Cidades

Dourados

Negado habeas corpus a acusado de matar travesti a tiros

Acusado atirou na vítima depois de contratar programa no dia 17 de julho em Dourados

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Desembargadores da 3ª Câmara Criminal negaram habeas corpus a Marlon Lucas Rocha Fialho, 22 anos, acusado de matar a tiros uma travesti no dia 17 de julho em Dourados – distante 225 km de Campo Grande.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, no dia do crime, o acusado encontrou a travesti, contratou um programa e seguiram de carro para a residência de Fialho, para que lá pudessem manter relação sexual.

No trajeto até a residência, acusado e vítima iniciaram uma discussão e Fialho parou o veículo, pegou uma arma que estava embaixo do banco do carro e disparou contra a travesti, que foi atingida e tentou fugir, mas foi atingida por mais três disparos e caiu na calçada. O acusado ainda disparou mais uma vez contra a vítima caída.

A defesa do acusado alegou que a prisão dele é ilegal em razão da ausência da realização de audiência de custódia e afirmou haver condições favoráveis ao acusado, como bons antecedentes, residência fixa, emprego e o fato dele ser réu primário e pediu o alvará de soltura.

Para o relator do processo, desembargador Dorival Moreira dos Santos, não existe a ilegalidade da prisão e a audiência de custódia está sendo providenciada pelo TJMS. Segundo ele, a manutenção da prisão deve ser mantida em razão da gravidade do delito, pois ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado, com motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Além disso, o desembargador considerou que ficou comprovada a periculosidade do acusado, que tinha no veículo uma arma de uso restrito e com numeração raspada.  

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Justiça condena João Amorim a devolver R$ 3 milhões por fraude em obra na MS-228

Decisão atende ação do MPMS e aponta que parte da rodovia no Pantanal ficou sem execução após abandono de obras e medições falsas em contrato com a Agesul

23/06/2026 12h00

Trecho da rodovia MS-228, na região do Pantanal, onde obra de recuperação não teria sido concluída conforme contrato firmado com o Estado

Trecho da rodovia MS-228, na região do Pantanal, onde obra de recuperação não teria sido concluída conforme contrato firmado com o Estado Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou uma empresa de engenharia a ressarcir mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos por irregularidades na execução de obras na rodovia MS-228, no Pantanal. A decisão atende a ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e é um desdobramento da operação Lama Asfáltica.

Segundo a investigação, a contratação foi firmada entre a empresa, identificada como a Proteco Construções Ltda, ligada ao empresário João Amorim e a Agesul para a recuperação de um trecho de aproximadamente 42 quilômetros da MS-228, em Corumbá, com serviços de cascalhamento e drenagem.

No entanto, laudos técnicos e depoimentos reunidos no processo apontaram que parte significativa dos serviços não foi executada. De acordo com o Ministério Público, a obra teria sido interrompida antes da conclusão prevista, deixando cerca de 16 quilômetros sem revestimento adequado e com estruturas de drenagem expostas, o que teria comprometido o tráfego e agravado impactos ambientais e logísticos na região pantaneira.

Ainda conforme a ação, mesmo com a execução parcial, medições e documentos técnicos teriam sido falsificados por responsáveis pela fiscalização e pela própria empresa, permitindo o pagamento integral do contrato como se a obra tivesse sido concluída.

Na decisão, o juiz fixou o ressarcimento solidário ao erário em R$ 3.059.043,51, valor que deverá ser corrigido desde 2015. Além disso, a empresa foi condenada ao pagamento de multa civil de R$ 1,52 milhão, equivalente a 50% do prejuízo apurado.

A sentença também determina a proibição de contratar com o poder público por 10 anos em Mato Grosso do Sul e o pagamento de R$ 250 mil por dano moral coletivo, valor destinado ao Fundo de Defesa de Interesses Difusos Lesados (Funles).

O caso se refere a contratos investigados dentro do conjunto de apurações da operação Lama Asfáltica, que revelou um esquema de fraudes em licitações, medições irregulares e desvios em obras rodoviárias no Estado.

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ALIANÇA II

Operação em MS investiga envolvimento de policiais em contrabando

Nesta 2ª fase, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva em municípios do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo

23/06/2026 11h15

Cinco policiais militares foram presos por envolvimento no esquema de contrabando, na região Noroeste do Paraná

Cinco policiais militares foram presos por envolvimento no esquema de contrabando, na região Noroeste do Paraná Divulgação: Polícia Federal

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 A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a segunda fase da Operação Aliança, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática dos crimes de contrabando, de descaminho e lavagem de capitais.

A primeira fase da operação, deflagrada no início de 2026, prendeu cinco policiais militares por envolvimento no esquema de contrabando na região Noroeste do Paraná.

As investigações apontam que o grupo atuava na incorporação irregular de mercadorias pela fronteira brasileira, contando com a ajuda de agentes públicos, além de uma rede de freteiros e de motoristas responsáveis pelo transporte das cargas contrabandeadas.

Nesta segunda fase, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva em municípios do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Também foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens dos investigados, expedidas pela Justiça Federal em Guaíra.

Até o momento, foram realizados dois flagrantes de contrabando e descaminho e de posse ilegal de arma de fogo, nas cidades de Umuarama (PR) e de São Paulo (SP).

A operação contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.

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