinda de novas indústrias para Dourados o Governo do Estado investiu R$ 9,4 milhões em pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no Núcleo Industrial e no acesso ao Polo Industrial da cidade.

Serão dois mil empregos diretos e indiretos durante a construção das indústrias. Após a conclusão, mais de 350 empregos diretos. Para o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, a expansão das atividades da Coamo valoriza o potencial agrícola de Dourados e contribui para o desenvolvimento da região. “A construção da unidade industrial da Coamo vai movimentar de forma relevante a economia da região", disse o secretário.

Com investimento de R$ 650 milhões, o novo empreendimento constará de uma indústria de processamento de soja para três mil toneladas de soja/dia, produção de farelo e óleo, e uma refinaria para 720 toneladas/dia de óleo de soja refinado, equivalente a 15 milhões de sacas de soja /ano.

VIDEOMONITORAMENTO

Será inaugurado amanhã, o Sistema de Videomonitoramento em Vias Públicas de Dourados. O evento acontece às 13h30min, no Batalhão de Polícia Militar, na Rua Fernando Ferrari, 610, Vila Industrial.

Para instalar 15 câmeras de videomonitoramento na cidade, que vão contribuir com a segurança nas ruas, foram investidos R$ 3,9 milhões dos governos Federal e Estadual. Além de Dourados, Amambai, Bela Vista, Coronel Sapucaia, Corumbá, Mundo Novo, Naviraí e Ponta Porã também fazem parte do programa.

TEMPORAL

Chuva em MS não ameniza altas temperaturas e causa estragos em Iguatemi

Ventos de 64 km/h destelhou creche de município, e apenas outras quatro cidades do Estado que estavam em rota de nuvem de chuva tiveram volume expressivo

29/09/2026 12h30

Temporal deixa estragos em Iguatemi

Temporal deixa estragos em Iguatemi Reprodução redes sociais

Continue Lendo...

Com falsas esperanças de amenizar as ondas de calores que estão previstas para durarem até hoje (29), a nuvem que se aproximou da Capital Morena não trouxe chuva que desse trégua nas altas temperaturas pelo Estado, mas foi o suficiente para causar estragos em Iguatemi.

Apesar de não ser o município que apresentou o maior volume registrado dentre as cidades que choveram, casas e creches ficaram destelhadas na cidade devido à tempestade, com árvores caídas e alagamento em algumas regiões.

 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) foram 11,2 milímetros em apenas uma hora, das 17h às 18h, com rajadas de ventos de 64,4 km/h.

Em vídeo que circula nas redes sociais é possível ver o momento que uma árvore cai, devido aos fortes ventos, e em outro vídeo foi registrado os estragos em uma casa e toda a cobertura da Creche Rosa Vitorellido, do município.

Em nota, a Prefeitura de Iguatemi relatou que iniciou os trabalhos de recuperação da unidade escolar nesta manhã, com a contratação de uma empresa para realizar a "execução de reparos necessários para recuperar a estrutura afetada".

 

Chuva e ondas de calor

De acordo com o Inmet, das 16 cidades localizadas onde a nuvem se concentrava no mapa, apenas oito registraram volume de chuva, sendo apenas quatro destas cidades com volumes significativos, incluindo Iguatemi.

As que registraram chuvas sem volume expressivo foram Angélica, Ivinhema, Naviraí e Amambai, na região da Fazenda Novo Horizonte, com todas acumulando menos de 3 milímetros em cada cidade.

Já na Costa Leste, em Bataguassu foram 7,6 milímetros durante a madrugada de segunda para terça-feira, e 23,44 mm durante a noite em Santa Rita do Pardo. 

Em Água Clara foram registrados 13,4 mm de chuva na região urbana e 25,8 mm na Fazenda Peleja. Apesar dos volumes de água, no município estão previstos para hoje temperatura de 41,7°C. O mesmo ocorre em Três Lagoas, que registrou 27 mm durante o dia de ontem e hoje prevê 40ºC.

Por fim, com volume de chuva mais expressivo e fortes rajadas de ventos, Anaurilândia registrou 37,6 milímetros e ventania de até 106,9 km/h.

Outros municípios que estavam na rota da nuvem de chuvas como Aral Moreira, Caarapó, Deodápolis, Dourados, Fátima do Sul, Laguna Carapã, Nova Andradina e Ponta Porã, localizadas na Macroregião Sul do Estado, não tiveram chuvas e ainda registraram temperaturas acima de 29ºC atingindo até os 37ºC.

Na parte de cima do Estado, em que a nuvem não se aproximou tanto, também foram registrados grandes volumes de chuvas. Na região Norte foram 10,2 milímetros em Camapuã, e 37,2 milímetros em Paraíso das Águas.

No Pantanal sul-mato-grossense foram registrados 28,4 milímetros de chuva em Corumbá, que ao mesmo tempo acumula dias com temperaturas acima dos 40ºC e foi a segunda cidade mais quente do Brasil.

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (CEMTEC MS) confirma as chuvas registradas nos municípios e também divulgou as rajadas de ventos acumuladas durante os dias de ontem e hoje até às 08h. Confira:

Temporal deixa estragos em Iguatemi

CAMPO GRANDE

Gaeco mira mais um advogado em 2ª fase da Operação Infiltrados

Desdobramento foi batizado de "Obstructio" por suspeita de profissional ter vazado informações sigilosas a respeito da primeira ação

29/09/2026 12h15

Investigações se desdobraram para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas ainda enquanto era deflagrada a Operação Infiltrados, no último dia 24. 

Investigações se desdobraram para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas ainda enquanto era deflagrada a Operação Infiltrados, no último dia 24.  Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

Durante a manhã desta terça-feira (29) agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) retornaram às ruas de Campo Grande com um desdobramento da Operação Infiltrados, mirando mais um profissional da advocacia nesta segunda fase batizada de "Obstructio". 

Conforme divulgado pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS), a operação de hoje (29) compreendeu o cumprimento de um mandado de prisão e dois de busca e apreensão na Capital. 

Ainda nas primeiras horas da manhã, agentes do Gaeco estiveram na altura do número 1.200 da rua 14 de julho, no Centro de Campo Grande, onde estão estabelecidos alguns escritórios de advocacia. 

O próprio Ministério Público confirmou que o alvo de hoje (29) trata-se de um profissional da advocacia, motivo pelo qual a própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) esteve presente acompanhando as diligências.

Vazamento de informações

Ainda segundo o MPMS, as investigações se desdobraram para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas ainda enquanto era deflagrada a Operação Infiltrados, no último dia 24. 

O órgão frisou, em nota, que já existem evidências materializadas de que houve uma comunicação criminosa dessa ação policial, que por sua vez refletiu em um embaraço direto à investigação do Gaeco. 

Justamente por isso foi empregado o termo latim "Obstructio" para batizar a ação de hoje (29), uma vez que esse advogado teria atrapalhado o cumprimento das medidas judiciais. 

Infiltrados

Deflagrada pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar na última quinta-feira, essa investigação passou a apurar suspeitas de tráfico de drogas e outros crimes que envolviam integrantes das forças de segurança pública. 

Durante a primeira fase foram expedidos ao todo 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão para cumprimento em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Balanço divulgado pelo MPMS já indicou que, até então, já haviam sido cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

Essas investigações começaram em outubro de 2025, quando elementos relacionados ao caso foram localizados no decorrer das operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado.

O grupo é investigado por um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, especialmente cocaína, o que levou à prisão até de um ex-delegado que passou mais de cinco anos na titularidade da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que se apresentou à Corregedoria da Polícia Civil ainda na tarde de quinta-feira (24).

Uma das suspeitas é de que parte dos entorpecentes apreendidos não fosse incluída nos registros oficiais. A investigação também apura a retirada de drogas armazenadas em depósitos de delegacias.

Os entorpecentes desviados seriam posteriormente repassados a traficantes ligados ao grupo e recolocados no mercado ilegal.

**(Colaborou Alícia Miyashiro)

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).